Meu Talento Se Chama Gerador

Capítulo 51

Meu Talento Se Chama Gerador

Avançei rapidamente, meus olhos fixos nos quatro [Orcs Flamejantes] à frente.

Cada um se elevava sobre mim, seus corpos massivos brilhando em vermelho devido à energia derretida que fluía em seu interior.

Em suas mãos, seguravam clavas rochosas e pontiagudas, armas brutais destinadas a esmagar tudo em seu caminho.

O primeiro orc rugiu e balançou sua clava em minha direção.

Em vez de desviar, levantei meu antebraço e absorvi o impacto principal do golpe. Uma forte onda de choque ondulou pelo meu corpo, a força me pressionando levemente para baixo, mas me mantive firme.

Meus músculos queimavam, mas eu não quebrei minha postura. Os olhos derretidos do orc se arregalaram ligeiramente, surpresos que eu não desmoronasse sob sua força.

Antes que eu pudesse contra-atacar, outro orc atacou pela lateral, balançando sua arma em direção às minhas costelas. Movi-me o suficiente para absorver o golpe com o outro braço. O impacto me fez derrapar pelo chão.

Cerrei meus punhos, meus olhos se estreitando.

Esses Orcs não eram apenas brutos sem cérebro. Eles eram rápidos, seus ataques refinados, seu jogo de pés preciso. Eles não estavam apenas confiando na força bruta, eles lutavam com habilidade.

Um sorriso se espalhou pelo meu rosto.

Isso ia ser divertido.

O Orc investiu contra mim, levantando sua clava no alto.

Desviei para o lado, sentindo o ar passar quando a arma esmagou o chão, enviando rocha derretida para todos os lados.

Antes que pudesse levantar sua arma novamente, explodi para frente, meu punho atingindo diretamente seu peito.

O impacto afundou suas costelas e enviou rachaduras se espalhando por sua pele derretida. Mal teve tempo de ofegar antes que seu corpo se estilhaçasse, pedaços de rocha endurecida e magma se espalhando pelo campo de batalha.

Arranquei sua clava do chão. Era pesada, mas em minhas mãos, parecia perfeita. Meus dedos se apertaram em torno da áspera empunhadura de pedra.

Os três Orcs restantes rosnaram, avançando em uníssono.

O mais próximo levantou sua clava no alto, mas eu me movi primeiro.

Com uma explosão de velocidade, balancei minha arma roubada para o lado, a pura força por trás dela esmagando a cintura do orc. Seu corpo se dividiu ao meio, magma derramando no chão como sangue.

Girei, mudando minha pegada, e ataquei o próximo orc. Ele tentou bloquear com sua arma, mas eu me contorci no ar e derrubei a clava em sua cabeça.

O impacto abriu seu crânio, magma jorrando das rachaduras antes que seu corpo desabasse em um monte de rocha derretida.

Olhei para o último orc.

Disparei para frente, segurando a clava com as duas mãos, e balancei para cima. Os espinhos irregulares bateram no queixo do orc, estalando sua cabeça violentamente para trás.

Suas veias derretidas pulsaram uma última vez antes que seu corpo fraturasse com a força, se separando em uma chuva de destroços flamejantes.

Eu expirei, jogando a clava de lado.

Meu coração vibrava com Essência, e meu corpo estava esquentando bem.

Eu estava entrando no ritmo, mas isso não era o suficiente. Eu precisava de inimigos mais fortes, não esses de nível 10 e 11.

Eu queria as ameaças reais—o tipo que me forçaria aos meus limites, me forçaria a cavar mais fundo.

Varri o campo de batalha com os olhos, procurando por algo mais. Mas a Abominação mais forte que consegui encontrar era apenas nível 12.

'Decepcionante.'

Ao meu redor, a Unidade 02 estava travada em combate, lutando em grupos, lentamente destruindo os monstros.

Virei meu olhar para o vulcão. Era para lá que eu precisava ir. Se houvesse Abominações mais fortes, elas estariam perto da fonte.

Sem hesitar, disparei para frente, cortando o campo de batalha como uma bala.

Qualquer Abominação que entrasse no meu caminho caía instantaneamente, estilhaçada por um único soco, esmagada sob um chute devastador. Seus corpos mal me retardavam.

Quanto mais eu avançava, mais eu cortava a primeira onda, pelo menos 60 Abominações estavam no meu caminho.

Elas caíram uma após a outra, estilhaçadas por meus punhos e esmagadas sob minhas passadas.

Eu não parei, não diminui a velocidade.

Quando cheguei ao ponto intermediário, o campo de batalha atrás de mim estava repleto de corpos quebrados, e eu já os havia deixado para trás, seguindo direto para a boca do vulcão.

O calor ao meu redor ficou mais intenso, ondas de ar escaldante rolando sobre minha pele.

Meus pés descalços batiam contra o chão coberto de lava, rachando a terra chamuscada sob mim a cada passada poderosa.

Fixei meu olhar no pico do vulcão.

Diminui o passo quando me aproximei do topo do vulcão.

Não havia sinal de mais Abominações.

Dei um passo à frente, parado na beira da boca do vulcão.

O calor era sufocante, pressionando-me como uma forja viva.

Ondas de ar escaldante rolavam para cima das profundezas derretidas, distorcendo minha visão e secando o suor na minha pele antes mesmo que ele pudesse se formar.

O chão sob meus pés estava rachado e chamuscado, irradiando um calor tão intenso que até respirar parecia inalar fogo.

Abaixo de mim, a enorme cratera se estendia por quase trinta metros de profundidade, um lago de rocha derretida borbulhando e fervendo.

O vulcão soava como uma besta adormecida, rosnando em seu sono.

Cada vez que a lava se movia, grossas plumas de vapor e gases tóxicos sibilavam no ar, o fedor de minerais queimados e enxofre enchendo meus pulmões.

Mas o que chamou minha atenção não foram apenas as profundezas flamejantes. Eram os quatro túneis esculpidos nas paredes internas da cratera, uniformemente espaçados ao redor do perímetro.

Cada túnel tinha guardiões.

Abominações estavam nas entradas, cada uma das quatro Abominações diferentes que lutavam do lado de fora ocupava um túnel.

Fiz uma careta.

Não havia maneira visível para elas saírem desses túneis. Sem saliências, sem degraus, nada que lhes permitisse ascender.

De repente, pensei em algo.

'Será que a própria erupção os lançou para a superfície?'

O vulcão não estava apenas cuspindo fogo, estava cuspindo monstros.

A constatação me enviou um calafrio.

Este não era apenas um terreno de desova aleatório; este era um incubatório, um ninho projetado para criar e liberar onda após onda de destruição.

E eu não tinha dúvidas de que, mais fundo, criaturas mais fortes estavam esperando para emergir.

Respirei fundo, sentindo meu Núcleo Gerador zumbir dentro do meu peito.

Meu corpo estava absorvendo o calor ambiente o tempo todo, a temperatura escaldante alimentando meu estoque de Essência.

A energia cinética dos meus movimentos e o calor irradiando do vulcão estavam me impulsionando, transformando cada momento em poder bruto e utilizável.

'Bom.'

Examinei os túneis, meus olhos fixos em um em particular—aquele onde dois Orcs estavam.

Eles eram maiores do que os que eu havia lutado antes, sua pele vermelho-derretida brilhando sob as rachaduras de seus exteriores endurecidos.

Cada um segurava uma clava maciça com espinhos, o calor irradiando das armas como se tivessem sido retiradas direto da forja.

'Nível 13. Perfeito.'

Dei um passo para trás, me firmando.

O vulcão tremeu sob mim, outro rosnado baixo da besta adormecida abaixo. Eu podia sentir a próxima onda se formando, mas eu não tinha intenção de esperar.

Pela primeira vez desde o início da batalha, ativei minha habilidade.

[Manipulação de Essência]

Uma onda de poder bruto inundou meus membros enquanto eu canalizava Essência para minhas pernas, compactando e reforçando meus músculos. Meu corpo se tensionou, a energia se enrolando como uma mola comprimida, calor e força cinética se fundindo em um movimento explosivo.

Então—eu me movi.

Uma corrida curta. Um único salto devastador.

Eu voei pelo ar escaldante, ultrapassando o poço de lava em um salto. Os Orcs mal tiveram tempo de reagir antes que eu batesse neles como um projétil vivo, enviando todos os três para dentro do túnel.

No momento em que atingimos o chão, a luta real começou.

Em um instante, rolei para meus pés e soltei um rugido. Agarrando o orc mais próximo pelas pernas, canalizei Essência para minhas costas e mãos, fortalecendo minha pegada.

Com um puxão brusco, balancei o orc como uma clava, esmagando-o contra os outros.

Rugidos e grunhidos ecoaram pelo túnel.

O espaço era apertado, mal 1,80m de largura e 3,60m de altura, mas isso era mais do que suficiente para eu devastar.

Essência surgiu em meus punhos, e eu ataquei.

Um soco esmagou um peito. Outro estilhaçou um crânio.

Agarrei um orc pela garganta, levantei-o e bati-o contra a parede do túnel.

Seu corpo rachou como pedra quebradiça.

O espaço estreito funcionou a meu favor.

Eles não tinham para onde escapar.

Desviei sob um golpe selvagem e contra-ataquei com um uppercut, enviando o orc para a parede. Outro investiu contra mim, sua clava com espinhos balançando rápido.

Eu o peguei no ar.

O calor queimava minha palma, mas eu ignorei. Com um puxão brusco, arranquei a arma de sua mão e a derrubei, esmagando sua cabeça no chão.

E então, silêncio.

Eu expirei, meu olhar percorrendo os restos quebrados dos Orcs.

O calor no túnel era ainda mais intenso do que do lado de fora, o ar denso e pesado.

Era hora de ver o que estava mais fundo lá dentro.

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