
Volume 26 - Capítulo 2898
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
Nos anos desde sua libertação, Thaymos havia se alimentado de incontáveis monstros, cujos núcleos agora lhe pertenciam.
‘Ele é diferente do Grifo Dourado.’ Disse Leegaain. ‘Enquanto a academia de Arthan preservava os núcleos de mana de seus alunos para transformá-los no exército imortal do Rei Louco, essa coisa os toma para si na tentativa de forçar o caminho até a condição de Guardião.’
‘Ele consegue?’ Tyris cerrou o bico com nojo.
‘Claro que não, mas poder ainda é poder.’ Leegaain respondeu. ‘Cuidado: enquanto a Maré Negra existir, a força e a mana dele serão infinitas. Mesmo que você massacre todos os monstros, isso não vai resolver nada.’
‘Ele vai se tornar mais forte do que nunca, e nenhum selo consegue cortar completamente o fluxo da energia do mundo, apenas limitá-lo. É só uma questão de tempo até essa cidade perdida se libertar, encontrar outra maré de monstros e recomeçar tudo.’
‘Zagran fez a coisa certa ao simplesmente empurrá-lo para longe, e você deveria fazer o mesmo.’
‘Entendo. Obrigada, jovem lagarto.’ Tyris suspirou, balançando a cabeça com tristeza.
[“Admito que a subestimei, Guardiã.”] A Fortaleza Eterna estalava com novo poder enquanto fazia surgir uma lâmina do antebraço esquerdo e um escudo do direito. [“Zagran pode ser melhor que você, mas ainda assim é uma oponente digna.
[“Você tem coragem de lutar comigo até o fim ou vai fugir com meu núcleo como ela faria?”]
[“Vou lutar com você até o fim.”] Tyris liberou um segundo fluxo de Redemoinho da Vida sobre si mesma, carregando seu corpo e seu núcleo com novo poder.
[“Excelente! Nossa batalha vai durar horas.”] Thaymos riu, excitado.
[“Não.”] Tyris respondeu. [“Não vai.”]
Um clarão de luz irrompeu de seu corpo, varrendo a maré de monstros e transformando milhões e milhões de seres vivos em cinzas no espaço de um segundo. A negrura de seus corpos desapareceu como sombras da noite diante do sol, sem deixar qualquer vestígio de sua existência anterior.
[“Você é insana! Engraçada, mas insana.”] Os núcleos de mana dos mortos se acumularam no núcleo de Thaymos enquanto eram assimilados junto com o poder que carregavam. [‘Graças a você, alcancei novos patamares. Estou um passo mais perto do meu objetivo!’]
Tyris ignorou a zombaria que se seguiu. O tempo das palavras havia acabado.
Ela ergueu a mão direita para o céu e abriu sua dimensão de bolso. A gargalhada de Thaymos morreu em sua garganta de pedra quando o inverno virou verão e a noite virou dia.
Mesmo em Garlen, um arrepio percorreu a espinha de Leegaain, e da lua, Fenagar ativou os sistemas defensivos de seu covil.
“O que é aquilo? Uma estrela da manhã?” Perguntou Zagran, apontando para a maça cravejada na mão da Grifo.
“Não.” Respondeu Salaark. “Aquela é A Estrela da Manhã.”
Todo Guardião havia forjado seu equipamento pessoal para o dia em que precisasse enfrentar seus semelhantes em batalha ou qualquer outro inimigo que tivesse alcançado um nível de poder similar.
A arma de um Guardião carregava um nome relacionado ao seu propósito ou às condições sob as quais fora forjada com maestria. O Sol Tirano de Salaark encarnava sua vontade de governar o Deserto de Sangue e fazê-lo prosperar apesar de suas condições severas.
O Quebrador de Mundos de Leegaain representava o potencial do Pai de Todos os Dragões de compreender a natureza de todas as coisas e usar esse conhecimento para desfazer aqueles que se colocassem em seu caminho.
No caso de Tyris, o nome de sua arma dizia exatamente o que ela era.
Davross puro não entrava em ebulição sob nenhuma temperatura, a menos que fosse aquecido com Chamas de Origem, e a Grande Mãe explorara essa propriedade ao forjar a Estrela da Manhã. Presa dentro de seu núcleo havia uma centelha do sol de Mogar, que ela capturara após uma violenta erupção solar.
Era uma bola de plasma quente e turbulento, mantida coesa por um equilíbrio de forças entre magia gravitacional e a pressão exercida pelo metal místico. A superfície da Estrela da Manhã era tão quente que nem mesmo Tyris podia empunhá-la sem um construto de luz sólida envolvendo o punho e agindo como isolante.
No momento em que a maça cravejada saiu da dimensão de bolso, sua luz ficou visível a quilômetros de distância, dando àqueles que testemunhavam o fenômeno a impressão de que o sol havia surgido no horizonte horas antes do esperado.
Para o grupo da expedição, no entanto, o calor bruto e o brilho da Estrela da Manhã os fizeram proteger os olhos e começar a suar, apesar da proteção do Assaltante de Luz.
Então, a Grande Mãe infundiu sua arma com um raio de Redemoinho da Vida, e a escuridão retornou. O poder da Estrela da Manhã agora estava amplificado em dez vezes e comprimido ao extremo graças à sua habilidade de linhagem, Ponto Focal.
Um único golpe da maça despedaçou o escudo no fim do braço direito de Thaymos, esmagou o membro que o portava e abriu seu peito. A superfície da arma estava a dezenas de milhares de graus, fazendo a grama pegar fogo à distância e as pedras brancas evaporarem ao contato.
A Fortaleza Eterna deu um passo para trás, usando apenas uma fração da mana que ganhara com a morte da Maré Negra para condensar os vapores de volta em pedra e regenerar o braço.
Ele envolveu o escudo recém-regenerado com uma Barreira Espiritual capaz de deter uma onda colossal e a lâmina com um feitiço de Espírito de Torre que poderia achatar montanhas. Ambos se despedaçaram quando a Estrela da Manhã voltou em um golpe de revés.
Onde quer que a maça atingisse, pedra e metal vaporizavam, enquanto tudo ao redor derretia ou queimava. Thaymos se curava a uma velocidade visível aos olhos de um Desperto, mas a arma de Tyris era um borrão cintilante.
A Fortaleza Eterna se desfazia mais rápido do que conseguia se regenerar, suas defesas ruindo independentemente da quantidade de mana que despejava nelas.
[“O que houve, ó orgulhoso legado vivo?”] A voz de Tyris estava fria de desprezo. [‘Seu poder não é suficiente? A morte e a miséria que você espalhou por Jiera não bastam para saciar sua ambição?’]
Thaymos estava ocupado demais se defendendo para responder. Ele sabia que destruir seu pseudonúcleo causaria uma destruição sem precedentes, especialmente depois de absorver tantos núcleos de mana de uma só vez.
Ainda assim, a Guardiã não parecia se importar, e a ideia de arrastar Jiera consigo não trazia qualquer consolo à Fortaleza Eterna. Ele queria ficar mais forte, conquistar e, acima de tudo, viver.
Se morresse ali e agora, nada mais importaria. Milhares de anos de aprisionamento teriam sido em vão. Então Thaymos concentrou tudo em proteger seu pseudonúcleo, não importando quanta mana fosse necessária para resistir aos golpes da Estrela da Manhã.
[“Não? Então deixe-me ajudar.”] Tyris liberou um terceiro raio de relâmpago prateado que atingiu a cidade perdida, levando seu antigo pseudonúcleo ao limite.
Ele ainda não havia assimilado a energia trazida pela morte repentina da Maré Negra, e os núcleos de mana ainda carregavam as assinaturas energéticas e a vontade de seus donos. O Redemoinho da Vida transformou o banquete em uma mordida grande demais para Thaymos engolir.
O fluxo de mana resultante era excessivo para o pseudonúcleo suportar. Ele começou a queimar em vez de reforçar os feitiços antigos que animavam a cidade perdida. Ao receber o relâmpago prateado, os milhões de assinaturas energéticas diferentes transportadas pela mana inundaram o pseudonúcleo mais rápido do que ele conseguia purificá-las.