O Mago Supremo

Volume 27 - Capítulo 2939

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


Não importava quão brilhante fosse o mortal ao qual um legado vivo estivesse ligado, ele só podia estudar um único assunto por vez, e sua compreensão era limitada ao seu talento inato.

Auros, por outro lado, podia ter quantos hospedeiros quisesse. Eles podiam estudar múltiplos temas, e cada um de seus talentos se tornava dele. Ao transformar os núcleos de mana em unidades auxiliares para os pseudo-núcleos, a cidade perdida podia aumentar infinitamente seu poder e o alcance de sua capacidade de atrair a energia do mundo.

Além disso, uma vez que assimilava seus hospedeiros em forma de energia, ele herdava seus órgãos de mana junto com seus núcleos. A cidade perdida já havia adquirido o Redemoinho de Vida de um Hipogrifo e as Chamas de Origem de um Wyvern, mas havia um porém.

Assim como os núcleos de mana, os órgãos de mana mantinham seu tamanho e poder independentemente da forma que Auros assumisse. O Redemoinho de Vida armazenado podia fortalecer alguns feitiços, mas, se espalhado por seu corpo colossal, o efeito seria insignificante.

Quanto às Chamas de Origem, o volume que ele conseguia emitir equivalia ao de um Wyvern. Para um ser com mais de 100 metros de altura como ele, não passava de um isqueiro, inútil, exceto em combate corpo a corpo contra um inimigo ‘pequeno’.

Para a Cidade Perdida, no entanto, isso era apenas um pequeno contratempo.

Quanto mais poderoso Auros ficava, mais a cidade crescia, abrindo espaço para novos habitantes em um ciclo infinito. Bastava encontrar e subjugar Bestas Divinas suficientes para ter acesso aos seus poderes e, então, aumentar seus números fazendo-as se reproduzir.

Os criadores da cidade perdida haviam desenvolvido Auros, o Portador da Unidade, como o ponto de partida de uma sociedade utópica onde todos viveriam em paz. O vínculo com a cidade criava um elo mental permanente que quebrava a barreira linguística e facilitava a troca de ideias.

Os pseudo-núcleos da cidade perdida deveriam usar o poder extraído dos habitantes para criar novas moradias e garantir sua segurança. Por estarem conectados à cidade, todos compartilhavam a mesma assinatura energética, o que significava que ninguém poderia ferir outro por meio da magia.

Infelizmente, assim que a cidade perdida ganhou senciência, descobriu que a violência física ainda era uma opção e que não havia como fazer pessoas com crenças diferentes se entenderem.

Então, Auros seguiu sua programação e garantiu a paz fundindo mentalmente todos os seus cidadãos. O turbilhão telepático resultante destruiu suas individualidades, transformando-os em cascas vazias que obedeciam a todas as ordens de Auros.

O objetivo da cidade perdida era abrigar todos os povos de Mogar e cobrir toda a sua superfície, tornando-se uma só com o planeta, algo que nem mesmo os Guardiões haviam conseguido.

[“Relaxa, velho amigo. Estou só brincando.”] Orulm emergiu de uma cratera com vários metros de profundidade enquanto seu corpo ainda se reconstruía.

A carne apodrecida voltava a ficar rosada, enquanto ossos e músculos dilacerados se recomponham a uma velocidade visível a olho nu.

[“Você não é o único que ficou mais forte, e eu preciso testar os limites do meu novo corpo.”]

“Linguagem!” Abthot não entendeu uma única palavra do que eles disseram e expressou sua frustração por estar excluída da conversa com uma Aniquilação do Caos.

Uma estrela de seis pontas, semelhante à Aniquilação da Silverwing, surgiu à sua frente, emitindo um disparo hexa-elemental no qual o Caos substituía a escuridão e compensava a ausência de Magia Espiritual com puro poder destrutivo.

O gigante dourado ergueu a mão esquerda, bloqueando o feitiço sem conjurar uma barreira, apenas para saborear plenamente sua força e entender seu funcionamento. O feitiço anti-Guardião despedaçou a mão, alcançando metade do antebraço antes que Abthot ficase sem mana.

[“Impressionante.”] Auros sentiu o Caos corroer a extremidade do toco, mas só isso.

Bastou uma única respiração para regenerar o membro perdido. Mais plantas murcharam e o solo se esgotou ainda mais, mas isso não era problema algum para ele. O tempo curaria todas as feridas, e Auros tinha todo o tempo de Mogar.

[“Tenho alguns Despertos entre meus hospedeiros, mas nenhum deles é capaz de usar essa estranha variante da Aniquilação da Silverwing. Ensine-me esse novo feitiço e talvez eu considere deixar vocês irem.”]

[“Continua sonhando.”] Orulm traçou incontáveis runas no ar com os dedos, conjurando diversas formações mágicas ao mesmo tempo.

Um arranjo gravitacional forçou o gigante dourado a ajoelhar-se, enquanto um arranjo de escuridão drenava sua vitalidade e um arranjo dimensional selava Auros, cortando-o da energia do mundo. A cidade amaldiçoada zombou, precisando apenas de um dar de ombros para conjurar mana suficiente para anular cada um daqueles efeitos. Ainda assim, Orulm não havia alcançado sua idade nem sua posição na Organização por pura sorte.

As runas dos três arranjos já estavam se recombinando, fundindo seus encantamentos e permitindo que o poder contido em cada um fluísse livremente entre os outros.

O resultado foi uma gravidade infundida com escuridão que, ao se combinar com a energia dimensional, formou uma barreira semi-sólida que cortava, em nível molecular, tudo o que tentasse atravessá-la.

Nem mesmo o corpo energético de Auros era imune àquilo. Ele sentia diferentes partes de sua essência sendo fragmentadas e separadas da mente coletiva da cidade, corroendo o próprio alicerce de seu poder.

Para piorar, o Eldritch continuava tecendo novos arranjos que já se fundiam aos anteriores, formando um feitiço com a versatilidade e a força de um núcleo de poder, feito sob medida para anular Auros.

[“Como ousa!”] Cansada de brincar, a cidade perdida conjurou uma Barreira Espiritual infundida com Redemoinho de Vida para bloquear o ataque, além de arranjos de escuridão e selamento dimensional para destruir as formações mágicas de Orulm. [“Você realmente acha que vou deixar você fazer o que bem entender?”]

O híbrido Abominação era forte, mas Auros possuía o poder coletivo de milhares de núcleos de mana e toda a energia do mundo que havia acumulado até aquele momento. A barreira dimensional se estilhaçou quando a cidade perdida atacou com um punho do tamanho de um castelo.

“merda!” Orulm xingou ao tentar, e falhar, em usar o Piscar, recebendo o golpe em cheio.

O impacto criou uma cratera com mais de dez metros de profundidade e causou ondas de choque equivalentes a um terremoto de 7,6 na escala Richter. Quando Auros ergueu a mão, ela agora tinha uma coloração prateada e segurava o Eldritch despedaçado em seu punho.

Um fluxo constante de Chamas de Origem, geradas pela essência do Wyvern, envolveu o Eldritch enquanto também protegia a cidade perdida de seu toque mortal. Auros também sofria os efeitos do fogo místico, mas estava disposto a pagar o preço.

Orulm gritou de dor, mudando de forma para tentáculos, gosma e qualquer coisa que lhe viesse à mente, apenas para que o membro energético se reorganizasse em uma nova prisão capaz de conter a forma sempre mutável do Eldritch.

[“Você não é o único com truques novos, pulga velha.”] A cidade perdida rosnou, saboreando a agonia de seu prisioneiro. [“Meu poder cresceu a um ponto que nem mesmo meus criadores acreditavam ser possível.”]

‘Que porra é essa?’ Abthot pensou enquanto disparava para o resgate. ‘A mão está cheia até a borda de energia luminosa, eu consigo sentir daqui. Mesmo com as Chamas de Origem, deveria ser uma refeição deliciosa… e ainda assim Orulm está ficando mais fraco a cada segundo.’

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