
Capítulo 327
Meu Talento Se Chama Gerador
Estava ali com North, mas havia mais alguém conosco — Dante.
— Por que você está em todo lugar, velhote? — Murmurando baixinho.
Ele respondeu rapidamente, quase sem pensar.
— Porque não há ninguém como eu.
Ironizei, then segurei a mão de North.
— Vamos — disse.
Ela sorriu e assentiu.
Fiz um gesto com a mão, e um portal cintilante se abriu, nos levando de volta ao reino.
A reunião com o Imperador durou quase duas horas. Não me contaram tudo, mas deixaram bem claro meu papel: assumir o controle total do reino. E para lidar com o Gran Mestre Hugh, tinham enviado Dante conosco.
A ordem do Imperador foi clara... ao pôr do sol, os Holts deveriam deixar de existir.
Todos nós entramos no portal e chegamos exatamente fora do castelo, na ilha flutuante.
— Ah, isso aqui... parece... interessante — murmurou Dante.
De repente, Azalea apareceu bem diante de nós, seus olhos fixando Dante. Pela primeira vez, ele não estava escondido — mas ainda usava uma estranha máscara: uma velha com cabelos brancos, roupas fluidas, rugas e até um bastão.
Azalea ficou observando por um momento, depois comentou: — Uma máscara.
Dante sorriu de leve. — Nada disso.
Revirei os olhos e me virei para Azalea.
— O Steve já acabou?
Ela olhou para mim e assentiu.
— Sim. Ele terminou ontem à noite. Está treinando sem parar na floresta para se adaptar às melhorias.
Levei uma sobrancelha. — Pensei que precisaria de descanso após o procedimento.
Ela balançou a cabeça.
— Deveria, mas recusou.
— Onde ele está agora? — Perguntei.
— Dentro. Dei a ele o mesmo banho de Vitalidade que preparei para você.
Senti a mão de North apertar a minha com força.
Rapidamente, esclareci: — Ah, você quer dizer a piscina com essência de vida adicionada?
Azalea assentiu.
Olhei para North e apresentei-os.
— North, essa aqui é Azalea — falei. — Era sobre ela que te contei. Azalea, essa é North Winter, minha namorada.
Azalea sorriu calorosamente para North.
— Prazer em conhecê-la.
North devolveu o sorriso.
— Prazer também.
Depois de trocarmos algumas saudações formais, todos entramos no castelo juntos, os grandes salões ecoando suavemente com nossos passos. Assim que cruzamos a porta, Azalea desapareceu sem dizer nada — certamente foi contar para Steve que chegamos.
Dante, ainda disfarçado de uma velha com cabelos brancos e bastão, demorou a olhar ao redor. Seus olhos vasculharam as pinturas intricadas e as gravuras elaboradas que adornavam as paredes, imagens de Nagas se retorcendo em pedra e ouro.
Ele falou baixinho, quase para si: — A raça Naga é incrivelmente poderosa, não só nesta galáxia, mas na Galáxia Prime toda. Seu conselho de anciãos guardiões está entre os dez seres mais fortes de todo o universo.
Levei uma sobrancelha surpresa. — Entre os dez mais do universo? Isso é difícil de imaginar. Uma força assim deve exigir um poder quase divino.
Dante sorriu de leve. — Quase divino, é. A força deles é algo que poucos conseguem compreender.
Antes que eu pudesse responder, o som de passos se aproximando preencheu o salão. Steve apareceu, caminhando com firmeza, e logo depois Azalea voltou ao seu lado.
Imediatamente, usei meu Psynapse para escanear a presença de Steve.
[Steve Harper — Nível 137]
'Mais rápido do que eu esperava.'
Seu corpo físico tinha mudado bastante. Estava quase quatro polegadas mais alto e mais largo nos ombros. Veias nos braços brilhavam suavemente, alternando entre prata e cinza, pulsando com essência. Mas o que mais chamava atenção era a borda afiada, quase cortante, da essência que irradiava de seu corpo — era intensa, como uma lâmina polida até a perfeição.
Não pude deixar de sorrir de lado. — Parece que você sobreviveu ao procedimento.
Steve bufou, lançando um olhar desafiador para mim. — Sei que você não queria que eu sobrevivesse.
Sem aviso, Dante apareceu na frente de Steve, com a cara disfarçada de velha estudando-o com atenção. Steve, instinctivamente, deu um passo atrás, a tensão na voz. — Quem é você, velhota?
Os olhos de Dante brilhavam de curiosidade enquanto observava cuidadosamente Steve. — Fascinante. Ainda não está totalmente pronto, mas o potencial aqui é inegável.
Observei a troca, sentindo uma quieta excitação crescendo dentro de mim. Finalmente, Steve tinha algo novo que o diferenciava dos outros — e que poderia desenvolver ainda mais.
bateu uma palma com força, alto o suficiente para chamar atenção de todos.
— Ok, Steve — esta próxima parte é para você. Recebemos a ordem de atacar a base dos Holts neste reino e tomá-la hoje mesmo.
Seus olhos se arregalaram de surpresa. — Assim, tão rápido?
Assenti. — Sim. Os Ferans chegarão em breve, e não podemos deixar os Holts à solta quando isso acontecer. Vamos primeiro lidar com eles.
Quando mencionei os Ferans, vi toda a expressão dele mudar. As sobrancelhas franziram, a mandíbula se apertou um pouco. Sentia a raiva crescendo nele, a lembrança do que a Ana fez ainda fresca em sua mente.
— E o Grande Mestre deles? — Perguntou, agora com a voz mais séria.
Indiquei casualmente para Dante, que permanecia um pouco de lado, com sua disfarce ridículo de velhota.
— Este… venerável elo irá lidar com ele.
Steve olhou para Dante, piscou uma vez, e voltou o olhar para mim, desconfiado se eu estava brincando.
Fiquei sério.
Ele fez uma cara feia. — Então, qual é a missão? Vamos capturá-los ou…
— Matar — cortei antes que terminasse, fixando o olhar nele.
Não havia espaço para dúvidas, nenhuma suavidade na minha voz. Não era questão de vingança — era guerra, e guerra não oferece segunda chance.
Dante virou-se e olhou para mim com seu rosto enrugado e olhos afiados. — Vou explorar o reino e a base deles primeiro — disse com calma. — Antes de começarmos, te encontrarei.
Assenti.
Sem mais palavras, desapareceu.
Steve observou o lugar onde Dante estivera, depois voltou-se para mim. — Só nós três?
Encostei. — Eu basta. Se quiser me acompanhar, não vou te impedir.
Ele bufou, mas não insistiu. Ambos sabíamos que eu não estava errado.
Então, sua voz ficou mais séria, os olhos estreitando-se. — E aqueles dois contratados do Feran que ouvimos falar? Especialmente o irmão da Ana?
Encarei seu olhar e falei claramente. — Eles não estão no reino. Estão dentro do Império mesmo.
Ele sorriu nervoso.
— Por isso mesmo precisamos tomar o controle de todos os portais de teletransporte assim que atacarmos a base dos Holts — continuei. — Não podemos deixar uma mensagem escapar. Ninguém de fora do reino pode saber o que está acontecendo aqui.
Ele assentiu lentamente, compreendendo o peso do que eu dizia.
Por fim, virei-me para Azalea. — Azalea, obrigado. Por tudo. Especialmente por ajudar na transformação do Steve.
Ela sorriu suavemente, com os olhos doces. — Não é nada comparado ao que você fez por mim.
Flutuando um pouco mais perto, sua voz baixou com sinceridade. — Se você não tivesse entrado, eu teria morrido neste reino ou, pior, virado uma cobaia. Sou eternamente grata por sua ajuda, Bilhão. E como já disse, estarei esperando sua chegada no meu mundo.
Assisti com firmeza. — Vou ir. Prometo.
Ela então virou-se para North, com um olhar brincalhão, um sorriso de provocação nos lábios. — Melhor fazer ele se apaixonar por você, garota. Depois que ele sair daqui, vai ter concorrência — muitas garotas bonitas vão correr atrás dele.
North piscou, surpresa com a brincadeira. — Eu… Eu não— — gaguejou.
Não pude deixar de rir, coçando a nuca enquanto olhava entre elas.
Perguntei para Azalea: — Você vai embora agora?
Ela confirmou com a cabeça. — Usei mais força da alma do que devia ajudando o Steve. Preciso descansá-la para a viagem de volta para casa.
Ela começou a flutuar lentamente para trás, e então acenou com a mão. Um vórtice giratório se abriu ao seu lado, e de suas profundezas emergiu um núcleo de vidro translúcido.
Seu corpo brilhou, com a luz se espalhando das mãos primeiro, depois dos ombros, enquanto sua forma começava a se desintegrar em partículas luminosas. Essas partículas esvoaçavam suavemente em direção ao núcleo, envolvendo-o como fios de névoa prateada.
Fiquei em silêncio, observando.
Sua voz chegou, suave e abafada, como um sussurro.
— Adeus, Bilhão.
A última faísca de luz desapareceu no núcleo, e uma suave pulsação percorreu o ar. A esfera de vidro flutuou por um momento, quase como se olhasse uma última vez para nós, antes de escorregar de volta pelo vórtice. O portal giratório se fechou silenciosamente, com um suspiro.
E então ela desapareceu.