
Capítulo 478
Meu Talento Se Chama Gerador
Fora, Saturn ergueu sua espada gigante sobre o ombro e falou com uma autoridade calma.
"Vamos."
Com isso, ele pulou na minha staff e avançou firme, voando direto pelo túnel sem hesitar.
Sorrindo de leve, também me lancei para a frente, aparecendo diretamente na parede de chamas voraz.
'[Domínio Absoluto].'
Conjurei o comando e, num piscar de olhos, meu domínio se espalhou por toda parte. O castelo, o cemitério, as muralhas, as chamas, cada pedra, cada suspiro de ar agora estavam sob meu controle.
Um por um, os grandesmestres seguiram a liderança de Saturn e correram pelo túnel, desembocando ao início do cemitério.
Os guardas de Saturn, trajados de preto, permaneceram próximos, formando um círculo apertado ao redor de seu imperador. Eles vasculhavam o ambiente com olhos afiados, seu entusiasmo evidente ao verem as muralhas imponentes e a fortaleza além.
Roland avançou com uma confiança ensaiada, embora eu sentisse a ansiedade escondida sob sua máscara.
Ele apontou na direção de Ragnar e Knight, com a voz firme:
"Majestade, esses são os animais guardiões de que falei."
O olhar de Saturno fixou-se em Ragnar, depois em Knight, estreitando os olhos.
"Você disse que eram dois."
Roland ficou parado por meio suspiro, surpreendido. Seus olhos varreram o campo de batalha novamente e só então perceberam Lyrate sentada em seu trono recém conjurado, uma presença impossível de passar despercebida.
"Nos… enfrentamos apenas dois deles," murmurou rapidamente, tentando disfarçar sua apreensão.
A expressão de Saturno aprofundou-se numa carranca.
"Então, dois deles eliminaram cinco grandesmestres e agora há um terceiro... uma estranha elfa."
O ar ficou pesado. Uma tensão percorreu os rostos dos grandesmestres presentes, seus semblantes se endurecendo.
Até mesmo os guardas de black shiftaram-se de leve, segurando suas armas com mais firmeza.
Mas então Saturno riu, um som baixo e retumbante que quebrou o clima de tensão. Seus lábios se curvaram num sorriso sutil.
"Isso está ficando interessante. No começo, pensei que você tinha armado uma armadilha para mim, Roland. Mas agora… parece que até você está surpreso."
Os olhos de Roland se arregalaram levemente, mas ele se esforçou para manter a compostura. Inclinou a cabeça e respondeu com firmeza, apesar de captar um traço de medo em sua voz:
"Não, majestade. Eu jamais ousaria," respondeu Roland, com uma voz baixa.
Saturno apenas voltou a rir, um som profundo e inquietante.
"Sou o imperador, Roland, não um tolo. Chega de papo... primeiro, temos uma situação para resolver."
Ele deu um passo à frente, sua espada gigante fazendo um arco amplo. O ar gritou enquanto uma gigantesca lâmina de vento se desprendia do movimento, voando direto na direção de Ragnar e Knight, que permaneciam firmes no centro do cemitério.
Ragnar bufou, sem parecer impressionado. Avançou um passo pesado e deu um soco. O impacto sacudiu o chão. Um estrondo ecoou pelo cemitério quando a lâmina de vento se despedaçou, dispersando-se em poeira e detritos.
Ele apoiou seu clube colossal no ombro, sua voz profunda retumbando junto com o trovão acima das nuvens.
"Agora me diga," Ragnar rosnou, "vocês vão me enfrentar um a um ou todos de uma vez?"
O lábio de Saturno se curvou numa carranca afiada.
"Animal arrogante. Porus, Karu!"
De imediato, dois dos maioresmestres mais fortes de seu grupo avançaram. Ambos eram velhos, mas o peso de seu poder enchia o ambiente, distorcendo o ar ao redor deles enquanto Essence crescia como uma maré furiosa.
Porus levantou a mão e traçou um círculo lento no ar, sussurrando uma invocação.
"Luz sem fim."
De dentro do círculo, uma andorinha ofuscante irrompeu — pura e poderosa. Ela cortou o ar como uma lança incandescente, indo direto ao peito de Ragnar.
Ao mesmo tempo, Karu apertou o punho, Essence fervendo ao seu redor.
Com um rugido, lançou um soco para frente. Ondas de choque se espalharam de seus nós dos dedos, e delas surgiu uma mandíbula colossal de fogo ardente. Ela se abriu em um rosnado de fera de chama e correu na direção de Knight, faminta por destruição.
O punho de Ragnar fechou-se, uma luz prateada florescendo ao seu redor como metal líquido. Seus lábios se curlaram para trás, e, numa frase baixa, murmurou: "Dispensa Zero".
Ele lançou o soco à frente.
Um punho colossal de brilho prateado explodiu para fora, espalhando-se pelo cemitério.
Ele acertou as duas invocações ao mesmo tempo — o feixe de luz ardente e a boca de fogo rugente — e, no instante em que se tocaram, ambos foram apagados como se nunca tivessem existido.
BOOM!!!!
O ar explode com um estrondo ensurdecedor, a onda de choque varando o chão, arrancando poeira e sacudindo cada pedra solta.
Porus e Karu recuaram cambaleando. Até Saturno estreitou os olhos.
Ragnar deu dois passos pesados à frente, cada pisada rachando o solo. Sua risada retumbou como trovão.
"Virem todos de uma vez, covardes!"
E antes que alguém pudesse reagir, sua silhueta se turvou. Ragnar sumiu num piscar de olhos, reaparecendo exatamente no centro da formação dos Guardas Pretos. Seu clube gigante varreu em um arco brutal, mirando direto na cabeça de Saturno.
Saturno gritou de fúria, uma raiva que explodiu do peito. Sua espada gigante se levantou num movimento desesperado, reluzindo, metal colidindo com metal.
O impacto atingiu.
BOOM!!!!
Um estrondo semelhante ao de uma montanha se partindo ecoou pelo cemitério. O chão cedeu, formando um amplo crater, enquanto Saturno foi arremessado de joelhos. Seu rosto distorceu-se de esforço, seus braços tremiam sob a pressão monstruosa.
Sorrindo amplamente, Ragnar se inclinou, sua voz carregada de zombaria.
"Você se acha um imperador?"
Antes que Saturno pudesse responder, a perna de Ragnar se levantou repentinamente. Seu joelho atingiu a mandíbula de Saturno com força brutal, fazendo a cabeça do imperador girar para trás. O corpo enorme de Saturno foi lançado como um boneco quebrado, caindo sobre as pedras rachadas e rasgando uma profunda fenda na terra.
Os Guardas Negros finalmente reagiram, seus olhos queimando de fúria. Todos avançaram, armas empunhadas, intenções assassinas a queimar.
Mas Ragnar já havia desaparecido.
Uma névoa carmesim começou a exalar do seu corpo, e ele atravessou o campo de batalha num borrão. Quando suas armas cortaram o ar vazio, Ragnar já estava na frente de Roland.
Antes mesmo de o homem poder respirar, a joelha de Ragnar atingiu seu peito.
O impacto foi instantâneo, absoluto. O corpo de Roland explodiu numa onda violenta de sangue e carne, fragmentos dispersando-se pelo ar como vidro quebrado. O som cortou o campo de batalha como um estalar de chicote.
E então o silêncio caiu.
Todos os grandesmestres e guardas negras pararam de repente. Olhos arregalados, respiração presa na garganta, ninguém ousou se mexer. A poeira foi suavemente caindo, assentando-se sobre o campo de batalha.
Só Ragnar permaneceu ereto, a névoa escarlate ainda saindo do corpo, seu sorriso se abrindo cada vez mais a cada batida do coração.
O próprio campo de batalha parecia conter a respiração.
O cadáver de Roland mal tinha se espalhado pelo chão quando Ragnar levantou levemente a perna. Então, com força repentina, deu um chute contra o chão.
Um estrondo profundo ecoou quando uma onda de energia estranha se espalhou pelo cemitério. A gravidade se distorceu e engrossou, puxando até os mais fortes grandesmestres para baixo, forçando seus joelhos a dobrarem sob a pressão repentina.
Saturno, que tinha sido arremessado a uma longa distância, se levantou novamente. Sua mandíbula sangrava, a poeira grudava na cabeça calva, mas sua espada gigante ainda firme na mão. Sua voz rugiu como um chifre de guerra.
"Todos juntos!"