
Capítulo 709
O Ponto de Vista do Vilão
"No momento em que eu os convocar… tanto Ada quanto Carmen despertarão, e o julgamento começará. Elas terão que lutar uma contra a outra dentro daquela arena. Quem vencer, sobreviverá… e quem perder, morrerá, exatamente como eu disse.
Claro… se uma pessoa de fora entrar na arena, o julgamento é cancelado e a Balança os mata instantaneamente. E se o portador da Balança morrer, ambas morrem também.
Então, me desculpe, Frey… você não pode me matar. Ainda não!"
Quanto mais Maika falava, mais os olhos de Frey ficavam sombrios.
Dentro da sua mente, Frey já tinha matado Maika dezenas de vezes — mas ele não ousava subestimar o que Maika tinha acabado de dizer.
Maika, percebendo que ainda estava inteiro, ficou mais confiante e continuou vomitando sua loucura.
"Vamos apostar, Frey! Vamos ver quem consegue sair vivo do julgamento!
Sua irmã?!
Ou minha mãe?!"
Maika gritou com uma alegria maníaca, provocando ainda mais Frey.
"Por que diabos você faria uma coisa dessas?
Com sua mãe… e com a sua própria família?"
Frey não conseguia entender. De onde Maika tinha saído com uma arma como aquela?
Maika ria de forma histérica — mas silenciou no momento em que ouviu a pergunta de Frey.
"Por que, você pergunta? Por que eu faria isso com minha mãe?"
Ele fez uma pausa, e um sorriso sujo se espalhou pelo seu rosto.
"Por que não faria?"
A expressão de Maika se contorceu em algo muito mais feio ainda.
"Por que não tentaria matar aquela vadia? O mundo seria um lugar muito melhor sem ela! É tudo que ela merece — a morte, e nada mais!"
Ele gritou novamente, enlouquecido, deixando suas emoções reprimidas explodirem.
"Aquela mulher não passa de uma puta suja… ela jogou seu próprio filho fora na primeira oportunidade que teve. Abandonou-me e deixou que eu apodrecesse toda a minha infância. Cresci sozinho, tentando sobreviver dentro da família Starlight. E quando finalmente cresci e a procurei — porque ela era minha mãe — sabe o que ela me falou na primeira vez que a encontrei depois de todos esses anos?"
"Disse que eu não era nada além de um erro! Uma casca de ovo de uma paquera sem importância! Haha! Sim! Eu sou o filho da grande Carmen Starlight… que se deita com qualquer um!"
Maika explodiu completamente… uma vida inteira de ódio vindo à tona de uma vez só.
"Aquela vadia amava Abraham — seu pai — mas, claro, o grande Abraham nunca amaria uma coisa podre como ela. Então, ele a ignorou. E por causa disso, a vadia se jogou de homem em homem, perseguindo seus próprios desejos!
Deixando seu próprio filho apodrecer, sem se importar com o que aconteceria com ele!
Minha existência não passava de um lembrete de um dos muitos erros dela!"
Maika estava prestes a continuar, mas Frey o silenciou com uma onda esmagadora de pressão.
"Não me interessa sua hatred ou sua podridão.
Quero saber por que você arrastou minha irmã para sua vingança patética."
Mesmo sob a pressão sufocante, Maika permaneceu sem medo desta vez.
"Por quê? Você está realmente perguntando por quê?!
Aquela vadia abandonou seu próprio filho por anos — e o que ela fez depois? Começou a cuidar de você e da sua irmã, protegendo vocês como se fossem seus filhos de verdade!
O que você espera que eu pense ao ver isso, hein?!"
Ao ouvir isso, Frey lembrou de todas as vezes em que Carmen tinha ajudado ele ao longo da vida… chamando isso de uma dívida que ela queria pagar ao pai dele.
Carmen sempre esteve lá… ela o salvou inúmeras vezes nos momentos mais difíceis. Sem ela, ele teria morrido há muito tempo.
Ela era como uma irmã mais velha aos olhos de Frey… mas para Maika…
Era como se sua mãe tivesse simplesmente substituído ele pelos filhos do homem que ela amava.
"Aquela vadia é obcecada pelo Abraham… tão obcecada que tentou pegar os filhos dele depois de fracassar em pegar ele! Essa obsessão patética foi o que criou a pilha de sujeira ali!"
"Aquela mulher não merece nada além da morte! E aqui, agora, vou mostrar a vocês sua verdadeira natureza! HAHAHA!!"
Com um golpe de sua mão, uma onda de aura atingiu a arena… despertando instantaneamente Ada e Carmen por algum mecanismo arcano.
Acima de suas cabeças, apareceu um timer estranho, enquanto uma voz artificial ecoava:
"Cinco minutos antes da execução."
Maika cerrava o punho, rindo enquanto suas emoções reprimidas transbordavam.
"Eles têm cinco minutos para lutar. Se nenhum deles morrer antes de acabar o tempo, ambos serão executados.
Agora, Frey… observe com atenção enquanto essa vadia mostra suas verdadeiras cores."
"Aposto que, com aquelas mãos imundos… ela vai massacrar sua irmã! Por quê?
Porque ela é uma criatura egoísta que só ama a si mesma!!!"
Maika estava completamente convencido. Para ele, uma mulher que não amava seu próprio filho jamais poderia amar qualquer coisa além.
"E aí, Frey?! O que você acha?!!" Maika gritou, divertindo-se ao atormentá-lo.
Frey permanecia imóvel — seus punhos cerrados com tanta força que sangravam.
Dentro da sua cabeça, ele se conectou ao seu aliado mascarado.
"Nameless… existe alguma forma de cancelar essa merda?!
Ele perguntou com fúria.
Nameless ficou em silêncio por alguns segundos — antes de responder.
"Isso é impossível.
Porque isso não é uma ferramenta normal que um humano consegue colocar as mãos…"
Nameless respondeu, começando a entender algo crucial.
Enquanto isso, o sorriso de Maika se ampliava enquanto ele mergulhava mais fundo em seus pensamentos.
'Você não consegue cancelá-la, Frey. Porque você não sabe quem me deu ela em primeiro lugar.
Passei anos dentro da Igreja buscando uma forma de me vingar, mas eles não me deram nada…
Foi o demônio Wesker quem fez!!'
'Esta é uma ferramenta de um Demônio Superior — você não pode desativá-la nem destruí-la.'
Maika olhou para Frey… e depois para Carmen.
'Você não faz ideia do buraco em que entrou. Carmen é muito mais forte que Ada, então ela será a que sobrevive naturalmente. E, assim que ela matar sua irmã, você a matará imediatamente depois.'
'Nesse ponto, não me importa se você também me mata. Desde que eu prove a você… ao mundo… que essa mulher não passa de uma vadia egoísta que só pensa nela mesma… uma vez provado isso, e quando eu assistir você matá-la com suas próprias mãos… o filho que ela valorizava MAIS que o filho de verdade dela…'
'Então, morrerei feliz.'
Ele riu, já preparando esse cenário há muito tempo.
'Mas isso não será o fim do seu sofrimento. Depois de matar todo mundo aqui, sua verdadeira batalha começará… contra os demônios que já estão vindo em direção a este lugar! Seu tormento não tem fim, Frey. Sua luta nem começou ainda!'
Enquanto o sorriso de Maika se torcia ainda mais, ele gritou mais uma vez:
"Agora!!! Qual é a sua aposta, Frey?! O julgamento começou!!"
Ao mesmo tempo…
Ada e Carmen se levantaram, encarando o timer luminoso.
Ambas entenderam imediatamente o que estava acontecendo através do artefato.
E agora… não tinham mais escolha senão lutar.
Ada olhou para a parede de vidro que escondia Maika e Frey por um momento… e então voltou o olhar para Carmen.
Esta última a encarou com uma expressão vazia, sem emoção.
"Carmen…" Ada sussurrou o nome da mulher que a ajudou por tanto tempo na vida.
Carmen cerrava o punho… e então caminhou pesadamente em direção a Ada.
O jogo era cruel.
E isso era apenas… o começo.