
Volume 22 - Capítulo 2418
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
Lith e Solus haviam retornado à sua rotina silenciosa, enquanto os olhos dele brilhavam deixando-o combinando com Nyka.
O grupo decidiu permanecer na mansão dos Verhen junto com o resto da família. Solus não saiu do anel até a hora do almoço, usando a necessidade de consertar sua força vital como desculpa.
A presença do gêiser de mana e da torre permitiu que todos recuperassem suas forças rapidamente. Ao final da refeição, as costas de Tista haviam parado de sangrar, mas ela se sentia tão cansada que foi direto para a cama.
Quando Solus retomou seu corpo humano, passou o resto do dia ajudando Elina e Kamila a escolher os móveis da mansão, enquanto Lith trabalhava. Ele também ficou encarregado de manter contato com o Conselho e com o Reino, permitindo que os outros relaxassem.
Felizmente, entre as palavras tranquilizadoras das mães e a aura de poder dos parentes, as crianças logo superaram as más notícias.
Rena e Elina tiveram que “editar” um pouco os acontecimentos, dizendo que o exército havia chegado a tempo de resgatar a maioria dos cidadãos mas acharam inútil fazê-los se preocupar novamente, já que as brasas da Guerra dos Grifos ainda não haviam se apagado.
Abominus e Onyx os incitaram a sair para brincar, o que fez maravilhas pelo humor geral. Os jardineiros da Rainha já haviam plantado arbustos floridos e esculpido topiárias em forma de feras ao redor da mansão.
Com seu perfume adocicado e formas fantásticas, o local ganhou um ar de conto de fadas, logo fazendo as crianças esquecerem de tudo.
“O que é aquilo?” Nyka apontou pela janela para a criatura que Aran usava como montaria.
Parecia um tigre-dente-de-sabre, mas com oito patas e uma pelagem escura semelhante à de uma pantera negra. De suas costas brotavam asas membranosas roxas, sustentadas por cinco pontas ósseas semelhantes a dedos.
“É a forma que Onyx alcançou ao se tornar uma Besta-Imperador.” explicou Elina. “Ela não possui habilidades de linhagem como o Redemoinho da Vida ou as Chamas da Origem, o que tanto ela quanto Aran lamentam. E o Lith também.” ela riu, enquanto o filho resmungava.
“Aran batizou sua espécie de Utgard, como a fada das sombras que protege as crianças dos pesadelos.”
“Por ela ser preta?” perguntou Nyka.
“Não, por causa daquilo.” Elina apontou para Onyx, que, após despistar Abominus atrás de um arbusto alto, tornou-se translúcida e depois desapareceu por completo. Aran a seguiu com cerca de um segundo de atraso.
“Mas o que?” Mesmo usando seus sentidos ampliados e a Visão da Vida, a Vampira não conseguiu detectar nenhum traço da Utgard.
“Felinos são predadores.” explicou Lith. “Acredito que a espécie de Onyx seja especializada em furtividade e disfarce. Ela secreta uma substância que a cobre e cobre quem ela quiser , dobrando a luz com perfeição.”
“E ela não fica cega também?” perguntou Nyka.
“Fica, mas ainda tem o olfato, a audição e a Visão da Terra.” Lith assentiu. “Os Shyfs são naturalmente sintonizados com os elementos da terra e do ar, e as Utgards elevam isso a outro nível. Enquanto a presa dela estiver pisando no chão, ela enxerga melhor do que você e eu.”
“E ela tem mais habilidades de linhagem?” Nyka fixou o olhar na última posição conhecida de Onyx, percebendo que, quando a Utgard se movia, criava uma leve distorção que denunciava sua presença desde que alguém prestasse bastante atenção.
“Sim, mas vou manter em segredo.” Lith deu de ombros. “São habilidades de combate e, se ninguém souber, ninguém poderá antecipá-las.”
“Você confia tão pouco assim em mim? Mesmo depois de nos conhecermos há tanto tempo?” Nyka se sentiu ferida pelas palavras.
“Enquanto você estiver com a Amanhecer, sim, confio pouco. Você é jovem e ingênua. Pode acabar falando demais sem perceber.”
A Vampira baixou o olhar e permaneceu em silêncio. Sabia que Lith tinha razão mas isso não tornava suas palavras menos dolorosas.
‘Idiota.’ Solus o repreendeu mentalmente.
‘Valeu.’ respondeu Lith, abrindo um sorriso largo.
‘Valeu por quê?’
‘Por sentir falta até das suas broncas.’ Ele estava tão feliz que Solus decidiu poupar a repreensão o que, para ele, soava mais como recompensa do que castigo.
Depois de algumas horas, Solus se cansou de escolher cortinas e criados-mudos. Achou o novo projeto de Lith para os Tablets muito mais interessante. Ela não entrava em um laboratório mágico desde o início de sua viagem e tinha uma coceira que só a Forjamagia podia aliviar.
‘O que acha de nos desculparmos e dar uma fugidinha até o Laboratório da torre pra fazer uns experimentos longe dos olhares curiosos?’ perguntou ela.
‘Soa meio indecente.’ Lith respondeu.
‘Eu quis dizer pra testar se essa versão dos Tablets é melhor do que a que desenvolvemos antes da minha viagem!’ Solus ficou vermelha até as orelhas.
‘Eu sei, mas ainda soa indecente.’ Lith assentiu. ‘Vou usar essa.’
Eles passaram o resto da tarde no Laboratório, mexendo nos Tablets até a hora do jantar. O local funcionava de forma semelhante à Magia da Criação, conjurando materiais idênticos aos originais que podiam ser reciclados infinitamente.
Lith estava feliz por ter alguém que compreendia seu trabalho, e, graças às sugestões de Solus, conseguiu resolver alguns problemas inesperados e aprimorar ainda mais os projetos com sua criatividade.
Solus estava ainda mais feliz, sua força vital e seu núcleo de mana prosperavam a cada segundo, e o prazer de se perder no trabalho era revigorante. Havia alegria em viajar por Mogar e ver coisas novas, mas havia ainda mais alegria em estar de volta ao lar.
Ambos estavam satisfeitos, suas vidas pareciam ter voltado aos trilhos e suas mentes, reencontrado o equilíbrio.
‘Pena que isso só prova o quanto somos codependentes.’ pensaram ao mesmo tempo, suspirando em uníssono, voltando do “eu” para o “nós” em questão de minutos. ‘Superar isso vai ser ainda mais difícil do que imaginávamos e já achávamos que seria árduo.’
Kamila os visitou algumas vezes, levando lanches para forçá-los a fazer pausas.
‘Não apenas Lith está bem mais paciente e relaxado do que o normal, como também é muito mais fácil fazê-lo parar de trabalhar quando Solus está ocupada enchendo a boca.’ pensou ela. ‘Não gosto nem um pouco disso, mas eu sabia no que estava me metendo quando pedi ele em casamento.’
Tista acordou na hora do jantar, verificando as asas assim que se levantou. Ela havia dormido em seu quarto na torre, esperando que o fluxo de energia do mundo a ajudasse a se recuperar.
“Droga! Minhas feridas fecharam, mas não há nenhum sinal de novas penas nos espaços carecas.” Ela examinou a pele exposta com seus Olhos Demoníacos, mas não viu nenhum indício de crescimento.
Tocar nas asas já não doía, mas sua superfície estava lisa sem qualquer saliência indicando que o corpo estava acumulando nutrientes para substituir as plumas perdidas.
“Você voltou há só algumas horas, maninha.” Rena afagou a cabeça de Tista. “Não seja um Lith tenha paciência.”
“Ei!” Lith resmungou. “Desde quando meu nome é um insulto?”
“Não é um insulto, querido.” Elina acariciou o rosto dele. “É só um lembrete de que não devemos nos apressar na vida e de que devemos reclamar o mínimo possível.”