
Capítulo 301
Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar
“Vou encontrar a saída mais segura e rápida para a gente daqui.”
“H-Há alguma forma de escapar...?”
“Claro que sim.”
…O problema era que mais da metade dessas opções tinha uma chance absurda de morte.
Kim Soleum engoliu esse pensamento e acrescentou algo realmente útil.
“Você lembra do verso do folheto? As orientações para depois do horário de fechamento?”
“...Sim.”
Jang Minseo relembrou o texto, como se hipnotizado pela memória.
Após o horário de fechamento, é recomendável abandonar todas as tentativas de fuga.
Quase todas as oportunidades que parecem uma saída são, na verdade, armadilhas.
Priorize a sobrevivência e aguente firme até o horário de funcionamento ser retomado.
Segundo os relatórios mais recentes, o andar mais seguro é o segundo.
O segundo andar.
Eles estavam no primeiro.
“Então... se a gente subir só mais um andar... estaremos seguros?”
“Exato. O outro agente e seu amigo também subiram, com certeza. Então não se preocupe.”
“...Certo.”
A certeza na voz do homem fez Jang Minseo se sentir um pouco mais tranquilo. Ele fungou e se recompôs.
O agente checou para fora e, em seguida, se puxou para fora debaixo do expositor.
“Tudo certo. Agora estamos seguros. Vamos.”
“Hiic... tá.”
Embora choramingasse, o estudante do ensino médio não recusou a ajuda de Kim Soleum enquanto eles cuidadosamente saíam engatinhando debaixo do expositor—
“Ah!”
—E rapidamente tapou a boca com a mão.
Felizmente, o barulho não foi alto demais.
Mas o problema continuava.
‘Meu tornozelo...’
Latejava.
Jang Minseo devia ter torcido quando se enfiou debaixo do expositor antes.
“...Seu tornozelo dói?”
“É...”
“...”
A mente de Kim Soleum trabalhou rápido.
Então, chegou a uma conclusão fria.
‘Não posso dar um item para ele agora.’
Não naquele enredo de terror.
Um analgésico forte como o Happy Maker poderia fazer o estudante abusar da perna e acabar impossibilitado de usá-la no futuro.
E o Doce de Nostalgia... não.
‘Nem pensar.’
Salvo na praça de alimentação, por favor, não consuma nenhum produto dentro do supermercado. Nem mesmo comidas trazidas de fora estão isentas.
Os funcionários não fazem distinção. Se pegarem você comendo, vão cobrar taxa correspondente.
E você não tem como pagar.
E essa regra não valia só para os itens vendidos na loja.
Os funcionários do Looky Mart não sabiam diferenciar.
Colocar o garoto até na tatuagem para guardar não era uma opção. Era arriscadíssimo. Não havia como prever que tipo de contaminação ou transformação horrenda poderia acontecer.
Sem contar que explicar isso depois para a Agência seria um pesadelo.
“...”
O estudante não sabia o que o agente silencioso estava pensando, mas só de vê-lo hesitar, uma onda gelada de inquietação percorreu suas costas.
‘Não pode ser...’
Será que ele vai me deixar para trás?
Será que ele decidiu que o resgate era muito difícil? Ou estaria imaginando que os dois seriam pegos se ele tentasse carregá-lo? O pensamento aterrorizante se espalhava na sua cabeça—
“Não se preocupe. Vamos nos mover sem precisar correr.”
Uma voz firme o tirou daquele desespero.
O estudante ergueu a cabeça.
“Por enquanto, vamos para a escada rolante.”
“...”
“Mas não a que sobe. Vamos pegar a escada rolante que desce. Entendeu? A que desce do segundo andar.”
Como a loja já estava fechada, as escadas rolantes provavelmente estavam paradas, então talvez não fizesse diferença qual delas eles usassem.
Mas por que a escada rolante que desce?
“...Certo.”
Em vez de perguntar, o estudante simplesmente assentiu.
O agente o ajudou a levantar e começou a se mover com cuidado.
“Se ouvir algum funcionário, avise na hora.”
“Tá...!”
O estudante fazia o possível para não olhar para o expositor onde estava escondido. Em vez disso, concentrou-se em ouvir barulhos de funcionários enquanto seguia cuidadosamente o agente.
Algumas vezes a dor o fez fechar os olhos, mas ele resistiu.
O agente os guiou contornando os caixas e em direção às escadas rolantes desligadas, com passos firmes e calmos. O estudante acompanhou o máximo que podia.
Mas, quando finalmente chegaram—
Whirrrrrr.
Tutu-tutu-tutuk...
Uma das escadas ainda estava funcionando.
A que descia do segundo andar.
“...!”
Loja fechada, tudo escuro.
Corrimão se movendo lentamente.
E no topo da escada...
Uma figura imóvel.
Não.
Não uma pessoa.
Um funcionário.
Depois do fechamento, as escadas rolantes ficam desativadas e bloqueadas.
Porém, podem funcionar em certos horários para manutenção dos funcionários.
Não se aproxime.
Parecia estar fingindo uma “inspeção” da escada rolante.
No entanto, o funcionário parado ali, com a cabeça inclinada para o lado, olhando fixamente para o chão, parecia grotesco e estranho.
E aquela figura... estava se aproximando, descendo pela escada rolante em funcionamento.
De costas.
“N-Nós temos que f—”
“Não precisa.”
Ao seu lado, Kim Soleum puxou algo do bolso.
Uma linha de pesca com um isca de peixe dourado vermelho na ponta.
Isca de Brinquedo.
‘Nos registros, eles sempre verificavam a escada entre o segundo e o primeiro andares logo após o fechamento.’
Por isso ele havia vindo exatamente para essa escada.
Originalmente, pretendia usar o item para passar pela entrada, mas agora não havia outra opção.
Mesmo que fosse um desperdício—não havia alternativa a não ser usar agora.
Kim Soleum lançou a linha de pesca.
Fwick.
Desafiando a física, o fio transparente voou pelo ar como se fosse lançado por uma vara de pesca real, pousando perfeitamente no painel de propaganda da escada rolante.
“...!”
A linha se enrolou no painel, pendendo abaixo dele.
E na ponta, a isca vermelha balançava ao vento.