Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

Capítulo 366

Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

Quando se aproximaram, o dispositivo na porta falou.

[Por favor, verifique a remoção da infect■ ■■■.]

Hmm.

– Então, é só mostrar uma cauda decepada?

Alguns funcionários da Daydream Inc. apenas assentiram timidamente sem dizer nada, e o agente Choi rapidamente acrescentou mais uma coisa.

– Para quem responder rápido e com classe: 50.000 won, haha.

– Eu pensei que era pra provar que você caçou um infectado e ajudou a impedir a propagação! Assim que você ter acesso ao pod, haha.

Assim que essa resposta voltou, o agente Choi assentiu e entregou o dinheiro na hora.

"Eba!"

"Então… Uvaí. Quer vir aqui? E vamos chamar aquele seu amigo de que você acabou de falar também!"

"Sim!"

Kim Soleum, entre as crianças, pegou uma delas pela mão e caminhou em direção ao pod de escape.

Felizmente, parecia que os funcionários da Daydream não haviam percebido que ele era um agente.

Ryu Jaekwan, alerta, enfiou a mão na bolsa de Baek Saheon, puxando algumas conchas como se as furtasse, e as entregou ao agente Choi.

"Isso..."

O murmúrio abafado das maldições silenciosas de Baek Saheon não chegou a sair.

O agente Choi sorriu, levantou uma das conchas e se aproximou de Uvaí.

"Se fechar os olhos só por um segundo, passa rapidinho..."

Mas naquele momento.

"O que é aquilo?"

"Uau! É uma nave espacial de verdade, cor branca!"

A criança ao lado de Uvaí saiu correndo em direção ao pod de escape.

"...!"

"Vamos juntos!"

Uvaí seguiu a criança, correndo até a frente do pod de escape.

"Espera...!"

Forçar uma criança infectada a embarcar no pod de escape desencadearia uma queda rápida da pele, fazendo com que úlceras surgissem por todo o corpo, apagando completamente os sinais vitais.

Não tente sob nenhuma circunstância.

Isso não pode acontecer—!

Para piorar, os funcionários da Daydream Inc. imediatamente adotaram uma postura agressiva. O agente Bronze interveio para bloqueá-los.

"Uvaí!"

"Hã?"

Naquele momento, Uvaí virou ao ouvir seu nome.

Naturalmente, sua cauda roçou o dispositivo na porta do pod.

"...!"

A mensagem apareceu novamente.

[Por favor, verifique a remoção da infect■ ■■■.]

"Uau! Você estava certo! Ela piscou agora pouco!"

"Viu?"

Naquele breve instante, o agente Choi correu e puxou os dois para trás.

Assistindo a cena pela janela, o agente Bronze soltou um suspiro curto e relaxou sua postura diante da Daydream Inc.

Um silêncio tenso pairou no ar.

"Hah. Pelo menos o pod de escape não está atacando. Isso é um alívio."

O agente Choi nem teve tempo de secar o suor frio da testa antes de levantar a concha.

Mas…

"……"

O agente Bronze sentiu algo estranho na cena que acabara de presenciar.

O dispositivo reagiu novamente no momento em que uma cauda viva tocou nele.

E as palavras do superior…

– Pelo menos o pod de escape não está atacando. Isso é um alívio.

"…!"

Será que…

"Se a gente apenas tratar as crianças, entregar as caudas decepadas e embarcar…"

"Não."

"…Bronze?"

"Isso… não é o que estamos pensando."

O agente Bronze leu novamente o texto no dispositivo.

[Por favor, verifique a remoção da infect■ ■■■.]

Parecia que a mensagem pedia para remover a infecção, como matar os infectados, e confirmar isso.

Mas…

"Esta já é uma cidade destruída. Pelo jeito que este espaço do pod de escape foi montado às pressas, deve ter sido construído correndo durante o colapso final, como uma tentativa desesperada de fuga."

"E?"

"Isso significa que a maioria das pessoas que deveriam usar esse pod de escape já estavam infectadas."

"…!"

O agente Bronze se voltou para o último pod de escape que restava.

"E se realmente era a última forma de fuga, não seria estranho que ele fosse projetado sob a suposição de que todo mundo estava infectado."

"…Faz sentido."

Os olhos do agente Choi brilharam.

"Nesse caso, para minimizar o risco de propagação da contaminação…"

"Sim."

Os dois agentes direcionaram o olhar para as caudas.

Aquelas grotescas massas biológicas, pingando muco infeccioso.

"Quer dizer que a ordem é cortar o apêndice infeccioso — a cauda — e só depois embarcar no pod."

Então a mensagem do dispositivo assumia um significado totalmente diferente:

[Por favor, verifique a remoção do apêndice infeccioso.]

Não estava pedindo para caçar e matar outro infectado.

Estava mandando tirar a própria fonte da infecção: a cauda.

Somente seres coerentes que tivessem decepado a cauda e comprovado isso poderiam embarcar com segurança.

"Espera. Então isso significa…"

"Sim."

Pela primeira vez naquele dia, um leve sorriso de satisfação apareceu no rosto do agente Bronze.

"Não precisamos curar totalmente a infecção. Se as crianças apenas cortarem suas caudas e verificarem isso, poderão embarcar no pod sem precisar da concha."

"…!"

"E se usarmos as conchas somente nas crianças que correm risco de morrer de perda de sangue ao cortar a cauda…"

Enquanto as distribuírem corretamente —

"Conseguiremos sair todos. Juntos."

Nenhuma criança deixada para trás.

Poderiam resgatar todo mundo deste desastre sobrenatural.

Era isso!

Fechei o punho discretamente.

Eu ainda estava no meio das crianças, então ninguém percebeu, mas tive que engolir os suspiros de alívio e alegria que queriam escapar dos meus lábios.

'Conseguimos.'

Unindo naturalmente as informações da Daydream Inc. com as da Agência de Gestão de Desastres, chegáramos a uma conclusão muito parecida com a que eu tinha raciocinado.

Quanto esforço foi necessário para conduzir todos a essa conclusão sem levantar suspeitas…!

Foi um dia realmente brutal.

Engoli em seco.

'…Até ser infectado foi uma boa escolha.'

Seria mentira dizer que não foi aterrorizante e nojento.

Mas os benefícios de estar infectado eram preciosos demais para abrir mão.

Desde esconder totalmente minha identidade dos funcionários da Daydream Inc. por trás do tumor que cobria metade do meu rosto, até dar a eles, no fim, uma pista direta para a conclusão: "você pode entrar no pod se cortar a cauda"…

Foi a única resposta correta. A única maneira de superar todos os obstáculos naturalmente, sem despertar suspeitas.

E…

'…Talvez eu consiga tirar meu nome da lista de suspeitos, também.'

Aquele gato.

O agente Choi sabia que eu podia me transformar em um "animal de rua". Afinal, foi ele quem recomendou o item.

Claro, por causa dos efeitos do falso Necronomicon, os dois não podiam ser ligados diretamente, mas vai saber. Depois de escapar, suspeitas poderiam surgir.

'É melhor enterrar isso com algo mais forte.'

Por isso decidi forçar a infecção até "o limite do que minha racionalidade aguentava".

Aumentando gradualmente a quantidade de muco infectado, ingerindo de propósito, pouco a pouco.

'Esse foi o limite.'

Este estado atual, metade do meu rosto tomado por bolhas tumorais.

Conseguindo entender a vontade do enxame e a estranha telepatia compartilhada com as crianças, sem perder meu próprio senso de identidade.

...Curiosamente, o truque do dokkaebi que me transformou em criança ajudou. Talvez porque me fixou à força na forma da "minha criança".

De qualquer forma, eu tinha guardado a opção de tomar um Doce da Nostalgia caso as coisas dessem errado…

Mas agora parecia que não precisaria.

'Perfeito.'

Eu acreditava em vocês, agentes...!

A Agência de Gestão de Desastres Sobrenaturais é realmente diferente daquela maldita empresa de poções psicopatas!

Era... até meio emocionante.

'Essa é a resolução clássica da Agência de Desastres que eu não via desde antes dos Registros de Exploração Sombria…!'

Tentar salvar o maior número possível, e no final conseguir.

Talvez fosse porque eu estava no corpo de uma criança, mas meu peito se encheu de emoção. Snif.

Claro, por se tratar de uma história de fantasmas, metade das vezes esse tipo de tentativa termina em aniquilação total, mas dessa vez estava indo bem.

Agora só precisávamos sincronizar a fuga…

Arrepios—

"...Hã?"

Foi quando aconteceu.

Uma sensação estranha começou a rastejar pela cauda.

Arrepios—

"Lá em cima?"

Levantei rapidamente a cabeça.

...Ao meu lado, uma criança de vestido azul murmurou baixinho.

"Estranho."

Ela tinha razão.

"Estranho."

Não era só aquela criança.

As vinte e sete crianças ao meu redor levantaram a cabeça e olharam para o céu.

Todas as jovens sereias — que ainda tinham suas caudas presas.

"A Princesa Sereia... está irada."

Parecia mesmo.

Todos os hospedeiros sentiam algo, vindo de um lugar que ninguém conseguia identificar.

Uma ameaça à sobrevivência.

Ela estava procurando onde o gatilho fora ativado...

E agora, ela havia encontrado.

A Princesa Sereia.

Arrepios—

"Uvaí?"

"Agora."

Um calafrio percorreu minha espinha.

Minha boca se mexeu sozinha, rapidamente.

"A Princesa Sereia está a caminho."

BOOM.

O teto desabou.

E centenas de massas tumorais começaram a desabar.

Comentários