Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

Capítulo 425

Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

O Parque Temático Alegre logo abriria suas portas.

Voltamos para o portão que conectava à zona amarela, mas o portão que havíamos usado não era mais a entrada para o Blue Dream Waterland.

Era o portão que o Coelho Mágico havia instalado.

Mas agora, uma placa diferente estava pendurada lá.

[Portão do Blue Dream Fantasyland]

A Mascote Azul, que já havia colocado a fantasia de mascote novamente, agora acenava desde o que agora era seu próprio território.

Os funcionários acenavam de volta, desajeitadamente.

[Meu Deus, isso é tipo síndrome de Estocolmo.]

...Provavelmente foi isso que o Braun teria dito, se estivesse ali.

Mesmo assim, eu tinha certeza de que nos encontraríamos de novo em breve.

Pendurei o receptor no meu cinto.

Foi quando a supervisora Lee Seonghae se aproximou de mim.

"Hum, isso significa que você tem que voltar a usar a fantasia de mascote agora?"

Eu apenas olhei para ela.

Se não havia outro jeito, era isso que eu teria que fazer.

E então, sem conseguir sair com os outros, eu ficaria para sempre nesse parque temático como mascote...

Se eu desistisse de ser mascote, não sobraria mais nada de mim... Eu desapareceria.

Mas então.

– O Parque Temático Alegre está agora aberto!

Enquanto uma música animada sinalizava o início das operações, meu uniforme da Equipe de Segurança foi coberto por um uniforme de funcionário do resort.

Mas não era uma fantasia de mascote.

"Ehh?!"

Um uniforme arrumadinho, com gravata borboleta amarela.

"U-um... funcionário?"

Isso mesmo.

Finalmente, os chifres da minha máscara foram removidos, e eu me mantive ali como um funcionário de verdade do Flower Golden Resort.

"Senhor... Mascote?"

Hum.

Tecnicamente, não.

Este corpo agora era um funcionário.

Desde quando, você pergunta?

Desde pouco antes do show de iluminação começar!

'Porque assinei um contrato de trabalho!'

Empregador: GOLDEN

Empregado: Corça

Isso mesmo.

Eu trouxe meu corpo original, que estava esperando ao lado do portão azul, e fiz ele assinar um contrato de emprego.

Para que eu ficasse separado do mascote!

'Desde que o ser esteja vivo, você pode torná-lo um funcionário.'

Já que a cerimônia de mascote ainda não tinha sido realizada, nem toda minha mente e corpo existiam para o mascote.

Mas a vontade do mascote era tão forte que, mesmo com uma fantasia padrão, ele poderia funcionar como corpo, então essa separação foi feita perfeitamente.

Assim, meu corpo original foi separado como funcionário!

Por isso, mesmo estando escondido dentro do abrigo, o Coelho Mágico não conseguia me notar.

Porque eu não era o mascote, e sim um funcionário.

"Uhhh..."

Senti um pouco de pena por não conseguir nem mesmo esboçar um sorriso para os poucos funcionários que me encaravam confusos, por conta do conceito de Equipe de Segurança.

'Ainda assim, tenho que fazer o que precisa ser feito.'

…Claro, havia problemas nesse processo.

Principalmente, que minha consciência estava dividida em dois.

Viver a "morte" daquele "eu" na fantasia padrão não foi nada agradável.

Mas eu podia aguentar.

Não, eu tinha que aguentar.

Por esse resultado!

'Agora eu posso partir.'

Todos os mascotes amarelos, exceto alguns padrões, estavam mortos, e até o resort havia desmoronado.

Aproveitando esse momento em que o poder do mascote estava enfraquecido, eu poderia rapidamente pedir demissão como "funcionário" e sair desse parque temático.

Quanto à parte da minha consciência que permaneceria para trás, despedaçada como mascote e deixada numa história de fantasmas... Era horrível, mas eu tinha que aceitar.

Se, como Braun disse, eu tivesse jogado tudo isso em outro funcionário, nós dois teríamos sido despedaçados pelo Coelho Mágico.

'...Se eu tivesse tentado isso, meu eu já tão enfraquecido provavelmente não teria sobrevivido.'

Na verdade, toda essa expedição pelo Parque Temático Alegre foi um evento especial organizado a meu pedido pelo Diretor Ho.

Mesmo que todos tivessem se voluntariado, especialmente Jang Heowoon... Eu continuava pensando que o Diretor Ho o havia escolhido pessoalmente.

Então, se eu tinha que aguentar alguma coisa, era melhor assim.

Respirei fundo.

E, do resort arruinado, meu eu dentro da fantasia padrão escapou…

'Vamos fazer todos pedirem demissão primeiro, e depois reconstruir o resort.'

Se eu usasse as Moedas Alegres que ganhamos ao dominar a zona vermelha, seria fácil.

Assim, os funcionários remanescentes teriam um local de trabalho de novo e todos poderíamos sair rapidinho.

Não deveria haver problema.

Ou era o que eu pensava.

Bom Garoto

A Mascote Azul, parada além do portão, me olhava em silêncio.

Então, levantando a mão para o ar, apontou para a zona conquistada pelo Coelho Mágico, onde ele agora estava.

Hm?

Aqui

Bom Garoto

Aceite

'...?!'

E-e-espere um minuto.

Mas já estava acontecendo.

A cor da zona transmitida pelo dragão azul começou a mudar.

Os caminhos que tinham ficado azuis agora começavam a brilhar dourados novamente.

E a luz dourada, que se espalhava por metade do caminho, começou a dominar a "Terra da Fantasia".

'Ai, meu Deus.'

Quase um terço de toda a "Terra da Fantasia", as partes que serviam como instalações do resort, foram tomadas pela luz dourada.

Por toda parte, decorações de mascotes de gato com coroas de flores na cabeça começaram a aparecer.

Bom Garoto

Para Você

Não.

Não!! Eu não tinha absolutamente nenhum plano de expandir a zona amarela de jeito nenhum...!

'Tudo o que eu queria era um pouco de dinheiro para reconstruir o resort!'

Eu mal consegui conter um grito diante da expressão expectante da Mascote Azul que me observava.

Agora havia cinco — não, sete! — instalações da zona amarela!

'Estou enlouquecendo.'

Eu sentia isso.

A consciência do mascote estava crescendo demais.

Espera, desse jeito eu não vou conseguir pedir demissão...!

'O mascote está ficando forte demais!'

Comparado a quando eu tinha só as instalações do resort, coisas esmagadoras estavam invadindo minha mente, empurrando meu eu funcionário para o lado e me fazendo querer mudar minha visão de volta para o mascote padrão. Não!

'Se eu pedir demissão agora, será que... será que sobrará algo de mim?'

À beira de ser dominado pelo terror, e naquele momento insano em que a alegria do mascote me invadiu —

Uma luz começou a brilhar através do meu uniforme da Equipe de Segurança.

"...!"

Olhei para baixo.

Luz escapava meu pulso em forma de letras.

: 恩主 :

A tatuagem que funcionava como meu inventário.

E essa luz se desprendeu da minha pele e formou um objeto.

Sua forma era...

'O contrato de trabalho!'

As palavras que antes estavam borradas ali começaram a ganhar vida.

Uma pessoa de nobreza inerente e existencial.

A linha que antes riscava isso em negação...

Uma pessoa de nobreza inerente e existencial.

...desapareceu.

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