
Capítulo 683
Depois de Dez Milênios no Inferno
Capítulo Extra 163 – Mundo Satélite, Zexal (1)
“Estão prontos?”, Oh Kang-Woo perguntou.
[Estou pronto para partir a qualquer momento, hyung-nim,] respondeu Kim Si-Hun nervosamente através do smartphone.
“Hehe. Não fique tão nervoso.”
[E-Eu não estou nervoso!] Si-Hun gritou.
“Como está Layla?”
[Ela ainda tem coisas para resolver. Está no escritório dela desde hoje de manhã.]
“Você não deveria estar ajudando ela?”
[Eu tentei, mas... nosso trabalho é tão diferente, então...]
“Você tem um ponto.”
Em termos de força de trabalho, Si-Hun trabalhava no campo e Layla tinha um trabalho de escritório. Suas tarefas gerais eram muito diferentes.
[Mas ela vai terminar até amanhã.]
“Certo.”
Kang-Woo havia contemplado se deveria trazer Layla com eles, mas decidiu incluí-la na operação por causa de sua determinação inflexível.
‘Pessoalmente... eu preferiria que ela não viesse.’
Kang-Woo estalou a língua amargamente.
[Balrog já partiu?]
“Já.”
Balrog partiu ao amanhecer para cumprir a missão que Kang-Woo lhe deu.
[Para ser honesto, eu... não tenho ideia do que você está pensando, hyung-nim.]
“Hehe. Você vai saber quando chegarmos lá.”
Kang-Woo não podia deixar as pessoas saberem sobre seu plano — especialmente Si-Hun.
‘Porque ele não será capaz de aceitar isso.’
Si-Hun era fundamentalmente uma boa pessoa; ele era gentil e virtuoso.
“…”
Portanto, ele não seria capaz de aceitar ou entender a necessidade de um massacre insondável — a dizimação de um mundo inteiro.
“Deixando isso de lado,” Kang-Woo mudou de assunto sem jeito. “O nome é tudo o que você sabe sobre o mundo Zexal?”
Zexal era o mundo satélite que eles precisavam parar antes de seguir para o mundo de Akart. Não havia informação sobre ele além de seu nome e que ele invadiu o continente de Aernor.
[Bem... não faz muito tempo desde que a invasão começou, então não conseguimos encontrar muita informação sobre ele.]
A invasão de outro mundo tinha acabado de começar como Si-Hun mencionou. Informações como o nome do mundo e outros registros simples tinham cruzado para Aernor, mas não seus residentes. Em outras palavras, eles estavam severamente carentes de informações sobre Zexal.
“Bem, nós vamos descobrir quando chegarmos lá.”
Eles não tinham escolha a não ser ir para lá se quisessem chegar ao mundo de Akart. Ter tão pouca informação era lamentável, mas não era suficiente para frustrar o plano de Kang-Woo.
‘Não é tão difícil mergulhar um mundo em desespero.’
Kang-Woo estava mais preocupado com o mundo não ser habitado por seres com inteligência. Isso significava que não haveria ninguém para expressar emoções negativas, portanto, não cumpriria as condições de despertar de Midir.
‘Se for esse o caso, eu terei que ir para outro mundo.’
Já que invasões de outros mundos estavam acontecendo uma após a outra, não era difícil ir para outros mundos externos. Kang-Woo tinha outras alternativas mesmo que Zexal não fosse habitado por seres com inteligência.
“Certo então, te vejo amanhã. Certifique-se de se cuidar.”
[Okay, hyung-nim.]
A chamada com Si-Hun terminou.
“Huuu.”
Kang-Woo se recostou em sua cadeira e fechou os olhos enquanto organizava seus pensamentos mais uma vez.
‘Certo.’
Ele tinha passado por várias simulações para avaliar a taxa de sucesso de seu plano.
‘Eu não posso dizer... que é alta.’
O plano estava cheio de variáveis — falho em muitos aspectos. O Kang-Woo do passado teria rido de um plano tão mal feito.
‘Mesmo assim.’
Se ele tivesse sucesso, suas chances de ser capaz de matar Akart aumentariam drasticamente — não, mesmo se ele falhasse, era melhor do que simplesmente esperar até que Akart atacasse a Terra.
‘Eu já aguentei demais ficar na defesa.’
Ele tinha continuamente impedido as forças inimigas de invadir como se estivesse jogando um jogo de defesa de torre. Seria diferente dessa vez.
‘Dessa vez... eles terão que se defender contra o meu ataque.’
“Certo então.”
Kang-Woo abriu a porta e foi para a sala de estar. Ele viu uma mulher com seu cabelo vermelho em um rabo de cavalo. Ele sorriu e caminhou em direção a ela.
“Urgh, amanhã é o dia, hein?”, comentou Cha Yeon-Joo enquanto se alongava no sofá.
Kang-Woo notou ela balançando fofamente os dedos de seus pés em suas meias brancas até o tornozelo.
“Você está pronta?”, perguntou Kang-Woo enquanto se sentava ao lado dela.
Ele pegou um de seus pés e massageou ele.
“O que você está fazendo?”, ela perguntou.
“Massageando os pés da minha esposa.”
“Hmm,” Yeon-Joo bufou e estreitou seus olhos. Ela não parecia odiar já que os cantos de sua boca subiram. “Certifique-se de massageá-los com cuidado.”
Ela descaradamente colocou seus pés sobre as coxas de Kang-Woo.
“Sim, senhora.”
Kang-Woo sorriu e massageou os pés de Yeon-Joo. Ela estava cantarolando, provavelmente porque estava se sentindo bem.
“Hehehe. Isso é ótimo.”
“Sério? Minha esposa merece ter o que ela gosta.”
‘Deixando isso de lado, ela mudou muito após a cerimônia de noivado.’
Yeon-Joo teria xingado e chutado ele antes, mas ela tem pedido por mais e mais *skinship* [1] ultimamente.
Depois de algum tempo, Yeon-Joo levantou levemente sua cabeça e perguntou, “Está tudo bem para nós estarmos tão relaxados...? Nós partimos amanhã, não partimos?”
“Nós já estamos tão prontos quanto podemos estar.”
Já faziam três dias desde que Kang-Woo decidiu atacar Akart primeiro. Eles já tinham preparado tudo o que precisavam; tudo o que eles podiam fazer agora era manter a melhor forma. Eles iriam para o mundo satélite Zexal através de Aernor amanhã.
“Quem está vindo amanhã?”, Yeon-Joo perguntou.
“Você, eu, Si-Hun, Layla, Seol-Ah, Echidna e Lilith.”
Balrog recebeu uma missão separada então ele foi excluído do grupo.
“Sete? Não é muito pouco?”
Era um grupo feito para atacar um mundo — um paraíso criado por um Titã, nada menos. Mesmo se eles fossem facilmente as pessoas mais fortes na Terra, sete pessoas era muito pouco comparado à escala do que eles estavam prestes a fazer.
Kang-Woo sorriu e respondeu, “Não se preocupe. Nós estamos bem em termos de números.”
Em vez disso, levar mais pessoas junto iria gerar mais *conflito* desnecessário.
“Que diabos você está planejando fazer...?”
“Você vai ver quando chegarmos lá.”
“Por que você não está nos contando nada? O que poderia ser?”, Yeon-Joo cutucou repetidamente a lateral de Kang-Woo com seus dedos dos pés. “Bem, tanto faz.” Ela se virou com uma expressão sombria e perguntou, “Nós vamos... ficar bem? Você consegue vencer?”
A voz dela estava tremendo ansiosamente. Kang-Woo podia sentir ela tremendo de seus dedos dos pés. Até Yeon-Joo, que amava lutar tanto quanto Balrog, não podia deixar de ficar nervosa. O oponente deles era Akart, um dos mais poderosos dos Titãs nascidos do Primordial.
“Hehe. Você não confia no seu oppa?”, Kang-Woo riu exageradamente.
Yeon-Joo franziu a testa. “Por que você é meu oppa?”
“Agora, agora. Por que você não me chama de oppa~ como você sempre faz?”
“Vai se foder!”
Bash!
Yeon-Joo chutou Kang-Woo na bochecha. Tinha bastante poder por trás disso, mas não doeu particularmente.
“Está tudo bem.” Kang-Woo colocou sua mão na panturrilha de Yeon-Joo e continuou, “Eu posso vencer.”
‘Assim como eu sempre venci.’
“Hmph…” Yeon-Joo bufou e se virou. Suas bochechas estavam tão vermelhas quanto um tomate. “Se você perder... eu vou te matar.”
“Kehehe. Apenas confie no seu oppa.”
“Filho da puta…”
Yeon-Joo encarou Kang-Woo.
“A-Aaaahh!” Han Seol-Ah saiu de seu quarto e gritou quando descobriu eles antes que Yeon-Joo pudesse dizer algo. “O-O que vocês estão fazendo, Yeon-Joo?”
Yeon-Joo estava deitada no sofá com seus pés nas coxas de Kang-Woo. Os olhos de Seol-Ah brilharam quando ela testemunhou a visão de um casal feliz.
“H-Huh? B-Bem…” Yeon-Joo gaguejou surpresa e olhou para Kang-Woo.
Kang-Woo sentiu o olhar desesperado dela. Ele assentiu e disse sem hesitação, “Yeon-Joo me ordenou a massagear seus pés com cuidado.”
“Seu maldito bastardo!!!”
A expressão de Yeon-Joo ficou pálida.
“Yeon-Joo…?”, Seol-Ah perguntou, seus olhos frios encarando a alma de Yeon-Joo.
“N-Não!! Ele começou a massagear eles do nada!!”, Yeon-Joo gritou frustrada.
“Haaa, eu não acredito em você.” Seol-Ah encarou atentamente Yeon-Joo e se sentou no sofá enquanto fazia beicinho. “Me massageie também, Kang-Woo.”
Ela colocou seus pés pálidos nas coxas de Kang-Woo e puxou sua saia longa que alcançava seu tornozelo levemente para cima.
“Mmm,” Kang-Woo gemeu.
Quatro pés estavam em suas coxas. Ele engoliu em seco e endireitou suas costas enquanto massageava os pés das duas mulheres como um robô. Ele não tinha percebido isso quando estava apenas com Yeon-Joo, mas isso era consideravelmente embaraçoso.
“H-Hmm.”
“I-Isso é bom.”
Yeon-Joo e Seol-Ah desviaram seus olhares de Kang-Woo, corando de vergonha.
Yeon-Joo mudou de assunto, “P-Pensando bem, onde está a Lilith unnie?”
“Ela saiu cedo de manhã para resolver algumas coisas.”
“S-Sério?”
O silêncio caiu novamente. Apenas o som das mãos de Kang-Woo massageando pés podia ser ouvido na sala de estar.
“He… Hehe.”
Seol-Ah riu enquanto o constrangimento desaparecia com o tempo.
“Hm! O que vocês estão fazendo?”
Echidna abriu sua porta e entrou na sala de estar. Ela assumiu que Kang-Woo estava brincando com suas esposas e correu para ele enquanto bufava.
“Eu quero pisar no Kang-Woo também!”
“O qu—”
Echidna se sentou nos ombros de Kang-Woo como se estivesse recebendo uma carona e endireitou suas pernas para colocar seus pés nas coxas de Kang-Woo. Seis pés estavam agora em suas coxas.
‘Eu estou sendo assediado agora?’
“Você está me fazendo chorar,” Kang-Woo disse enquanto limpava suas lágrimas com seus punhos.
“Eu quero… ficar assim para sempre,” Seol-Ah murmurou.
“Você quer continuar pisando em mim?”
“N-Não! Não é isso que eu quis dizer!”, Seol-Ah tirou seus pés das coxas de Kang-Woo surpresa. “E-Eu quis dizer… eu quero que essa paz dure para sempre.”
“Hehehe. Eu sei.”
Kang-Woo assentiu enquanto ria e se levantava.
“Kang-Woo! Não se levante ainda!”
Ele podia sentir as pernas de Echidna balançando nas costas dele. Ele pegou as pernas de Echidna e sorriu.
“Nós seremos capazes de ficar assim para sempre.”
‘Eu farei com que seja assim.’
No dia seguinte, os sete indo para o mundo satélite Zexal se reuniram antes da Fenda.
[1] - *Skinship* é um termo coreano e japonês, significando contato físico íntimo. ☜