
Capítulo 119
Meu Talento Se Chama Gerador
O mutante de nível 37 gemeu, cambaleou até ficar de pé e rosnou enquanto mancando se aproximava dos outros dois. Meu coração acelerava, ansioso por aquele momento.
Só mais um pouquinho.
Quando ele chegou exatamente no ponto que eu precisava — eu agi.
Me abaixei rapidamente.
Depois, saltei.
Voei alto acima da batalha, atingindo o ponto máximo da minha elevação. Minha mão direita deslizou até a ponta do bastão. Meu olhar fixou-se nas três Abominações feridas lá embaixo: uma de pé, duas quase mortas.
Respirei fundo.
"Blitz Hakai."
A força inundou meu corpo, jorrando para o meu braço direito.
Girei no ar, meu tronco torcendo como um molinete. Minhas costas arqueadas, minhas omoplatas recuando enquanto minha mão direita agarrava a ponta do bastão.
Então, com um baita rugido, balancei.
Todo o corpo virou uma fúria, a velocidade saindo do núcleo para o braço. Minha coluna se endireitou instantaneamente, os músculos contraindo-se em perfeita sequência enquanto a arma descia de uma só vez.
Como um chicote cortando o céu.
O golpe acertou nada além do ar, bem acima da cabeça do nível 37.
Mas isso era tudo que precisava.
A velocidade do movimento comprimiu o ar, transformando-o numa explosão concentrada.
BOOM!
A rua inteira explodiu.
Uma coluna de ar comprimido estourou no impacto, destruindo tudo abaixo dela. poeira e destroços voaram em storm de violência.
O nível 37 nem sequer gritou, seu corpo foi destruído no impacto.
As duas outras Abominações, já destruídas, foram esmagadas pela pressão, os ossos quebrando como galhos secos antes que seus corpos fossem completamente destruídos.
Quando a poeira assentou, resteve um enorme crateras.
Silêncio predominou.
Pousei na borda da destruição, apoiando o bastão no ombro.
Novas notificações soaram e eu conferi.
[Subiu de Nível!]
[Subiu de Nível!]
[Subiu de Nível!]
[Subiu de Nível!]
[Subiu de Nível!]
[De Nível 27 para Nível 32]
Sorrindo, virei-me e levantei a cabeça para observar a cúpula tremeluzente acima de mim. Além dela, o céu noturno se estendia vasto, as estrelas brilhando na escuridão.
"Que momento perfeito para esmagar e explodir."
Uma onda de calor pulsou no meu peito enquanto meu núcleo gerador trabalhava para absorver a energia ao redor, o ritmo firme, mas crescendo.
Ampliei minha percepção, focando na Essência que girava no ar. Ela fluía em padrões caóticos, enredada em diferentes elementos. Fogo alfinetava algumas áreas, ardendo intensamente e descontroladamente, enquanto em outras a terra pesava, pressionando como uma força opressora.
Segui as correntes de Essência em movimento, caminhando, aproveitando para observar o silêncio por alguns instantes.
Logo, cheguei a uma área aberta.
Não havia construções, apenas destroços — alguns quase esmagados, espalhados por ali. O chão se estendia por quase 500 metros, completamente livre de qualquer estrutura.
De repente, parei.
Algo estava errado.
Senti isso.
Ampliei minha percepção, tentando entender por que meus sentidos estavam disparando. Meu aperto no bastão se intensificou enquanto escaneava ao redor, os pelos na nuca eriçando-se.
A Essência fluía na área com uma calmaria estranha.
Os elementos pareciam imóveis, quase parados demais.
Não havia vento, poeira, destroços flutuando no ar—nada que indicasse vida ou movimento.
O mais estranho era que eu não conseguia detectar nem uma única Abominação visível, mesmo estando num espaço aberto. Quinhetos metros de vazio. Só isso já parecia errado para mim.
Fiquei ali por mais uns dez minutos, tentando entender o que tinha de errado.
Forçei meus sentidos, mas nada vinha à mente. Nenhum movimento. Nenhuma mudança no fluxo de energia. Só aquele silêncio estranho me cercando.
Frustrado e cada vez mais cauteloso, dei um passo atrás, peguei uma lasca de pedra rachada entre os destroços e joguei na direção do espaço aberto. Ela voou e caiu com um baque surdo no chão.
Ainda assim, não houve reação.
Olhei fixamente à minha frente, sentindo o peso daquele silêncio me apertar.
Encolhendo os ombros, murmurei baixinho.
"Tudo bem. Vamos ver o que você tem."
Então, ativei [Impulso Psynapse], canalizando Essência na minha arma para aumentá-la de peso.
Um foco intenso se estabeleceu em mim, e pude sentir a mudança nos meus músculos, a consciência ampliada que vinha com o impulso.
Respirei fundo e avancei novamente, desta vez com mais propósito.
Crusei a área, meus passos lentos e atentos.
Minha percepção permaneceu aberta, cada detalhe do ambiente sob escrutínio. Observei o mundo ao meu redor enquanto monitorava a fluxo de Essência, procurando por qualquer coisa escondida ou distorcida.
Se passaram dois minutos enquanto eu avançava mais, meus olhos se movendo de um lado a outro, vasculhando o vazio.
'Será que errei?' pensei, dúvidas crescendo na cabeça.
Talvez não houvesse nada ali. Talvez fosse apenas um truque dos meus sentidos.
E foi então que percebi que tinha cometido um grande erro ao achar que tudo estava calmo.
Era um sinal vermelho.
Na minha visão, a Essência ao meu redor de repente ficou selvagem, seu fluxo antes tranquilo agora em completo caos.
Era como se um oceano pacífico de Essência tivesse sido perturbado por uma criatura gigante emergindo das profundezas, seu poder chocando e distorcendo tudo ao redor.
Antes que pudesse entender completamente o que estava acontecendo, uma força me atingiu em cheio.
Não tive tempo de reagir. O impacto foi como um martelo batendo. Meu corpo foi lançado pesadamente ao chão, com um estrondo ensurdecedor.
Os destroços ao meu redor voaram, ainda mais esmagados sob o peso da batida.
Pisei na terra de bruços, sentindo que tinha sido magnetizado ao solo, incapaz de me mover ou resistir.
Meu corpo pesava, pressionado por uma força invisível. Minhas costas e ossos gemeu sob aquela pressão imensa, quase insuportável. Minha mente voou, tentando entender o que acontecia.
Então, caiu a ficha.
Gravidade.
"Porra, gravidade", murmurei comigo mesmo, a compreensão finalmente chegando.
Era uma força que nunca tinha enfrentado na sua forma mais intensa, uma força esmagadora me puxando para a terra como um ímã.
A energia ao meu redor não era só caótica; ela estava dobrando o tecido do espaço, distorcendo o fluxo natural da Essência.
Senti o peso de tudo isso, me empurrando cada vez mais fundo no solo, como se a própria terra tentasse me engolir inteiro. Cerrei os dentes, focando toda minha energia para permanecer inteiro.
Não tentava me levantar — ainda não. Meu objetivo principal era evitar ser esmagado. Arrastei as mãos pelo chão, empurrando-as para segurar meu corpo, evitando que achichovasse como um mosquito achatado.
Cada movimento parecia lento, como se meus músculos estivessem passando por uma calda grossa.
Cada respiração era uma luta, o ar pesado e opaco, dificultando a inalação. A pressão era insuportável, mas lutei contra ela, agarrando-me ao pouco de força que tinha.
Meu corpo continuava preso ao chão, cada segundo parecendo uma eternidade enquanto a gravidade insistia em me esmagar.
Lutei contra o peso esmagador, minha mente procurando uma saída. Cada músculo e osso gritavam sob a pressão, mas não podia ceder ao pânico. Tinha que pensar.
Comecei canalizando alguma Essência pelo meu corpo, concentrando-me em fortalecer músculos e ossos, o suficiente para resistir à força que me prendia.
Justamente quando tentava desesperadamente pensar numa solução, a força esmagadora sumiu de repente.
Sorri aliviado e tentei me levantar, mas foi um erro. A gravidade começou a enfraquecer lentamente, e meus olhos se arregalaram de surpresa.
Estendi a mão em busca do meu bastão, mas fui rápido demais. Ele flutuou para longe de mim, e senti meu corpo elevar-se, subindo junto com os destroços ao redor.
"Você tá brincando comigo, né?"