O Ponto de Vista do Vilão

Capítulo 772

O Ponto de Vista do Vilão

Todo o Helmond se ergueu enquanto Odin estendia uma das mãos.

Então, com a outra, o Senhor dos Grandes apontou para o alto...

e o próprio céu desabou sobre Agaroth.

O céu inteiro transformou-se em uma força colossal de destruição,

despejada em sua totalidade sobre a cabeça do Rei Demônio.

Aquele simples gesto desencadeou um terremoto cataclísmico que remodelou todo o terreno de Helmond,

fazendo com que demônios por toda parte gritassem em terror.

E, ainda assim...

apesar de um ataque como nada jamais visto...

o Rei Demônio reapareceu diante de Odin,

sem um único ferimento visível.

Agaroth riu alto enquanto a pressão ao seu redor se intensificava.

"Vejo que você ainda se apega a seus truques bizarros, criatura imunda,"

disse ele, fechando as duas mãos e liberando uma vasta torrente de poder avassalador.

Em menos de um segundo, o Rei Demônio fundiu:

Poder das Sombras

Alma Sombria

Alma da Morte

Três habilidades capazes de romper o mundo...

combinadas em um único ataque...

lançado diretamente contra Odin.

Diante daquela escuridão infinita e poder amaldiçoado...

Odin não recuou um passo sequer.

Ele permaneceu imóvel enquanto a escuridão o engolia por completo.

O vazio se espalhou incontrolavelmente devido à quantidade de aura que Agaroth liberou,

até que mesmo o céu branco estivesse completamente tingido de negro.

E, ainda assim...

de dentro da escuridão... Odin emergiu ileso.

"Não há valor em sua luta patética, Rei Demônio,"

disse Odin no mesmo tom arrogante e indiferente... como se o ser diante dele não fosse nada além de um oponente trivial.

"Seus ataques nunca me alcançarão, não importa o quanto tente."

Agaroth não vacilou.

Em vez disso, ele liberou uma onda colossal de aura que abalou todo o Helmond.

"Veremos sobre isso."

O Rei Demônio rugiu.

Então seu corpo explodiu mais uma vez...

e dezenas de cópias apareceram.

Todas elas cercaram Odin, envolvendo-o completamente.

Ao cumprir certas condições, Agaroth conseguia usar a Alma da Reencarnação com 100% de eficiência,

sem que qualquer cópia perdesse nem uma fração de seu poder.

Assim, os clones encurralaram Odin e atacaram simultaneamente.

Cada cópia liberou ao menos uma habilidade capaz de romper o mundo.

Algumas usaram o Poder da Alma.

Outras empregaram habilidades inteiramente diferentes.

Várias cópias alteraram suas formas...

torcendo-se em figuras grotescas e de pesadelo que pareciam ter sido arrancadas do próprio inferno.

Tudo aquilo...

cada última gota daquela loucura... foi arremessada contra Odin de todas as direções.

BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM!!!

O alcance destrutivo do Rei Demônio...

o poder puro e catastrófico que ele liberou...

o resultado foi além do horripilante.

Um desastre por qualquer definição possível.

Os demônios de elite avançaram, liberando tudo o que tinham,

tentando desesperadamente conter a destruição e evitar que Helmond fosse apagado.

Explosões sucederam uma após a outra,

como se milhares de armas nucleares tivessem detonado simultaneamente.

Em meio a toda aquela devastação...

Odin estendeu a mão, sua expressão transformando-se em algo monstruoso.

"Permita-me retribuir o favor, Rei Demônio!"

Com um simples gesto...

todas as forças destrutivas e ataques que Agaroth havia liberado

foram atraídos para a palma de Odin,

condensando-se em uma massa caótica e multicolorida de aniquilação.

Então...

com velocidade cegante—

Odin empurrou a mão para frente, disparando aquele caos de volta contra Agaroth.

A artilharia caótica de aura devorou múltiplas cópias do Rei Demônio de uma só vez,

rasgando o céu devido à força bruta de sua passagem.

Mas—

aquilo era apenas o começo.

O Rei Demônio atravessou tudo, surgindo diretamente diante de Odin,

seu punho golpeando com o poder máximo absoluto que ele conseguia reunir.

No mesmo instante...

Odin desferiu seu próprio soco.

Os punhos colidiram.

O espaço em si estremeceu.

O mundo inteiro sacudiu.

Pouco a pouco...

a Devastação Pálida sobrepujou a escuridão do Rei Demônio.

Pela primeira vez na história...

Agaroth perdeu uma disputa de poder absoluto.

Odin forçou-o para trás mais uma vez.

Enquanto o Rei Demônio era repelido, seu corpo inflamou em chamas negro-azeviche.

Ainda assim, os olhos de Agaroth nunca deixaram aquela entidade pálida diante dele.

E então... sem aviso algum...

o rosto de Agaroth contorceu-se enquanto ele estendia a mão em direção a Odin.

Naquele exato momento, a expressão de Odin mudou pela primeira vez... ao sentir que algo estava... errado.

A aura que surgia do braço de Agaroth não era comum.

Era algo totalmente diferente.

Aura sombria e habilidades capazes de romper o mundo começaram a se entrelaçar...

a fundir-se e mesclar-se completamente...

até que uma força inteiramente nova nasceu.

Uma aura transcendente.

Um poder caótico e avassalador.

Algo sem igual em todo o mundo.

Agaroth manipulou aquela força, liberando-a contra Odin enquanto rugia com uma voz trovejante:

"O Purificador!"

Naquele instante, foi como se os portões do inferno tivessem sido escancarados

e as trombetas do apocalipse tivessem soado.

Aquela massa de devastação expandiu-se, devorando tudo em seu caminho...

céu e terra, espaço e dimensões, todas as coisas sem exceção.

Um ataque amaldiçoado que apagava tudo indiscriminadamente...

um poder que nunca deveria existir nas mãos de um ser vivo.

O golpe avançou direto contra Odin,

que permanecia em meio ao seu poder pálido, com o choque claramente estampado em seu rosto.

Então...

o momento chegou.

A escuridão do Purificador colidiu com Odin,

desencadeando uma explosão maior do que qualquer outra anterior.

A força do Purificador continuou a se expandir e expandir, tentando engolir Odin por inteiro.

O processo durou longos segundos...

segundos que pareceram durar para sempre,

segundos nos quais o caos reinou como nunca antes.

Mas, logo, terminou.

A escuridão dissipou-se.

O silêncio caiu mais uma vez.

E o resultado foi revelado.

Sob o céu branco e austero,

acima da terra de Helmond que havia sofrido além da conta...

todos os demônios encaravam o mesmo lugar.

E a única coisa que aparecia em seus rostos... o único sentimento que tomava seus corações...

era desespero.

A Feiticeira de Sangue e o Canibal...

Izalith e Yosefka...

ambas encaravam com descrença o que testemunhavam.

"Impossível..."

Izalith sussurrou.

Odin havia reaparecido...

sem um único arranhão em seu corpo...

segurando uma massa de poder negro em suas mãos.

Então, com um único movimento...

aquela escuridão dispersou-se completamente,

como se nunca tivesse existido.

"Isso é impossível!"

Izalith gritou, incapaz de compreender.

"Aquele era o Purificador..."

Os lábios da Feiticeira de Sangue tremeram enquanto o desespero a consumia por completo.

"Aquele foi o exato ataque...

que matou o Sem-Nome [1]."

Aquelas palavras por si só foram o suficiente para mergulhar todos os demônios no desespero.

[1] - *Nameless* (Sem-Nome): Refere-se a uma entidade ou ser de imenso poder que, no contexto, foi derrotado pelo Purificador.

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