
Capítulo 501
Meu Talento Se Chama Gerador
Pó ainda pairava pesado no ar onde a imensa palma do gigante tinha esmagado o grupo de Grandes Mestres no chão. O crateras de impacto se estendia amplamente, as rachaduras se espalhavam como fogos de artifício.
Porém, a esperança morreu rapidamente.
O gigante se inclinou para frente, uma névoa de morte escorrendo de sua imponente forma como uma maré. Ele se agachou baixo e, com um movimento assustadoramente casual, estendeu a mão colossal até o crateras.
A névoa fervia violentamente, enrolando-se ao redor de seus dedos como serpentes, e quando a mão retornou, ela carregava duas figuras lutando, Grandes Mestres agarrados como bonecas quebradas. Seus Essências irromperam desesperadamente, mas a névoa os envolveu, abafando sua luz.
Ao mesmo tempo, o anão se moveu. Caminhou até o crateras enquanto pegava o martelo caído no meio do caminho. No instante em que chegou à borda, acertou um único Grande Mestre que tentava rastejar para fora dos escombros.
O martelo caiu como uma estrela cadente.
BUM!
A terra explodiu. O corpo do Grande Mestre simplesmente… cessou. Num instante, havia um homem, no outro, não restava nada além de uma mancha de Essência fragmentada devorada instantaneamente pela névoa.
Acima, o gigante apertou os punhos com mais força.
"Ahhh—!" gritaram os dois Grandes Mestres que ele segurava.
Mas o som foi cortado abruptamente ao serem sugados pela névoa de morte, que entrou em suas bocas, narizes e olhos. Seus corpos se contorceram violentamente, e em segundos, suas lutas enfraqueceram. Então, com um último estremecimento, caíram inertes.
A névoa fez o restante, despojando-os de tudo, deixando apenas armaduras e ossos que se transformaram em cinzas enquanto a corrupção os consumia.
Não consegui desviar o olhar.
Três Grandes Mestres se foram em poucos segundos. Suas vidas, força, engolidas e somadas aos monstros diante de nós.
"Arte do Trovão: Sol Vermelho."
Uma voz soou como um trovão através do campo de batalha, e senti meu peito apertar.
BUM!
O céu se partiu ao meio enquanto dois feixes de relâmpagos vermelhos desciam silenciosamente na tempestade. Cortaram as nuvens negras, rasgando-as ao meio, e o mundo tremeu como se os céus próprios estivessem se despedaçando. O ar rachava e se fragmentava, cada relâmpago descendo tão rápido que mal conseguia acompanhá-lo com os olhos.
Seus alvos eram claros. Os Fantasmas.
O gigante não hesitou. Recolheu seu braço colossal e atirou um golpe direto nos relâmpagos que caíam. O anão girou com velocidade sobrenatural, levantando seu martelo de guerra para encontrar o outro feixe.
As colisões foram ensurdecedoras. Faíscas vermelhas e negras chocaram-se, iluminando o céu. Por um instante, o mundo congelou, duas forças de poder e morte colidindo acima de nossas cabeças.
Então, o relâmpago venceu.
Os feixes se abriram em linha reta, atingindo os Fantasmas com força. O gigante cambaleou, forçado a ajoelhar-se, e seus olhos vermelhos brilharam mais fracos pela primeira vez.
O anão foi jogado contra o chão, desaparecendo em um craterão tão amplo que engoliu metade do campo de batalha. O chão tremeu, terra e pedra se levantando como ondas do impacto.
A voz do Imperador cortou a tempestade.
"Não recuem. Ataquem!"
Os Grandes Mestres rugiram, seu choque sendo abafado pela fúria. Avançaram como um só, lâminas e habilidades brilhando, tentando esmagar o anão enquanto ainda estava enterrado na cratera.
Mas então, uma voz mais fria que a própria morte entrou nos meus ouvidos.
"Você realmente acha que pode simplesmente me ignorar?"
Virei-me, os olhos fixos no outro lado do campo de batalha.
O líder dos Fantasmas estava lá, impassível, tranquilo, como se o caos ao redor não significasse nada.
Seu corpo envolto em névoa de morte, duas linhas vermelhas brilhando em seu rosto enquanto a terceira permanecia tênue. Ao seu redor, os guerreiros mais fortes do Império, todos exceto Dante, já o cercavam, armas erguidas, poder preparado para atacar.
"[Raio Solar: Veredicto Gêmeo!]" A voz de Cassian ribombou como um trovão.
Uma luz cegante irrompeu do céu. Dois colossal lanças de luz desceram rasgando a tempestade e abrindo as nuvens ao meio.
Arkás moveu-se logo depois, sua voz ecoando como um trovão.
"[Céu Colapsante.]"
O ar se partiu enquanto a Essência fluía. Relâmpagos e espaço se dobraram sobre si mesmos, condensando-se em um peso esmagador acima do Fantasma.
Então, o Imperador ergueu seu machado. Seu rugido sacudiu o campo de batalha, primal e bruto.
"[Arte do Trovão: Destruição Gêmea!]"
A arma cresceu em suas mãos, sua lâmina brilhando mais que o sol. De seu arco, saíram dois colossal relâmpagos—um vermelho, outro azul.
Eles se entrelaçaram como serpentes, envolvendo-se, enquanto avançavam gritando. Os golpes gêmeos rasgavam o ar enquanto se moviam.
Acima, o fogo do sol de Cassian rugia como julgamento. Pela lateral, a relâmpago que colapsava de Arkás se aproximava. E de baixo, o machado escindido do Imperador retumbava com destruição.
Três forças. Três Grandes Mestres no auge. Todos convergindo contra o mesmo inimigo.
E então…
O Fantasma levantou a mão. Devagar. Com calma. Como se estivesse afastando um fio de cabelo. Com um só dedo, traçou o ar.
"Corte."
Uma única palavra. Isso foi tudo.
Uma faixa negra surgiu, como tinta derramada no papel. Ela se lançou e tocou as forças que convergiam.
Não houve explosão, nem confronto ensurdecedor. Apenas silêncio. Os ataques foram apagados como velas numa tempestade, seu brilho desaparecendo até virar nada, enquanto a faixa negra os atravessava e seguia em frente.
As técnicas mais poderosas de três Grandes Mestres… apagadas como se nunca tivessem existido.
Ao meu redor, silêncio caiu. Até a tempestade acima parecia hesitar.
A voz do Fantasma rolou sobre nós, firme e fria.
"[Domínio: Floresta da Névoa Respirante.]"
Uma ondulação emergiu de seu corpo, espalhando-se pelo campo de batalha. A terra tremeu. Então, o próprio chão começou a respirar. Uma espessa névoa letal, sufocante, subia, espalhando-se como fumaça pelas fissuras invisíveis.
Antes que alguém pudesse reagir, o solo se rasgou. Tentáculos negros de névoa irromperam como raízes de um pesadelo, enrolando-se com velocidade assustadora para cima.
Arrastaram os Grandes Mestres que flutuavam acima, puxando-os para baixo antes mesmo que pudessem reagir. Seus corpos caíram ao chão com força que quebrou ossos.
Damian, o guarda de confiança do Imperador, brilhou com relâmpagos.
Seu corpo virou uma tempestade, chiar e queimar contra os tentáculos. Mas era inútil. As raízes se agarraram ainda mais forte, e num piscar, aLightning foi sugada. Seu aura vacilou, e o guerreiro poderoso foi esmagado ao chão como um criança.
Do outro lado, as sombras de Edgar se enrijeçaram e torceram, levantando-se como lâminas de defesa. Mas, antes mesmo de seu ataque tomar forma, os tentáculos de névoa de morte o envolveram. Seu poder foi roubado, consumido, deixando-o lutando, impotente em suas garras.
"No meu domínio, ninguém respira a não ser que eu permita." Sua voz estava calma.
"Diga seus adeuses."
Os tentáculos se apertaram, enrolando-se em cada Grande Mestre e levantando-os no ar como marionetes penduradas por fios negros. Seus corpos se contorciam, suas auras se inflamavam, mas era inútil.
Um a um tentaram invocar Essência desesperadamente para se libertar. As habilidades brilhavam por um breve momento, mas os tentáculos respiraram como feras vivas, devorando o poder antes que pudesse tomar forma. Quanto mais lutavam, mais rápido seu força era roubada.
A névoa de morte engrossou, sufocando o campo de batalha, cada respiração mais pesada que a anterior.
"É inútil," disse o Fantasma, sua voz quase gentil. "Lute o quanto quiser. No final, você me pertencerá. Deixe-me assimilar você… e juntos trilharemos o caminho da grandeza."
O Fantasma deu mais um passo à frente, então parou no meio do movimento.
"Hmmm?" Um som de questionamento escapou de seu capacete sem face, baixo e estranho. Sua cabeça inclinou-se levemente.
"Não disse que podia se esconder?"
Ele estaleceu os dedos.
Num instante, Dante apareceu, arrancado do espaço e forçado para o centro de seu domínio.
Ele estava de joelhos. A ferida no peito ainda sangrava livremente, e agora escorria sangue escuro pelos lábios.
Sua pele parecia pálida, os ombros curvados, e até parecia mais velho.
O Fantasma olhou para ele.
"Vou mantê-lo vivo. Tenho curiosidade sobre você."
Dante levantou lentamente a cabeça. Cada respiração era difícil, dolorida. Ele forçou um sorriso torto mesmo com sangue manchando os dentes.
"Claro… se você não morrer primeiro."
O Fantasma inclinou a cabeça novamente, como se estivesse divertido. Mas antes que pudesse falar, o campo de batalha tremeu com um grito agudo.
Um canto de pássaro perfurante cortou o ar, tão alto e claro que silenciou os rugidos de névoa de morte. Meu coração subiu até a garganta.
Então—BUM!
As nuvens, escuras e pesadas, se desfizeram. A névoa de morte acima foi completamente varrida como se uma mão divina a tivesse empurrado para longe.
Levantando a cabeça, com os olhos arregalados, senti algo que achava ter perdido retornar a mim. Esperança.
Lá, bem acima do campo de batalha, estava Billion.
Ele equilibrava-se nas costas de Silver, as asas da ave estendidas e brilhando com névoa carmesma. O longo casaco de Billion agitava violentamente com os ventos da tempestade. Seu cabelo, agora até os ombros, também vibrava com o vento, afiado e indomável, como o olhar em seus olhos.