Meu Talento Se Chama Gerador

Capítulo 538

Meu Talento Se Chama Gerador

O palácio ficou silencioso, exceto pelo forte trovão que ecoava no céu. Poeira pairava no ar, e por um momento tudo pareceu congelado pelo choque do que acabara de acontecer.

Então, o chão da sala do trono tremeu. A cratera se abriu e o Imperador emergiu do mandório de destroços. Ele aterrissou de pé, de frente para nós, a armadura rachada na couraça, sangue escorrendo dos lábios. Seus olhos estavam vermelhos de raiva, mas ele se manteve firme, forçando sua fúria a se transformar em uma máscara gelada.

Ele olhou fixamente para mim. "Quem é você?" perguntou.

"Meu nome é Bilhão Ironhart, e eu sou o guardião de Vaythos," respondi, com a voz calma.

"Guardião de Vaythos?" Odin repetiu, surpresa transparecendo em sua expressão, mesmo com a dor no rosto.

"Vim negociar com Sukra," eu disse, apontando para os Ferans congelados e os Grandes Mestres capturados, que pairavam atrás de mim. "Por sua parte com os Ferans," continuei, "e por se aliar a Saturno de Peanu, que se juntou aos Eternals, vocês são culpados. Vocês não são aptos para governar Sukra."

Os Grandes Mestres ao redor dele ficaram boquiabertos. Odin fechou o punho com força, as knuckles ficando brancas.

"Vocês têm duas opções," eu continuei, falando devagar para que todos ouvissem. "Primeiro: renuncie e torne-se vassalo de Vaythos. Segundo: morra, e Sukra se torne vassalo de Vaythos."

Ao terminar, até o trovão pareceu fazer uma pausa. O silêncio nos pressionou duramente.

O rosto de Odin se contorceu de fúria. "Desde quando você virou juiz do que é certo ou errado?" ele rosnou.

"Sou um Executor," eu disse. "É meu direito fazer o que acredito ser correto."

BOOM!!

Um relâmpago violeta dividiu as nuvens pesadas, banhando o céu com uma luz breve e intensa. Por um instante, tudo parecia roxo e irreal.

Odin cuspiu sangue e deu um passo à frente. "Que porra é um Executor? Não nos importa. Sukra é independente, e vamos defendê-la com nossas vidas."

Ele falava com convicção. Convicção perigosa. Senti cada Grande Mestre tenso, pronto para agir.

Uma voz ecoou na minha cabeça, a de Dante.

Calma, mas cortante.

'Garoto, o imperador pediu pra você negociar, não irritar eles. Nada de matar. Precisamos do Imperador vivo. O que diabos você está fazendo?'

"Ainda estou falando," eu disse em voz alta, sorrindo levemente enquanto cruzava os braços e encarava Odin. "Ainda não é hora de assinar sua própria sentença de morte."

Sua expressão se endureceu, mas eu continuei.

"Sabemos que você tem trabalhado com os Ferans e Saturno. Nesse front, Saturno morreu. Todos os Grandes Mestres dele também. Peanu agora serve sob Vaythos. Os Ferans estacionados lá desapareceram. Então, só permanece você."

Inclinei a cabeça, observando sua expressão. "Tem certeza de que não vai aceitar minha proposta? Avisarei dois minutos para conversar com seu conselho."

Os olhos de Odin arderam de raiva. Ele não respondeu.

Assenti e falei.

"Desça."

A palavra saiu da minha boca como uma ordem.

Um enorme relâmpago violeta rasgou as nuvens. A tempestade se enrolou sobre si mesma, então se abriu como se o céu tivesse se rompido. Do rift, desceu uma mão colossal, pura Essência e relâmpagos entrelaçados, queimando violeta contra o céu escuro.

Não era apenas grande. Cobria toda a capital.

Daqui até o horizonte, seus dedos se estendiam como pilares divinos, sombreando tudo abaixo. Torres, o palácio, os Grandes Mestres, todos pareciam insetos sob a mão de um Deus.

Parecia que o mundo todo prendia a respiração.

RUMBLE—

O próprio ar tremeu enquanto a palma começava a pressionar para baixo.

O peso não era apenas físico; era existencial. A capital gemia sob sua presença. As paredes do palácio se estilhaçaram. As ruas se rasgaram como papel. Os vidros de inúmeras torres quebraram em chuva de cacos que reluziam violeta sob a luz carregada.

Todos lá embaixo podiam sentir—a força sufocante de algo apocalíptico.

Todos os Grandes Mestres congelaram, com os olhos arregalados de incredulidade.

"Vossa Majestade!" eles gritaram, mas Odin não se moveu. Seus punhos tremiam, sua mandíbula travada enquanto olhava para a mão que caía.

"Você tem um minuto e quarenta segundos," lembrei suavemente.

Ele me encarou, respirando de forma irregular.

A mão continuou descendo.

'Garoto, o que você está fazendo?!' a voz de Dante rugiu na minha cabeça agora, já não calma, só alarmada.

A tempestade violeta rugiu enquanto a palma continuava a abaixar.

Odin não recuou. As rachaduras na armadura dele brilhavam em vermelho fraco. Ele me encarava através da tempestade, sem hesitar.

"Eu te avisei," eu disse em voz baixa, minha voz atravessando a luz do relâmpago. "Isso não é uma ameaça. É uma escolha."

Ele cerrava a mandíbula, o rosto contorcido entre raiva e incredulidade. Os Grandes Mestres atrás dele gritavam para que ele agisse, suas vozes quebrando sob a pressão que poderia esmagar montanhas.

A mão gigante descia ainda mais. O ar gritou. A capital tremeu.

"Vossa Majestade—!" um deles gritou, sua barreira já piscando, joelhos quase não sustentando.

Mas Odin não respondeu. Ele tentou se manter firme, agir como se não tivesse medo. Sua aura brilhou por um momento, brilhante e orgulhosa, mas se quebrou quase instantaneamente sob o peso esmagador da minha vontade.

A tempestade engoliu a cidade com luz violeta. As torres do palácio se curvaram. Raios cortaram o céu como veias de fogo.

Levantei levemente a mão, mantendo o olhar nele. "Faltam trinta segundos."

O olhar de Odin vacilou. Sua respiração se tornou pesada. Consegui perceber o momento em que sua vaidade se quebrou, apenas um lampejo, mas foi suficiente.

A sombra da mão escureceu, engrossou, tão próxima que seus relâmpagos tocaram as torres mais altas, derretendo suas cúpulas. O chão começou a tremer violentamente.

Então, finalmente—

"PARE!" ele gritou, com a voz se partindo sob a tensão.

O som rasgou a tempestade como uma ordem desesperada.

Sorrindo, bati o dedo.

A mão chiou ao parar de descer.

A mão gigante pairava, cobrindo toda a capital, vibrando com um poder contido. Com um movimento — um tremor — ela poderia destruir tudo.

A tempestade dentro da palma ainda rugia, envolvendo toda a cidade em um brilho violeta que parecia não querer desaparecer. Olhei para Odin através do nevoeiro.

"Qual sua escolha?" perguntei.

Ele rangeu os dentes ao falar. "Estamos prontos para nos alinhar com Vaythos... e aceitar seu acordo."

Concordei lentamente com a cabeça. "Boa escolha. Mas alguns de vocês precisarão vir conosco para Peanu, para encontrar o Imperador de Vaythos. E essa parte não é negociável." Meu tom não deixava espaço para discussão.

"Cavaleiro," chamei.

O ar atrás de Odin se torceu, e das rachaduras do espaço, tentáculos negros surgiram, vivos e retorcidos. Envolveram Odin e cada um dos dez Grandes Mestres, amarrando-os firmemente como cordas de sombra viva.

"Você luta, e morre," eu disse, voltando meus olhos para o último Grande Mestre que ainda permanecia livre, tremendo.

"Vamos levar os Ferans e deixar o resto aqui. Diga a eles o que aconteceu… e não tome decisões estúpidas. Da próxima vez, a palma não vai parar."

Seu rosto ficou pálido, mas ele assentiu rapidamente.

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