
Volume 26 - Capítulo 2854
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
“O quê? Como?” Uma matriz de selamento da escuridão havia surgido ao redor deles e, quando a Abominação tentou Piscar para longe, descobriu que a magia dimensional também estava selada.
“Vou considerar isso como um não. Se eu estiver errado, erro meu.” Locrias liberou o feitiço de nível Torre, Nova Primordial.
A versão aprimorada do feitiço espiritual de quinto nível, Rugido Primordial, sobrepujou a massa de Caos que formava o corpo da Abominação Empoderada e a destruiu. Locrias permaneceu ali por um tempo, fingindo baixar a guarda, enquanto mais Demônios vasculhavam os arredores.
“Podemos ir agora. Se houvesse mais alguém e estivesse fugindo, as Sentinelas teriam notado. Se estivesse se escondendo, a essa altura meus Demônios já o teriam descoberto.” Lith disse.
Locrias lançou Restauração para relaxar o espaço antes de retornar para dentro da pena de Lith. Recolher um Demônio não deixava rastros que pudessem ser seguidos, já que não exigia nenhum feitiço.
Solus assentiu e Dobraram a torre para o palácio de Salaark, no Deserto de Sangue.
“Certo, você me pegou. Vou construir uma dessas assim que a torre terminar de se reconstruir.” A Guardiã saiu da sombra de Elysia, sentindo todo o seu poder retornar agora que estava de volta ao seu território.
“Mal posso esperar para poder me mover livremente e chutar a bunda de alguns Fenagar sem precisar que alguém do outro lado abra uma Dobra para mim.”
“Ótima ideia.” Solus riu. “Assim a Zag-zag pode vir te visitar com frequência.”
“Não chame ela assim e pekos deuses, você está certa.” Salaark empalideceu só de imaginar. “Ela lutaria contra todo o Deserto se eu deixasse, e quando terminasse, meu Ninho inteiro precisaria de umas longas férias para se recuperar.”
Antes de partir, Salaark purificou o grupo e a torre de qualquer enfermidade que tivessem trazido de Jiera. A onda de magia da escuridão os envolveu, fazendo-os se sentir como após um banho de esterilização.
Mesmo sendo o meio da noite em Garlen, a família de Lith ficou feliz em acordar para vê-los novamente. A única nota amarga do reencontro foi que Surin havia esquecido completamente de todos eles, o que deixou Elysia furiosa.
“Shhh, querida. Bebês normais não têm memória. Sua tia não tem culpa disso.” Mesmo usando as escamas de Dragão, Lith levou um tempo até conseguir acalmá-la.
Tempo suficiente para Solus contar tudo sobre a viagem e a visita à cidade submersa de Yhen.
“Estou orgulhosa de todos vocês.” Elina os abraçou. “Vocês são os heróis de dois continentes. Você também, Solus. Mesmo que o resto de Mogar só veja um anel de pedra na estátua de Lith, sua família sabe o que isso realmente significa.”
“Obrigada, mãe.” Solus sorriu do fundo do coração, feliz pelo reconhecimento.
“E vocês, como estão?” Lith perguntou a Aran e Leria.
“Ótimos! A mamãe nos deixou participar das aulas diárias e melhoramos muito.” Aran disparou um pequeno fragmento de gelo que percorreu mais de dez metros antes de se dissipar.
Era um feitiço simples, mas ele o conjurou sem qualquer palavra mágica ou gesto. A magia silenciosa perfeita e o alcance obtido pela magia bruta eram sinais de um mago talentoso.
‘Em apenas três dias?’ Lith ficou boquiaberto.
“Não exatamente.” Leria respondeu. “Nós nunca paramos de praticar seus ensinamentos. A única coisa que aprendemos aqui foi como conjurar feitiços ofensivos e como impedir que a mana se disperse.”
“Eu nunca gostei da ideia de ensinar crianças a machucar pessoas, então sempre os mantive longe das aulas mais violentas.” Elina suspirou. “Mas, se eles vão seguir seus passos e se matricular na Academia do Grifo Branco, é hora de aprenderem.”
“Não se preocupe tanto, querida.” Raaz segurou gentilmente o ombro dela para tranquilizá-la. “Eles não estão aprendendo a machucar pessoas, mas a se defender. Além disso, só ao experimentar o quão perigosa a magia é que eles podem entender que não é um brinquedo.”
“Muito bem dito, minha criança.” Salaark assentiu enquanto examinava as crianças com sua técnica de respiração, Sol Mãe.
Trabalhar nos fundamentos da magia verdadeira e viver sobre um poderoso gêiser de mana estava estimulando o crescimento dos núcleos das crianças e estabelecendo a base para desenvolver um fluxo de mana.
“E o Garrik, como está?” Kamila gostaria de ter perguntado a ele pessoalmente, mas então teria que explicar como haviam retornado tão rápido.
“Ele nunca esteve tão feliz.” Leria respondeu. “Aqui ninguém liga para a aparência dele, então Garrik fez muitos amigos nas aulas de magia. Ele pode mudar de forma e voar livremente, o que também o torna um dos alunos mais populares.
“A mãe dele, Ryla, também está tendo aulas de magia, e as Fênix estão ajudando-a a controlar as habilidades da linhagem sanguínea. Só o Fofinho odeia estar aqui.” Ela riu. “Ele está sempre com calor por causa do pelo, e a vovó colocou ele de dieta.”
“Eu ofereci que eles se mudassem permanentemente para o Deserto, mas Ryla recusou.” Salaark suspirou. “Ela disse que é mais importante para ela que Garrik fique com o irmão, especialmente agora que Morok é casado e a família tende a crescer.”
“Não diga isso para a Quylla, ou ela pode ter um troço.” Solus riu. “Ela já está sob muita pressão do Reino e da família. A última coisa de que precisa é de mais responsabilidades.”
Com a morte de Manohar, Quylla era a única Curandeira habilidosa o bastante e com conhecimento de Maestria da Luz para ocupar seu lugar como Curandeira Real. Ela assumira o cargo depois que Lith e Marth o recusaram.
O primeiro por não ter interesse em política, e o segundo porque, entre a família e o dever como Diretor do Grifo Branco, já estava sobrecarregado. Quylla, por outro lado, ainda buscava um caminho na vida e queria redimir o nome Ernas aos olhos do público.
Como Curandeira Real e aspirante a deusa da cura, ela podia aliviar o fardo sobre os ombros de Gunyin. O mais velho dos Ernas havia assumido o papel de chefe da Casa Ernas para dar aos pais o tempo necessário para lamentar e se recuperar da Guerra dos Grifos.
Depois de colocarem a conversa em dia, todos ficaram felizes em compartilhar um jantar leve tardio/almoço antecipado, aproveitando um tempo juntos enquanto Solus e a torre recuperavam suas forças. Durante esse período, Lith deixou seu equipamento dentro da Centelha para refiná-lo ainda mais.
Após se despedirem da família, Lith e os outros voltaram para dentro da torre e, de lá, retornaram a Jiera.
“O que vem a seguir na nossa agenda?” Ele perguntou.
“Bem, eu gostaria de conhecer primeiro os parentes do Bodya.” Tista mexeu no cabelo, nervosa. “Esse é o motivo de eu ter vindo para cá em primeiro lugar, e se eu continuar adiando, tenho medo de acabar amarelando.”
“Legal.” Solus cutucou-a, piscando. “Parece importante. Por que você não comentou com a mamãe e o papai?”
“Você está brincando?” Tista respondeu com um bufar. “No momento em que ouvissem falar disso, começariam a planejar meu casamento. Por que você acha que eu só informo a eles sobre nosso relacionamento quando é estritamente necessário?”
“É tão ruim assim?” Kamila franziu a testa, surpresa.