
Capítulo 654
Meu Talento Se Chama Gerador
[Em algum lugar de Dragos]
[Ponto de vista de Zerathul — Lana, a nova esposa,]
Inclinei-me na cadeira, passando a ponta dos dedos distraidamente sobre a superfície de um pergaminho antigo. As runas brilhavam levemente, mudando de tom toda vez que minha Essência as tocava. Era interessante o suficiente para me manter entretido... mas não era empolgante. Raramente algo me empolgava em Dragos atualmente.
Uma batida suave foi ouvida na porta.
"Entre", falei sem olhar para cima.
A porta se abriu e Serana, minha acompanhante pessoal, entrou. Seus movimentos eram suaves, cada gesto treinado para demonstrar respeito sem parecer temerosa. Hoje ela usava um vestido preto ajustado que envolvia firmemente sua cintura e quadris antes de cair suavemente pelas pernas. Fitas finas cruzavam seus ombros, deixando a maior parte das costas à mostra, enquanto o brilho sutil de sua pele carmesim traçava padrões elegantes sob o tecido.
Seus chifres estavam polidos, seu cabelo prateado trançado cuidadosamente sobre um ombro, e seus olhos permaneciam baixos enquanto ela fazia uma reverência.
"Meu senhor", começou cuidadosamente, "uma ordem chegou do Conselho de Guerra. Eles solicitam sua presença na linha de frente."
Pausei no meio da leitura.
Na linha de frente?
Já?
Finalmente levantei os olhos para ela. "Não havíamos combinado seis meses de descanso? Já fazem... quatro." Meu tom ficou mais firme. "Seriam incapazes de contar ou simplesmente incapazes?"
Ela se mexeu nervosamente. "A situação na frente norte piorou. Sua dispensa foi... revogada".
Soltei uma respiração lenta e irritada. "Claro que sim." Fechei o pergaminho e o coloquei de lado. "O Conselho só se lembra de minha existência quando alguma desastre existencial bate à porta."
Ela engoliu em seco. "Tentei negociar—"
"Tentou?" Interrompi, aproximando-me dela. "Ou apenas repetiu o que lhe disseram e esperou que eu não questionasse?"
Ela corou. "Fiz o meu melhor, meu senhor."
Resmunguei, divertido apesar da irritação. "O momento deles é péssimo. Eu tinha planos para este mês." Meu olhar percorreu-a lentamente, apreciando o jeito em que sua respiração ficou ofegante. "Vários deles envolviam você."
O rosto dela ficou rubro. Sua respiração ficou ofegante enquanto meu dedo traçava a linha de sua bochecha. Puxei lentamente até parar pouco acima da borda do vestido dela, depois subi até descansar levemente contra seus lábios.
Ela engoliu em voz alta. Seus olhos nunca deixaram os meus.
Adorei aquela expressão... a mistura de fome e contenção. Sempre me divertia como até demônios disciplinados se deixam levar pelo desejo com tanta facilidade.
Mas então, uma centelha de Essência tocou meus sentidos.
Não qualquer pessoa. Ela.
A presença de Lana era inconfundível, vibrando com a fortuna roubada que carregava como perfume. Ela se aproximava do meu aposento com sua confiança habitual.
Sorri internamente e retirei a mão.
"Vá", falei em tom suave.
Serana piscou, confusa com a mudança repentina, mas fez uma reverência imediatamente. "Sim, meu senhor".
Ela saiu rapidamente, a porta se fechando logo atrás enquanto a aura de Lana pressionava o corredor como um vento frio.
Eu ajeitei a roupa, irritação fervendo no peito.
Se Lana vinha aqui sem avisar antes... então algo devia ter dado errado em Armus.
Devagar, sorri. Sempre gostava quando Lana precisava de minha ajuda. Pelo menos algo bom sairia desse dia irritante.
Ela entrou sem pedir licença, andando com sua confiança habitual. Apoiei-me novamente na cadeira e esperei. Ela vestia leggings pretas justas e uma blusa que mal cobria o necessário. Seus seios estavam quase 80% visíveis e balançavam enquanto ela entrava. Lana sempre sabia do efeito que tinha e nunca hesitava em usar disso.
Os saltos dela pararam de clicar a dois passos da minha cadeira.
"Meus planos em Armus saíram do controle", ela disse imediatamente. "Alguém interferiu. Preciso da sua ajuda para concluir a última fase do plano."
Fiz uma cara de ferido. "Isso é tudo que sou para você agora? Não uma esposa, apenas uma ferramenta confiável?"
Um brilho de machucado cruzou seus olhos. Seja real ou bem elaborado, eu nunca tinha certeza.
"Não é bem assim, Zerathul. Estou sobrecarregada com Armus e as linhas de frente. Planejava te visitar antes que acontecesse isso."
Assenti lentamente, fingindo aceitar a desculpa dela, e então me levantei e me aproximei. Pus o cabelo atrás da orelha dela, mantendo seu olhar.
"Mas não estou satisfeito com essa resposta", murmurei. Minha mão deslizou pelas costas dela, traçando sua silhueta até os quadris. "Desde quando Armus passou a importar mais do que eu?"
Ela se mexeu levemente enquanto eu a puxava para mais perto.
"Você é a prioridade", ela sussurrou. "Tudo o que faço é para não te envergonhar."
Resmungo baixinho e me aproximo mais do ouvido dela, enquanto minha mão agarrava sua bunda firme por trás.
Ela tremeu enquanto meu sopro tocava seu ouvido e eu sorri com a reação dela.
"Lana", eu disse, em voz baixa, "e se eu te dissesse que quero você agora, não o problema que você trouxe até mim?"
Girei-a e a puxei contra mim, meu corpo pressionando firmemente contra as costas dela. Sua coluna se arqueou por reflexo enquanto eu me inclinava, meu fôlego deslizando lentamente pela curva do pescoço dela.
Ela tentou manter a voz firme. "Mas a situação é urgente—"
Começou a falar, sua voz quase inaudível, antes que eu a interrompesse, cravando os dentes no pescoço dela e mordendo-o. Minhas mãos se moveram e rasgaram completamente a roupa superior, expondo seus seios firmes ao ar enquanto eu começava a tocá-los.
"Sim, qual é a urgência?" perguntei, brincando com eles.
Arespiração dela ficou irregular.
"Preciso da sua ajuda para autorizar o enviado a solicitar apoio de Dragos", conseguiu dizer. "Oficialmente, será apresentado como uma tentativa de resolver uma disputa entre famílias."
"Considera feito", respondi. "Vou pedir para a Serana enviar a autorização."
Ela olhou para mim, com uma expressão de dúvida piscando. "O Conselho vai rastrear isso até mim se você autorizar diretamente. Você consegue lidar com isso?"
Sorri maliciosamente. "Se você consegue lidar com o que estou prestes a fazer com você", sussurrei, "eu posso lidar com alguns conselheiros irritados."
Puxei ela sem esforço e caminhei em direção ao quarto, ideias já se formando na minha cabeça sobre exatamente como planejava usar o tempo que ela veio implorando para conseguir.