Meu Talento Se Chama Gerador

Capítulo 437

Meu Talento Se Chama Gerador

[Talento Detectado]

[Talento em Mutação Detectado]

[Classe do Executor Detectada]

[Existência – Coração Nulo – Detectado]

[Correntes dos Caídos – Detectadas]

[Caminho de Aprimoramento do Talento Finalizado]

[Iniciando Aprimoramento do Talento…]

As notificações piscavam uma após a outra, e antes que eu pudesse sequer respirar, a atualização começava.

Um rasgo no espaço se abriu diante de mim, silencioso, mas absoluto. Do outro lado, só havia um vazio negro puro. Então, timidamente, um brilho alaranjado se espalhou na escuridão, como a primeira centelha numa noite infinita.

De dentro do rasgo saiu um pequeno núcleo, queimando com chamas fracas e instáveis de cor laranja. Parecia frágil, cheio de rachaduras, como se pudesse se partir a qualquer momento. Mas a presença que ele carregava congelou o mundo inteiro ao meu redor. A Essência ao meu redor parou de fluir. Minha respiração travou. Até meu coração ficou imóvel.

O núcleo flutuou mais perto, lento mas sem parar, até tocar meu peito. No instante seguinte, ele perfurou minha carne e osso, embutindo-se bem lá dentro, encaixando-se perfeitamente no centro do meu peito, como se sempre tivesse pertencido ali.

No momento em que repousou, uma onda de calor intenso atravessou meu corpo. Toda a Essência violeta que eu tinha gerado com esforço foi como se fosse convocada para o novo núcleo. Em um piscar de olhos, toda ela foi drenada, consumida.

Pulei em pânico por um instante, então vi o que ela estava fazendo. A Essência estava infiltrando-se nas rachaduras, preenchendo-as, curando-as. Lentamente, dolorosamente, as fissuras se fechavam, pedaço por pedaço.

Então, uma dor lancinante atravessou meu interior. Uma sensação de rasgo cortou-me por dentro enquanto sentia novos caminhos se formando, conectando o Núcleo de Geração, que tinha dentro do meu coração, a esse núcleo recém-nascido em meu peito.

Quando a dor recuou, a transformação estava completa. O núcleo não brilhava mais em laranja. Sua cor tinha mudado, agora era um violeta profundo, com chamas da mesma tonalidade que queimavam constantemente na sua superfície.

Um núcleo violeta, coroado por fogo violeta, agora flutuava no vazio do meu peito.

Mas não foi só isso.

Minha visão mudou, puxada para dentro, como se minha consciência fosse atraída diretamente para o núcleo. E o que eu vi deixou-me surpreso.

Não era apenas um núcleo. Era um mundo.

Ao contrário do Coração Nulo, que era um vasto vazio negro onde residiam meus núcleos de invocação, esse era um reino imerso em luz violeta. Massas de terra flutuavam lá dentro—não, não eram massas de terra. Eram ilhas, flutuando na extensão violeta. E haviam oito delas.

Conforme eu observava, as ilhas começaram a mudar. Seus contornos tremiam, e do centro delas eruptavam vulcões enormes que se erguiam ao céu. Cada vulcão jorrava não magma, mas manifestações de poder, Essência tão densa que distorcia o próprio ar ao redor.

A recognition me atingiu como um relâmpago. Eu podia senti-los. A familiaridade era inquestionável.

Não eram apenas ilhas. Eram minhas Leis.

A primeira ilha rugiu com um vulcão imponente que lançava fogo tempestade, arcos de relâmpagos e chamas torcendo-se juntos numa beleza violenta.

Outro entrou em erupção com destruição elemental pura, fogo, gelo e terra colidindo em explosões caóticas — minha Pequena Lei de Convergência Elemental.

Uma após a outra, as ilhas despertaram, cada vulcão refletindo uma Lei que eu tinha compreendido. Pulsavam em harmonia comigo, como se sempre tivessem sido parte do meu corpo, esperando apenas por um recipiente forte o suficiente para abrigá-las.

Mas havia algo mais. Os vulcões não ficavam calmos. Continuavam a tremer, cada um estremecendo como se estivesse lutando contra seus próprios limites. De tempos em tempos, ondas de vibração percorriam meu mundo interior, sacudindo tanto os vulcões quanto o núcleo brilhante no centro.

Então aconteceu.

Um após o outro, os vulcões ao redor do meu mundo começaram a se agitar em uníssono, seus picos brilhando como corações de magma que finalmente haviam se aberto.

A pressão aumentou até que o primeiro explodiu, liberando uma explosão cegante de azul radiante. A força se elevou em uma coluna violenta, sacudindo o ar ao meu redor.

E antes que eu pudesse entender, outro vulcão entrou em erupção. Depois outro. O som era ensurdecedor, como o rugido da própria Terra.

Logo, todo o horizonte brilhou com essa mesma luz feroz. Oito pilares de energia azul pura subiram ao céu, explodindo dos picos e inundando tudo ao redor com seu brilho.

Foi uma visão que tirou minha respiração. Como se meu mundo interior tivesse escolhido despertar, abandonando seus limites e liberando todo seu poder.

Então, sem aviso, as fontes de luz se curvaram para dentro, como se atraídas por uma força invisível. A energia radiante se despedaçou em incontáveis partículas azuis, cada uma vibrando com vida, que se lançaram para baixo numa única direção.

Era como se uma grande força de sucção se abrisse, puxando toda essa energia para si.

Segui com os olhos bem abertos enquanto o fluxo de partículas corria direto para o núcleo gerador, pelos caminhos recém-formados. A conexão foi instantânea,inequívoca.

Meu peito afrouxou ao ver aquilo acontecer e percebi a implicação.

Antes que eu pudesse respirar de novo, minha visão oscilou. A imagem do núcleo se quebrou como vidro, e me senti puxado para trás, afastado de suas profundezas como se uma mão invisível tivesse decidido que eu tinha visto o suficiente.

A frente, a ruptura no espaço foi se fechando lentamente. Parecia um olho—atento, cauteloso—que se fechava após garantir que tudo estivesse em ordem.

[Aprimoramento do Talento Concluído]

[Síntese Completa]

[Boa sorte :)]

Fiquei imóvel. Encarei com atenção. Tinha certeza de que tinha lido aquilo certo?

“Boa sorte?” murmurei baixinho, inclinando a cabeça. “Desde quando você distribui bênçãos… com emojis?”

Arranquei a cabeça, mais confuso do que nunca. Nenhuma resposta veio. Nenhuma explicação oculta. Apenas silêncio.

Outro suspiro pesado saiu de mim, longo e carregado. Finalmente olhei para baixo. Minha camisa tinha sido rasgada de novo, deixando-me sentado com as pernas cruzadas e o peito nu — como sempre após essas chamadas “atualizações”.

Mas, pelo que pude perceber, não houve mudança alguma. Meus braços, meu torso, minha pele, tudo parecia igual.

[Habilidade Upada]

Pisquei enquanto o texto se reformulava.

[Corpo de Ápice – II (Passiva) → Corpo de Ápice – Transcendente (Passiva)]

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