O Mago Supremo

Volume 26 - Capítulo 2855

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


“Não, é pior. Aqui estão os planos para o casamento de Lith com a Phloria.” Tista projetou um holograma mostrando uma cerimônia pequena e íntima em uma versão antiga da Casa Verhen, fazendo o estômago de Lith se revirar.

“Este aqui, por outro lado, é sobre o casamento com a Faluel.” As imagens agora mostravam uma celebração cafona e grandiosa acontecendo dentro do covil da Hidra, cercada por pilhas de ouro e gemas preciosas. “Depois teve a Peonia…”

“Chega. Já entendemos a ideia.” Tista tinha acabado de começar a projetar uma cerimônia de casamento na Sala do Trono quando Lith a interrompeu. “Bons Deuses, é ainda pior do que eu imaginava.”

“Quer dizer que você não sabia?” Kamila ficou surpresa e ofendida ao mesmo tempo.

Surpresa porque Lith parecia ter sido tão alheio quanto ela, e ofendida porque não havia nenhum vestígio de um plano para o casamento deles.

“Não, e eu era mais feliz assim.” Lith suspirou. “A única vez que meus pais tentaram me envolver nessa loucura foi quando planejaram o nosso casamento, que deveria acontecer depois do nosso terceiro aniversário.”

“Eles estavam planejando o nosso casamento?” O rosto de Kamila se iluminou de alegria por quase um segundo, antes de seu sorriso virar de cabeça para baixo. “Espera. Como assim você chama isso de loucura?”

“Porque eles não deram a mínima para o meu consentimento.” Lith respondeu. “Eu não estava planejando nada porque nem você nem eles sabiam sobre a Solus, e não seria justo te fazer o pedido sem antes contar toda a verdade.

“Todos nós sabemos no que deu quando eu fiz isso.”

“Certo.” Kamila assentiu, o rosto voltando a uma expressão neutra enquanto se virava para Tista. “Posso ver esses planos, por favor?”

“Você precisa ser mais específica.” Tista respondeu. “Qual versão?”

“Tem mais de uma?”

“Pode apostar. Nossos pais foram aprimorando tudo conforme o maninho aqui ganhava fama e dinheiro. O mesmo aconteceu quando ele trouxe a Zinya para casa, quando vocês dois levaram as crianças para o acampamento de treinamento mágico, e quando o Lith se abriu com você e você ficou ao lado dele.”

Tista mostrou a Kamila tantas versões do casamento dela que logo ela estava nas nuvens. Ela agora amava Raaz e Elina mais do que nunca e também estava feliz por nenhuma daquelas cerimônias hipotéticas superar o que realmente aconteceu.

“Ok, ótimo.” Lith estava ansioso para mudar de assunto. “Então, primeiro o Bodya, e depois vamos verificar nossos aliados. Estou curioso para ver como os mortos-vivos, monstros e elfos estão se saindo e se precisam de ajuda.

“Depois disso, podemos esperar tranquilamente o Portão ficar pronto e voltar para casa assim que terminar.”

Lith não tinha esquecido do pedido da Sylpha para destruir uma cidade perdida, e os membros da primeira equipe de colonização estavam em Jiera havia meses. Se houvesse um objeto amaldiçoado por perto, eles certamente saberiam.

‘Não vou perder tempo nem arriscar minha vida por uma missão secundária. Se eu puder escanear o núcleo de energia à distância com os Olhos de Menadion, eu penso a respeito. Caso contrário, lavo as mãos e deixo os Guardiões de Jiera lidarem com essa bagunça.’

Enquanto discutiam seus planos para o futuro imediato, Solus usou uma combinação de feitiços, matrizes e Sentinelas para verificar os arredores. As Sentinelas compartilhavam o sentido de mana dela e analisavam tudo o que se refletia em sua superfície vítrea.

A partir dali, voltar ao Guia de Navegação exigia apenas um único Passo de Dobra, graças à Pedra do Lar que Lith havia confiado à Friya antes de ir para Yhen.

“Já terminaram?” Bodya os recebeu a todos com um sorriso caloroso que se tornou radiante assim que seus olhos encontraram os de Tista. “Eu esperava que vocês ficassem fora por um ou dois dias.”

Solus estava de volta à força total, mas nem mesmo os membros do Conselho conseguiam notar a diferença. Ela havia evitado se esforçar de propósito para que a subida e descida de sua condição, de acordo com a presença ou não de um gêiser de mana, passasse despercebida.

“Sim, está tudo bem agora. Foi só uma discussão de família. Mas eu senti sua falta.” Tista o abraçou para se perder em seu calor e se preparar para o que estava por vir.

“Eu também senti sua falta. Podemos ir agora ou você precisa de um tempo para se preparar?” Bodya sentiu nela vários aromas estranhos a Jiera e típicos do Deserto.

Ainda assim, ele sabia que a Salaark também estava lá e, entre os poderes da Guardiã e a ótima relação que Tista tinha com a Overlord, havia inúmeras explicações plausíveis para as estranhezas que ele percebeu.

“Eu preciso me preparar?” Ela congelou no lugar, afastando-se o suficiente para olhar nos olhos dele.

“Como eu vou saber?” Bodya deu de ombros. “Não faço ideia se há alguma ligação de última hora que você precise fazer para sua família ou como você planejou isso.”

“Planejou?” Tista empalideceu com aquela simples palavra.

Era a primeira vez que ela ia conhecer alguém esperando ser ela a causar uma boa impressão. Nos Três Grandes Países, entre sua beleza e o status de Lith, ela estava acostumada a homens se atirando aos seus pés.

Ela só precisava responder sim ou não aos convites, e eles faziam o resto.

Na comunidade dos Despertos, sua beleza não era nada de especial, mas sua linhagem Demoníaca era. Casas Despertas antigas e novas cobiçavam seu poder e não poupavam esforços para tentar adicionar Bestas Divinas às suas fileiras.

Tista era apenas uma Demônio, é verdade, mas todos os seus filhos compartilhariam seus poderes e, se escolhessem a forma de Hécate ao atingir a maioridade, seus números se multiplicariam com o tempo.

Nesse ponto, qualquer linhagem Desperta que conquistasse a lealdade de Tista usaria esse poder para subir no Conselho ou até se tornar completamente independente de sua autoridade.

Em Jiera, porém, nada disso importava, especialmente para as bestas. Tista era, de fato, uma mulher deslumbrante, mas apenas segundo padrões humanos. Bestas mudavam de forma e assumiam qualquer aparência que quisessem, tornando a aparência irrelevante.

Para piorar, longe de Garlen e das vantagens que uma amizade com seus supostos avós implicava, Tista era apenas uma Besta Divina. Um tipo novo, claro, mas não necessariamente melhor do que um Garuda.

Coisas que ela havia ignorado completamente até aquele único momento ter destruído a ilusão de sua rotina confortável.

“Você acha que eu devo me apresentar na minha forma humana ou de Hécate? Eu deveria levar um presente? Alguma comida caseira?” Tista agarrou os braços de Bodya em pânico.

“Respectivamente: tanto faz, depende, e definitivamente não.” Ele riu. “Deuses, eu não sei se fico bravo com o quão pouco você pensou nisso ou comovido com o quão desnorteada você está.”

“Por favor, fique comovido. Eu não consigo lidar com mais nada agora.” Explosões de chamas de cores diferentes começaram a irromper de seu corpo enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas de frustração consigo mesma.

“Eu me sinto tão idiota que mal consigo entender o que você está dizendo.”

“Resumindo, sua aparência é irrelevante, já que o seu cheiro vai revelar sua natureza como Besta Divina de qualquer forma.” Bodya acariciou as costas dela para acalmá-la depois de se certificar de que as chamas eram inofensivas.

“Quanto a levar um presente, depende das suas intenções.”

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