
Capítulo 662
Meu Talento Se Chama Gerador
De repente, Aurora soltou um longo suspiro na minha cabeça.
— Não adianta discutir com uma garota que ainda é criança.
Lyrate congelou.
— O que você acabou de dizer?— ela perguntou, com a voz carregada de ofensa.
— Ela disse que você é infantil— Ragnar respondeu imediatamente, rindo como se fosse a melhor diversão do seu dia.
— Eu ouço ela, Ragnar— Lyrate retrucou rapidamente.
— Então por que perguntou?— Ragnar respondeu, confuso de verdade.
Aurora riu suavemente.— Exatamente isso que quero dizer.
— Seu idiota— Lyrate rosnou, e senti sua irritação subir como uma lâmina. Ela balançou a mão para baixo. A árvore gigante que ela havia summonado estremeceu, e dezenas de raízes grossas dispararam para cima como lanças, rasgando os mestres da Del Rey que estavam paralisados.
A formação abaixo se quebrou completamente. O exército da Del Rey virou um mar de pânico, correndo em todas as direções enquanto raízes rasgavam fileiras, formações, até mesmo os esquemas defensivos, como se fossem tecidos molhados.
— NÃOOOO!— o grito de Herald rasgou o campo de batalha.
Ele mal teve tempo de olhar para cima antes de Primus se materializar acima dele. Um joelho em chamas atingiu sua cabeça, jogando-o ao chão como um projétil quebrado. O solo rachou violentamente onde ele aterrissou.
Primus caiu ao seu lado, agarrou Herald pelo cabelo e puxou seu corpo despedaçado para cima.
Sua voz tremia de raiva.
— Se você queria Armus— ele falou, cada palavra rangeu entre os dentes— poderia ter nos enfrentado como um guerreiro. Se queria Armus, poderia ter tramado nas sombras e encarado a gente pessoalmente.
Ele aproximou Herald a centímetros do rosto dele.
— Mas enviar sua filha prostituta ao meu lar… deixar para trás uma criança inocente pela qual você nunca se importou… Eu nunca conheci sujeira como você.
Antes que Herald pudesse falar, a espada de Primus reluziu.
Um arco limpo, quente, de fogo carmesim cortou o ar.
A cabeça de Herald se desprendeu do corpo e rolou pelo chão desolado.
O campo de batalha congelou por um momento, então os Bloodreavers explodiram em urros de comemoração ensurdecedores.
Do outro lado, os mestres da Ronic trocaram olhares tensos. Ver Primus derrotar Herald tão facilmente não foi só uma vitória… Foi uma declaração. Os Bloodreavers eram, sem contestação, a família mais forte de Armus.
A morte de Herald quebrou toda a coragem restante do exército da Del Rey. O pânico se espalhou entre suas fileiras. Demônios abandonaram suas posições e correram em direção ao portal de teletransporte que haviam construído na retaguarda da formação.
— Essa é minha deixa— murmurou Silver pelo link.
Um estrondo cortante de boom sônico explodiu enquanto ele avançava. Minhas asas cortaram o ar como lâminas, e ele aterrissou exatamente na frente do portal.
Com as duas mãos levantadas.
Uma tempestade de vento se detonou para fora, formando uma barreira gigante, uma parede girando de ar comprimido e lâminas de vento cortantes. Demônios socaram contra ela. Aqueles que tentaram forçar a passagem foram dilacerados instantaneamente, despedaçados antes mesmo de gritar.
O exército em fuga recuou, completamente tomado pelo terror… mas virar as costas só piorava as coisas.
A árvore gigante de Lyrate ficava atrás deles como uma executora viva. Raízes explodiram novamente, varrendo os soldados, lançando-os de lado, espetando alguns, esmagando outros. Seus gritos ecoavam pelo vale.
Então—
— ESPERE!!!—
Um grito desesperado ecoou pelo campo de batalha.
Sorri. O enviado finalmente tinha chegado.
Gyros cortou o ar como um cometa frenético. Parou acima das forças da Del Rey cercadas, o peito arfando como se tivesse corrido através de continentes.
Seus olhos vasculharam o campo de batalha, os elites da Del Rey mortos, os membros espalhados, os crateras de sangue e, por fim, o corpo sem cabeça de Herald.
Sua expressão fez uma curva de neutro para pânico, depois para raiva.
— Orobas! Platius!— rugiu Gyros. — Como você ousa começar essa guerra?! Eu proibi expressesmente!
Todos os demônios ficaram imóveis. Até a monstruosa árvore de Lyrate parou no meio do ataque.
— Gyros—
A voz de Primus ressoou pelo vale como um trovão.
Ele elevou-se pelo ar até ficar olho no olho com o enviado.
— Estava te esperando— disse Primus calmamente— Me diga… você estava trabalhando com os Del Rey, não estava? Sabe onde está Lana. A ajudou. Coludiu com ela para trazer esse caos para Armus.
Gyros não vacilou.
— Não distorça a verdade, Primus. Veja este campo de batalha!— gritou. — Tantos demônios morreram hoje por causa das suas acusações infundadas! As zonas de aberração estão sem guardas! Armus sofrerá por causa da arrogância da sua família!
— É mesmo?— Primus sorriu geladamente. — Então me diga, querido enviado… você vai nos responsabilizar? Mostre como planeja fazer isso.
Pela primeira vez, Gyros hesitou. Seus olhos dispararam em direção a Orobas.
— Orobas! Você está ouvindo? Sua família está se rebelando?— sua voz tremeu de esforço.
Porém, Orobas não respondeu. Apenas encarou Primus, com fogo brilhando em seus olhos.
Primus riu e deu um passo mais perto no ar. As chamas queimaram intensamente ao seu redor.
— Gyros… parece que você esqueceu de algo importante.
Ele abriu os braços largos.
— O Rei Demônio se tornou Rei após esmagar os crânios de vários enviados. Quando seu mundo foi ameaçado, assim como Armus agora, ele devolveu a cabeça do enviado como aviso.
Gyros ficou pálido.
Primus não parou.
— Mas eu não me importo com sua vida.— fogo se espalhou pelo corpo dele numa explosão de chamas ardentes— Eu me importo com sua capacidade.
Na instantânea seguinte, ele se embrenhou em velocidade fulminante.
Surgeu bem na frente de Gyros, com o rosto a centímetros do dele, as chamas rugindo ao redor como uma coroa ardente.
— Prove hoje— sussurrou Primus— que você merece chamar-se enviado de Armus.
Primus não esperou Gyros responder.
Sua mão voou à frente, envolta em fogo rubro flamejante.
— BOOM!
Gyros tentou bloquear com o antebraço, mas o impacto o lançou para trás através do ar. Antes que o enviado pudesse respirar, Primus já estava lá, aparecendo através das chamas como uma fera em caça.
Gyros rugiu e finalmente empunhou sua espada. Uma lâmina negra comprida, vibrando com a essência do fogo comprimido. Ele cortou para cima. Rasgaram-se fendas no espaço, como um tecido sendo rasgado. Primus torceu para o lado, com as chamas seguindo seu rastro, e desceu sua própria espada num arco brutal.
— CLANG!
As espadas deles se chocaram, gerando ondas de choque pelo céu. Trocaram golpes rápidos, brutais, sem contenção. Cada impacto lançava faíscas e chamas. Cada passo de Primus rachava o ar. Gyros tentou se estabilizar, mas Primus não lhe deu nem metade de um suspiro.
O enviado conseguiu uma estocada no coração de Primus. Este afastou a lâmina com o antebraço, deixando a borda fazer uma ranhura superficial. Ele nem piscou.
— Você luta como um técnico— rosnou Primus, com a voz retumbando.
Seu joelho atingiu as costelas de Gyros.
— Crack—
O enviado arfou, com os olhos arregalados.
Primus agarrou a garganta dele, girou uma vez e o lançou para baixo.
Gyros se chocou contra o chão, escorregando por rochas e corpos destruídos até parar. Tossiu sangue, com o rosto diferente de descrença. Antes que pudesse se levantar, Primus desceu como um meteoro.
Ele pisou forte. O enviado mal rolou para o lado, enquanto seu manto pegava fogo na explosão.
A risada de Primus ecoou.
— Enviado de Armus? É tudo que você consegue oferecer?! Pelo menos finja que merece o título!
Gyros rangeu os dentes e forçou-se a se levantar, mas ficou claro para todos que observavam:
Primus dominava a luta.