
Volume 27 - Capítulo 2940
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
Eldritches não possuíam Visão da Vida, então Abthot só percebeu a espessa camada de magia das trevas quando já era tarde demais. O brilho do elemento luz mascarava a presença de seu oposto, mas ele ainda estava ali.
Era a quantidade massiva de magia das trevas que estava ferindo Orulm além do que até mesmo um Eldritch poderia suportar. Abthot tentou usar o Piscar do Caos para escapar, mas o desequilíbrio elemental próximo a Auros distorceu o feitiço do mesmo modo que havia feito com o de Orulm.
[“Cai fora, inseto.”] A cidade perdida afastou o híbrido Ogro-Abominação com um tapa da mão livre, agora incandescente.
Ela tentou usar a natureza vegetal de sua metade monstruosa para dividir o corpo em vinhas e esquivar-se do ataque, mas uma onda súbita de frio a congelou no lugar. Transformar-se em partes menores tornava seu corpo rico em água ainda mais vulnerável ao frio e, quando a palma aberta a atingiu, ela sentiu-se queimar com o calor de um pequeno sol.
Eldritches eram resistentes a todos os elementos, exceto às trevas, mas o mesmo não podia ser dito da metade monstruosa de Abthot. O choque térmico a despedaçou em fragmentos que pegaram fogo no instante em que o gelo que a prendia derreteu.
Seus gritos de dor não se juntaram aos de Orulm apenas porque ela já não tinha boca alguma.
‘A cidade perdida está transformando um elemento em outro?’ Ela se perguntou, chocada, enquanto consumia uma grande parte de sua energia para se recompor. ‘Como alguém em Jiera dominou a Magia do Vazio?’
‘Verhen ensinou Vastor pessoalmente e ele ainda não a dominou. Isso não faz sentido.’
E, ainda assim, fazia.
O que Auros usava não era Magia do Vazio. Ele simplesmente havia transformado um desequilíbrio elemental extremo em arma. Ao drenar a energia do mundo de um elemento por meio de seus pseudo-núcleos e hospedeiros, o elemento oposto tornava-se excessivamente abundante.
Isso fazia com que feitiços de ambos os elementos falhassem e causava danos severos apenas pela proximidade. Orulm poderia ter drenado o elemento luz e alimentado seus próprios poderes, não fosse a espessa camada de Chamas de Origem que o envolvia.
Elas devoravam seu corpo por dentro do punho, enquanto a magia das trevas o atacava por fora.
O Eldritch continuava gritando, mas se recusava a morrer. A cidade perdida apertou o punho até quase não restar espaço entre os dedos, mas a morte parecia estar atrasada naquele dia.
[“Espere um pouco.”] Auros encarou Orulm em choque usando a Visão da Vida.
De acordo com o sentido místico, não apenas a força vital do Eldritch estava se recuperando, como sua assinatura energética correspondia à da cidade perdida.
[“Merda Você percebeu.”] Os gritos de dor se transformaram em gargalhadas quando Orulm forçou o punho a se abrir com força bruta. [“Eu estava torcendo para que minha encenação e o seu ego te impedissem de usar a Visão da Vida. Fazer o quê? Tudo que é bom chega ao fim.”]
“Linguagem!” Abthot gritou, irritada, depois de se afastar o suficiente para recuperar forças sugando um bosque inteiro até secá-lo.
“Foi mal.” Orulm respondeu. “Obrigado pela paciência. Terminei meus preparativos.”
“E eu também. Vamos derrubar esse pirralho arrogante.” Abthot enfiou um de seus tentáculos dentro de cada uma das árvores mortas.
Os fragmentos criaram raízes, espalhando Caos pela madeira ressequada e transformando cada árvore em uma cópia perfeita do híbrido Ogro-Abominação. Aparência e assinatura energética eram idênticas.
Apenas a quantidade limitada de mana que as cópias possuíam tornava fácil reconhecer a original, pelo menos até que sugassem tudo ao redor, fazendo seus núcleos negros quase igualarem-se ao de Abthot.
Ela havia herdado de seu núcleo Ogro a habilidade de transformar cadáveres em servos leais e descartáveis, enquanto a metade monstruosa de Orulm pertencia a um Trocador de Pele. Tais monstros eram capazes de imitar suas vítimas à perfeição.
Eles herdavam até mesmo as memórias, habilidades físicas e assinatura energética daqueles que devoravam, mantendo-as até que a próxima refeição lhes concedesse uma nova forma.
No caso de Orulm, a natureza faminta do Caos havia se combinado perfeitamente com a habilidade de linhagem dos Trocador de Pele, permitindo-lhe adquirir as características de seus inimigos apenas consumindo sua energia.
Esses efeitos durariam apenas até que a essência roubada fosse totalmente gasta ou digerida, mas até esse momento o Eldritch possuía várias vantagens.
A energia que Orulm havia consumido durante os dois primeiros confrontos era pequena demais para lhe dar acesso à memória completa da cidade perdida, mas suficiente para criar uma brecha na mente coletiva de Auros.
Tudo o que o objeto amaldiçoado planejava ou temia estava claro para Orulm agora e, graças à assinatura energética compartilhada, a magia já não podia mais feri-lo. A camada de trevas era inútil e, não fossem as Chamas de Origem, Orulm teria terminado sua refeição muito antes.
O Eldritch agora podia atravessar qualquer barreira ou defesa que a cidade perdida conjurasse, pois os encantamentos o confundiriam com um dos muitos hospedeiros.
Auros rugiu de fúria, tingindo seu corpo dourado de laranja ao infundi-lo até o limite com magia da terra. O súbito desequilíbrio elemental conjurou uma tempestade violenta, que o Portador da Unidade esperava que lhe comprasse tempo para entender o que estava acontecendo.
Ele estava tão focado no mistério que Orulm representava que, quando finalmente olhou para Abthot, não havia mais como distinguir a original de seus clones.
‘Isso é impossível. Leva séculos para um Eldritch acessar todo o seu potencial, e eles não deveriam ser capazes de se reproduzir. Como ela violou ambas as regras?’ A cidade perdida pensou, chocada.
O híbrido Ogro-Abominação havia criado apenas cinco cópias, pois, devido à influência de Auros, não havia energia suficiente ao redor para sustentar mais. O que o Portador da Unidade temia não era o número dos Eldritches, mas a ameaça desconhecida que suas novas habilidades representavam.
Auros decidiu ignorar Orulm, já que agora seus feitiços eram inofensivos e, com seu corpo diminuto, os ataques físicos do Eldritch não significavam nada para o gigante laranja. O híbrido Trocador de Pele-Abominação sorriu, usando essa trégua para ganhar distância e tecer um novo conjunto de feitiços.
[“É inútil! Você, Abominação, não pode usar Magia Espiritual, e não há nada que você possa fazer que um simples arranjo não consiga deter.”] Auros disse, e Orulm traduziu para Abthot.
A cidade perdida avançou lenta e desajeitadamente, levando seu tempo para conjurar um novo conjunto de arranjos de selamento elemental a cada passo. Ele estava cauteloso quanto à Aniquilação e não tinha o menor desejo de descobrir se, entre suas novas habilidades, os Eldritches também haviam adquirido meios de destruir seus pseudo-núcleos.
“É, mas arranjos funcionam pros dois lados.” As Abthots zombaram enquanto piscavam ao redor, cercando o gigante em formação circular.
As seis cravaram as mãos no solo, espalhando seus feitiços enquanto também sugavam até a última gota da energia do mundo vinda de baixo para alimentá-los.
Canalizar quantidades massivas do elemento terra dava a Auros um nível de defesa quase equivalente à habilidade de linhagem Corpo de Mana de um Fenrir, mas com uma diferença: exigia mana, não força vital. Por isso, para usá-la, a cidade perdida não podia selar nem a terra nem o ar.
O primeiro anularia seu próprio feitiço, enquanto o segundo tornaria impossível separar os elementos com segurança. Era por isso que Abthot ainda conseguia usar magia da terra na área sob a cidade perdida e criar uma fenda grande o bastante para aprisioná-lo.