O Mago Supremo

Volume 26 - Capítulo 2897

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


Tyris havia destruído tudo de uma só vez, exceto a pedra angular que continha os pseudonúcleos da cidade perdida. Aquilo deveria ter causado uma perda massiva de energia, enfraquecendo Thaymos e, ao mesmo tempo, garantindo que o dano não desencadeasse uma reação em cadeia que colocasse seus filhos em perigo.

Ainda assim, o núcleo da Fortaleza Eterna continuava ardendo com poder.

Poder demais para a quantidade mísera que ele podia extrair do gêiser de mana ocupado três vezes. Muito mais poder do que até mesmo os núcleos coletivos que os monstros da Maré Negra possuíam.

Um poder maior do que aquele que Thaymos possuía poucos segundos antes, quando Tyris havia entrado no campo de batalha. Por causa da interferência de Fenagar, a Grande Mãe precisou de algum espaço para espalhar sua técnica de respiração, Mãe Terra, por todo o campo de batalha e compreender o que estava acontecendo.

Só então ela percebeu que os monstros da Maré Negra estavam se atirando voluntariamente no abismo que ela havia criado para proteger o Guia de Navegação. Só então ela descobriu a verdadeira fonte do poder de Thaymos.

Os fluxos vermelhos e azuis que vinham dos monstros mortos carregavam sua mana, sua força vital e seus núcleos de mana. A essência viva deles abandonava a forma física no momento da destruição e era assimilada pelo pseudonúcleo da Fortaleza Eterna, tornando-se uma coisa só com ele.

Tyris experimentou algo semelhante ao que Friya sentira ao lidar com a mana corrompida, mas milhões de vezes pior. Ela sentiu a energia do mundo se retorcer numa tentativa fútil de resistir à atração de Thaymos.

Cada núcleo que ele adquiria aumentava sua capacidade de absorver a essência de Mogar, ampliando suas habilidades de recuperação, sua força mágica e física.

Ela ouviu os gritos desesperados dos monstros vivos, assim como Lith ouvira os dos mortos, e eles partiam o coração. Expressavam a dor da perda e o medo de saber que em breve também ficariam presos para sempre dentro da Fortaleza Eterna.

A Mãe Terra mostrou-lhe como, durante sua luta contra Thaymos, ele forçara seus servos a sacrificarem a própria vida para alimentar sua força. A magia proibida amplificava a mana dos monstros em centenas de vezes ao custo da força vital deles.

Ao matá-los em massa, ele obtinha um suprimento de poder comparável a um gêiser de mana, ao mesmo tempo em que ganhava novos núcleos de mana que aumentavam passiva e permanentemente suas capacidades.

O corpo de Tyris se iluminou com uma luz dourada incandescente, tomada por indignação e revolta.

‘Zagran, explique!’ Sua voz abriu caminho à força pelo elo mental que os Guardiões compartilhavam, soando ao mesmo tempo como uma ordem e uma ameaça.

‘Desculpa, eu não sei. Eu só saio socando as coisas.’ Apesar dos milhares de quilômetros que os separavam, a Garuda ainda deu um passo para trás por reflexo.

‘Fenagar!’ O nome do Leviatã soou como uma ordem, uma ameaça e um insulto.

‘É coisa antiga. Como eu deveria saber?’ Ele respondeu enquanto deixava Jiera rumo à lua, só por segurança.

‘Leegaain!’ Desta vez, sua voz soou como um grito frustrado por ajuda.

‘O que foi ag… Ordem e caos!’ O Pai de Todos os Dragões até gostaria de reclamar por só lembrarem dele quando precisavam, mas ver dois de seus netos tão próximos da obscenidade que Thaymos representava fez com que deixasse seus sentimentos pessoais de lado.

A Fortaleza Eterna já havia quase terminado de se reconstruir, então Leegaain não podia se dar ao luxo de explicar tudo por um elo mental. Ele observou a cidade perdida através dos olhos de Tyris, mas a estudou com os Olhos de Leegaain, deixando o conhecimento fluir para ela assim que o adquiriu.

A Grifo testemunhou eventos ocorridos milênios atrás se desenrolarem diante dela como memórias. Thaymos fora uma cidade mágica rica em cultura e indivíduos talentosos, cuja população trabalhara incansavelmente para expandir os limites da magia falsa, mas com pouco sucesso.

Eles não tinham conceito de Despertar e falharam em replicar a magia verdadeira que parecia vir com facilidade para as outras raças. O ponto de virada em sua história fora o advento dos Guardiões.

Naquela época, esses seres poderosos aceitavam discípulos e concediam conselhos, dando ao povo de Thaymos a oportunidade de observar e estudar os Guardiões. O fruto de seus esforços tolos fora a Fortaleza Eterna.

Após compreenderem errado a relação entre Mogar e seus Guardiões, o povo de Thaymos havia criado algo que podia crescer como um ser vivo. Seu objetivo era construir um Guardião artificial que os obedecesse e protegesse.

Alguém que concedesse a todos eles os dons e a longevidade do Despertar.

É claro que, com apenas uma compreensão superficial da energia do mundo e apenas alguns poucos recém-Despertos entre eles, o único caminho que encontraram para levar adiante suas ambições foi a magia proibida.

O feitiço que animava o que antes fora uma cidade vibrante concedeu-lhe a habilidade que o povo de Thaymos atribuía aos Guardiões: reivindicar a energia do mundo como sua e ficar mais forte com o passar do tempo.

O plano deles era simples. Como toda pessoa possuía um núcleo de mana e todo núcleo de mana podia acessar o poder da magia, o povo de Thaymos acreditava que, para tornar o impossível possível, bastava acumular núcleos suficientes para o trabalho.

No início, alimentaram a monstruosidade viva com a essência colhida de seus inimigos. Depois, de seus criminosos. Depois, dos miseráveis da sociedade. Até que o servo se tornasse o mestre e sacrificasse seus próprios criadores em nome do poder.

Naquela época, Thaymos ainda era fraco, e os vizinhos da cidade perdida logo notaram o desaparecimento de uma civilização inteira. Após enviarem e perderem exploradores suficientes, o Conselho dos Despertos tomou a situação em suas mãos.

Os anciãos se infiltraram com segurança na Fortaleza Eterna, mas não encontraram vestígios de sobreviventes nem projetos que pudessem ajudá-los a resolver o problema de uma vez por todas. A única solução que conseguiram conceber foi selar a cidade do resto de Mogar antes que ela crescesse forte demais para ser contida.

O Conselho esperava que, sem nenhuma fonte de energia além do gêiser de mana sob a cidade e em isolamento, os encantamentos do legado vivo se dissipassem com o tempo ou, pelo menos, que Thaymos perdesse a sanidade.

Após a queda de Jiera, a Fortaleza Eterna libertou-se com a ajuda das hordas de monstros que buscavam alcançar seu gêiser. A partir daí, ele os criou e conduziu como um rebanho para obter uma fonte inesgotável de alimento.

Monstros só respeitavam força, e alguém como Thaymos era equivalente a um Deus para eles. Ele unificara as diferentes tribos de monstros, fornecendo-lhes comida e proteção para que pudessem se multiplicar sem limites.

Ele também usara seus poderes para alterar suas forças vitais e provocar mutações que servissem aos seus propósitos e reforçassem a impressão de que era um Deus A Fortaleza Eterna não possuía nenhum arranjo de escravidão, nem precisava disso.

As criaturas tolas estavam dispostas a lutar e morrer por ele, movidas pelo instinto de obedecer ao membro mais forte da tribo.

A atual Maré Negra era obra de Thaymos, e os milhões que a compunham haviam sido gerados pelas migalhas de cada uma de suas refeições. A cidade perdida já era poderosa na época em que fora selada.

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