
Capítulo 276
Meu Talento Se Chama Gerador
Virei-me e olhei para o segundo grupo de soldados de Névoa de Morte.
Azalea já estava no meio deles, cortando as fileiras como uma foice corta a grama.
Suas raízes surgiram do solo achatado — longos tentáculos grossos, cobertos de espinhos, que envolviam os inimigos formados pela névoa e os esmagavam com força violenta.
Explosões estouraram do chão enquanto o pó brilhante de suas raízes incendiava-se, explodindo tudo ao redor em rajadas rítmicas.
Desviei o olhar do carnage e inclinei minha cabeça para o céu.
O castelo ainda flutuava bem acima, sombrio e imóvel. Sua forma era sólida, suas paredes entrelaçadas com Névoa de Morte tão densa que parecia física.
Sem mais dedos. Sem mais exércitos. Ele simplesmente pairava ali, pulsando silenciosamente como se estivesse respirando. Apesar da batalha que acabamos de travar, a quantidade de Névoa de Morte ao seu redor não diminuiu — nem um pouco.
Franzi as sobrancelhas.
Saltei para o ar e aterrissei nas costas de Silver, enquanto ele voava em direção a Azalea. O campo de batalha atrás de nós agora estava silencioso, coberto de névoa dispersa e chão quebrado. Ela terminou de eliminar o último de seu grupo com uma rajada de luz verde, e então se levantou do chão, flutuando até nós.
Eu perguntei diretamente.
"Devemos subir lá agora?"
Ela demorou a responder. Seus olhos estavam fixos no castelo, estreitos de cautela. Após alguns segundos, ela finalmente falou, com uma voz baixa e séria.
"Não. Acho que, se fizermos isso… nosso fim será muito, muito ruim."
Minha expressão virou uma leve carranca e esperei que ela continuasse.
Ela cruzou o olhar comigo, com o tom grave.
"Querem que a gente vá até lá. Aquele lugar — não é mais só a fonte da Névoa de Morte. É uma armadilha. A densidade de Névoa de Morte lá em cima é surreal. Se chegarmos perto demais, ela pode sufocar nossa Essência. Matá-la. E, aí, quando isso acontecer…"
Assimilei, entendendo a conclusão não dita.
Seríamos impotentes.
Meus olhos voltaram para a fortaleza flutuante. Azalea estava certa — a quantidade de Névoa de Morte reunida ao redor dela não era natural. Só de estar perto, provavelmente, minha Essência seria suprimida, meu domínio sobrecarregado, e a maioria das minhas habilidades se tornaria inútil.
Mesmo assim, eu precisava de uma solução.
As ideias giravam na minha cabeça como uma tempestade.
Não podia usar [Rayo de Singularidade], era poderoso, mas consumia minha Essência rapidamente, e contra algo daquele tamanho, seria como jogar pedrinhas em uma montanha.
Mesmo se eu utilizasse minhas habilidades mais fortes de alvo único, o Fantasma provavelmente absorveria o impacto ou escaparia na Névoa de Morte.
Olhei para Azalea, uma ideia se formando.
"Não vamos lá para lutar — entendo," eu disse. "Mas… e se a gente simplesmente colidir com ela?"
Ela piscou, surpresa com a sugestão. Mas então, os olhos dela se iluminaram com a realização.
"Você quer dizer um ataque cinético em força total?"
"Exatamente."
Ela assentiu lentamente, um sorriso astuto surgindo em seus lábios. "Isso pode dar certo."
Com isso, mandei Silver de volta ao núcleo. Continuei flutuando no ar, com as asas se estendendo atrás de mim.
Franzi os olhos para a fortaleza flutuante.
"Certo," eu falei, com a voz calma, mas afiada, "você consegue fazer alguma coisa para distrair ela? Tenho certeza de que ela está nos observando."
Azalea acenou com uma cabeça e voou em direção ao castelo.
Virei as costas, as asas se cerrando atrás de mim, e desci ao chão.
O ar ribombou quando Azalea ergueu as mãos em direção à fortaleza flutuante. Raízes se enrolaram de seus braços, fundindo-se em uma lança gigante de madeira comprimida e pólen, grossa como um tronco de árvore e pulsando com luz dourada.
Então, outra lança se formou ao lado da primeira, idêntica em tamanho e comprimento.
E depois mais uma.
Em pouco tempo, onze delas ficaram lado a lado, alinhadas perfeitamente.
O ar ao redor dela ficou imóvel — justo antes de ela falar numa voz baixa.
"[Execução Verde: Espinhos do Céu]."
De repente, as lanças dispararam para cima como mísseis, deixando um rastro de pólen brilhante atrás de si.
Elas atingiram a Névoa de Morte ao redor do castelo, e imediatamente, a névoa reagiu. Revolveu-se violentamente, espiralando para dentro, formando um vórtice parecendo uma barreira para absorver o impacto. As lanças explodiram no ar, lançando pólen dourado que começou a explodir contra a névoa, e pedaços dela recuaram.
Aquele era meu momento.
Pus um pouco de ar pra fora lentamente, sussurrando.
"Nó 3, ative."
Meu corpo se acendeu de dentro para fora. O terceiro símbolo na base da minha coluna ativou-se. Ossos se apertaram. Músculos se enrolaram. Minha Psissinapse expandiu-se para fora, envolvendo cada partícula que pudesse perceber.
Uma enxurrada de estatísticas inundou meu corpo ao sentir uma força imensa atravessando-me.
Minha concentração se concentrou ainda mais.
E primeiro, ordenei que meu domínio reduzisse o atrito do ar. Depois, modifiquei as correntes de vento ao redor. E, por fim, diminui a gravidade sobre mim em 50%.
O mundo se distorceu. A resistência ao redor do meu corpo desapareceu. Sentia-me mais leve que o ar, com o vento me impulsionando para frente, ao invés de me segurar para trás. levantei voo — diretamente para cima — deixando atrás de mim apenas uma faixa violeta. O castelo encolheu abaixo de mim, enquanto escalava o suficiente para alcançar o que queria.
Então, fiz uma pirouette no ar.
E mergulhei.
O ar se separou ao meu redor. Rumores sônicos ecoaram atrás de mim, enquanto minha velocidade quebrava todos os limites que eu conhecia. Minhas asas se fecharam atrás de mim, e minha bengala pulou à frente, seu eixo vibrando violentamente com Essência comprimida.
A Essência violeta revestia a bengala, ondulando e endurecendo como uma armadura. Então, antes do impacto, susurre mais um comando.
"[Jardim da Morte]."
Meu domínio respondeu imediatamente. Um espaço selado foi formado ao redor do castelo, e dentro dele, flores feitas de Essência começaram a desabrochar — uma após a outra.
Então, as explosões começaram. As flores se formaram a cada batida, e explodiram na seguinte.
E então, eu atingi.
O impacto foi catastrófico.
A minha bengala atravessou a fortaleza de Névoa de Morte primeiro, rasgando-a como pano molhado. Depois, a ponta bateu na barriga da fortaleza. Essência violeta explodiu para fora numa espiral em flor. A névoa uivou enquanto rachaduras percorriam a superfície do castelo.
BOOM!
Uma explosão ensurdecedora irrompeu. Névoa de Morte se espalhou e dispersou. Um pulso de força saiu em todas as direções enquanto toda a estrutura tremia com a colisão. Continuei empurrando para baixo, aprofundando a penetração da bengala, com Essência ainda jorrando de mim em ondas.
O céu tremeu e a névoa gritou.