
Capítulo 354
Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar
Então... as crianças.
Quando estão completamente infectadas, com seus corpos dominados por aquelas crescimentos ulcerosos, elas perdem a humanidade e se transformam naquelas formas de vida bio-horrorosas.
É por isso que toda vez que os agentes aparecem, as crianças desaparecem.
Elas morrem, se tornam parte do aglomerado grotesco e são absorvidas...
“...Droga.”
Apertei minhas patas dianteiras, lutando contra o impulso de xingar.
Mesmo tendo lido sobre isso nos <Registros da Exploração Sombria>, a repulsa visceral ainda fazia meu pelo eriçar.
“Prova coletada!”
“Cale a boca.”
“S-Sim, senhora.”
Finalmente, os três funcionários conseguiram capturar o “ser marinho” e pegar um órgão sensorial de sua cauda como prova.
A cena — tão parecida com as crianças-ser marinhas sugando sangue e muco das vítimas — parecia estranhamente sobreposta.
Com essa prova, agora poderiam sair daquele lugar.
Mas, em vez de seguir direto para o barco, continuaram vasculhando as vielas, avançando.
‘...Porque eles têm um segundo objetivo.’
Quem conhece os funcionários da Daydream Inc. perceberia na hora.
‘Um item.’
É por isso que essa Escuridão, apesar de classe C, estava na divisão de Pesquisa, e não entregue para as equipes comuns.
O julgamento era: ‘Dada a escala e as pistas, deve haver um segredo maior escondido aqui.’
Eram sempre recrutados voluntários para essas missões, e nunca faltavam interessados.
‘Tem um motivo.’
Porque a própria “pista” que eles buscavam era um item encontrado somente aqui. Um vestígio de uma civilização maravilhosa e perdida nesta cidade em ruínas.
Ou seja...
“Suspiro do Anjo.”
* * *
“Ah, não tem nada parecido com 'suspiro' aqui!”
“Cala a boca.”
Um funcionário da Daydream Inc., vestido com terno e uma máscara esquisita, resmungava em uma viela lateral.
Eles não estavam ali apenas por pontuação. Sabiam dos boatos sobre uma tecnologia antiga escondida sob as ruas destruídas,
e essa equipe era composta por voluntários mais interessados em saque do que em glória.
O Suspiro do Anjo.
Era um artefato em forma de concha às vezes encontrado dentro ou fora das casas em ruínas da cidade.
Seu verdadeiro poder se revelava ao encostar na orelha.
Um belo zumbido emanava de dentro da concha, acalmando a mente, curando ferimentos e restaurando energia.
Um item de cura.
Era um dos poucos que a Daydream Inc. comprava, por isso os funcionários vasculhavam cada ruína com olhos brilhantes e ansiosos atrás dele.
Mas já haviam procurado nessas ruas dezenas de vezes. Encontrá-lo não era tarefa fácil.
Teriam que se arriscar mais fundo no perigo ou descobrir câmaras secretas esquecidas por todos os outros.
E, como agora, muitos acabam infectados pelas criaturas antes de achá-lo.
“Argh!”
‘Idiotas.’
Ao ouvir um grito na viela que haviam passado, Baek Saheon se permitiu um breve momento de satisfação com os companheiros que escolhera.
‘Ainda bem que os empurrei e cheguei primeiro.’
Aquelas pessoas eram loucas, mas pelo menos não eram tolos míopes que fariam algo tão estúpido só por um item.
Ele discretamente tocou o “ingresso” para o bote de fuga que cortara da cauda e deixou um canto da boca se contrair.
‘Também preparei tudo para uma saída limpa.’
Agora ele podia ir procurar os itens. Se algo acontecesse, ele simplesmente jogaria os outros para os seres marinhos e... Espera aí.
Agora há pouco.
Algo passou?
“...Hã?”
Baek Saheon piscou.
Jurava que algo havia saltado da sombra do poste e desaparecido na esquina, bem no limite da sua visão.
Ele olhou para os companheiros, mas nenhum reagiu.
“Será que imaginei?”
Baek Saheon sempre confiou apenas em seus próprios sentidos, então não podia aceitar isso.
Mas também não queria contar para o vice-gerente da equipe A.
...Mais do que tudo, aquela mulher era a última pessoa que se deixaria levar a agir por algo assim.
— Ei. Se for falar de um monstro novo saindo de uma Escuridão que só produziu seres marinhos por sete anos, ao menos tente descrevê-lo direito.
— Põe-se na minha frente de novo e eu vou te deixar para trás.
‘E ela realmente faria isso, aquela desgraça.’
Ah, droga. Sem tempo a perder, nem para procurar itens.
Rangendo os dentes, Baek Saheon manteve os olhos na esquina da viela.
Então, naquele momento.
Vrum.
Uma sombra passou pelo poste.
Era a mesma coisa preta que ele tinha visto antes.
Orelhas triangulares, corpo esguio, quatro patas.
...Huu, que diabos.
Algo familiar.
‘É só um gatinho.’
Baek Saheon soltou um suspiro de alívio com um toque de irritação. Era só mais um dos comuns e incômodos gatos de rua que frequentemente se via nas ruas.
Era o que ele pensava...
“...Hã?”
Naquele instante, um arrepio gelado desceu pela espinha de Baek Saheon.
Naquela escuridão onde nunca se encontraram formas de vida a não ser aqueles seres bio-hazardosos ser marinhos...
Não havia razão para um gato de rua estar ali.
“...!”
Os pensamentos de Baek Saheon correram por diversas possibilidades.
E silenciosamente, para que os outros funcionários não percebessem, Baek Saheon levantou cuidadosamente sua venda... para checar por perigo com o olho violeta invertido escondido sob ela.
E então.
Ele viu o perigo.
“...!”
Um terrível halo carmesim surgiu além da esquina da viela.
Mesmo em sua sombra, era visível. Ratos, baratas, asas, dentes — uma massa revolta que parecia um enxame de toda a praga vil e nociva que se pode encontrar nas ruas.
Não.
Não era um gato!
Aquilo não tinha quatro patas. Algo estava errado! Eram os seres marinhos! Não, algo ainda mais perigoso que os seres marinhos. A forma desse halo... ele já tinha visto aquilo antes...
‘...Kim Soleum?’
Baek Saheon ergueu a cabeça de repente.
“O que está fazendo?”
“N-Nada.”
Com o pescoço rígido, ele olhou novamente para a esquina da viela...
A sombra tinha desaparecido.
O halo carmesim além da esquina sumira como se nunca tivesse estado lá.
“...”
Fingindo estar à procura, ele se moveu em direção à esquina com passos rígidos.
O coração batia acelerado.
E no momento em que virou a esquina, viu.
...No chão, uma frase estava gravada como se garras afiadas tivessem arranhado a sujeira.
Prepare-se para a morte.
“...!!”