
Capítulo 333
O Ponto de Vista do Vilão
Capítulo 333: A Aposta da Bruxa (2)
Frey e os demais assistiram horrorizados enquanto os Ultras se aproximavam e uma onda tempestuosa se formava acima deles.
Phoenix range os dentes enquanto a onda ameaçava engolir todos de uma só vez.
Com um soco devastador, ele liberou toda a força da técnica Chama Eterna—
Uma labareda flamejante disparou para cima, colidindo de frente com a enxurrada.
Fogo e água colidiram em uma batalha de forças titânicas, cada um tentando consumir o outro.
A maré continuava avançando, e Phoenix contra-atacava, preso em uma luta exaustiva.
Então—
“Vamos lutar!!”
Snow rugiu, sacando Vermithor, pronto para entrar na batalha.
Mas um grito retumbante de Phoenix o fez parar no ato.
“ NÃO!!!”
Phoenix mal segurava o ataque de Beatrice.
Mas o que realmente o aterrorizava eram os Lords e Hollow que ainda não tinham se movido.
“O plano de contingência! Faça agora—Selena!!”
Ele sabia—enfrentar os Ultras de frente significava a morte de todos.
Por isso, eles haviam preparado uma solução de emergência.
Selena rapidamente entendeu o que Phoenix quis dizer.
Sem hesitar, ela começou a conjurar.
Em um instante, marcas brilhantes arderam nos corpos de todos…
Selos de teleporte que Selena tinha colocado anteriormente.
“Vou iniciar o teletransporte em massa—agora!”
Todos se voltaram para ela, com expressões misturadas de choque e determinação.
Eles sabiam o que vinha a seguir.
Já tinham discutido esse momento antes… e agora, era hora de agir.
“Não posso teletransportar todo mundo ao mesmo tempo—vai ter que ser aleatório!”
A magia de teleporte é uma das mais difíceis de dominar, e Selena ainda não a tinha aperfeiçoado completamente.
O melhor que conseguiu foi dispersar todos aleatoriamente.
Assim, poderiam escapar da aniquilação imediata… mas pagando um preço.
“De agora em diante, vocês estarão por sua conta! Fiquem fortes—e permaneçam vivos!”
Phoenix gritou, logo antes de a luz radiante do teleporte envolvê-lo.
Espalhados por terras vastas dos Ultras, cada estudante seria transportado para um local diferente.
Estariam sós… mas isso ainda era melhor do que morrer às mãos de um exército como aquele.
Cometeram um erro—achar que estavam seguros.
Que os Ultras não viriam realmente atrás deles.
Agora, precisariam pagar por esse erro.
Naquele momento de caos, ninguém percebeu o sorriso torto que se formava no rosto de Beatrice.
E, em segundos—todos desapareceram, sumindo um após o outro em flashes de luz aleatórios.
Mas, no último instante, algo estranho aconteceu.
Selena, presa no meio de um conjuro, percebeu que um dos estudantes de elite resistia à sua magia—
Não apenas resistindo—anulando completamente.
Havia apenas uma pessoa capaz de fazer isso.
“Frey?! O que você está fazendo?!”
Ela gritou assustadamente, surpresa ao ver que ele era o único que permanecia.
Frey sorriu calmamente.
“Desculpe. Não vou embora.”
“Não—!”
O grito de Selena foi a última coisa que ele ouviu antes dela também desaparecer na luz, teleportada junto com os outros.
E então, Frey ficou sozinho.
De pé no meio de uma cidade destruída.
Ele deixou escapar um suspiro profundo.
“Parece que a habilidade funcionou direitinho…”
Ao abrir sua interface do sistema, Frey desativou sua habilidade:
— Anti-magia : Nível 2
— Permite ao usuário anular feitiços lançados dentro de um raio de 5 metros.
Desde que retornou de Londor e usou a Máscara Sem Nome, a habilidade de Frey evoluiu.
Agora, ele podia cancelar magias sem precisar tocar no conjurador.
Ele não precisava usá-la—até agora. E ela se provou imprescindível.
“Então…\"
Ele soltou um suspiro e pulou sobre uma pilha de destroços, caminhando na direção do exército que o cercava—cada passo aprofundando a sensação de peso de sua aura.
“Vamos começar?”
…
…
…
Beatrice pairou satisfeita enquanto a Classe Elite desaparecia—espalhada pelo continente.
“E com isso, todos estão… por conta própria.”
Ela sorriu e lentamente retornou às forças dos Ultras que aguardavam por perto.
“Este corpo se saiu muito bem,” ela comentou, admirando seu desempenho.
Parecia completamente satisfeita… até sentir algo vindo das ruínas.
A bruxa virou-se.
E toda a tropa também.
“Oh? O que temos aqui?”
Beatrice sorriu ao ver uma figura solitária subir sobre os destroços, erguendo-se imponente acima do cenário destruído.
Era Frey Starlight.
Ele olhou para o exército gigante reunido diante dele, seus olhos violetas brilhando em tom sombrio.
A pressão esmagadora quase o fez ajoelhar-se.
Cada célula do seu corpo gritava para fugir.
Mas ele não se moveu.
Pelo contrário, fez uma pausa, limpou a garganta e ativou sua aura, amplificando sua voz.
Inspirou fundo—e gritou:
“Meu nome é Frey Starlight!”
Sua voz ecoou pelo campo de batalha, superando até o som ensurdecedor do exército abaixo.
“Senhor da Casa Starlight. Filho de Abraham Starlight!”
De tudo que poderia ter dito… escolheu se apresentar.
Beatrice respondeu com um sorriso brincalhão.
“Meu nome é Beatrice—a Bruxa Eterna. Prazer em conhecê-lo, filho de Abraham.”
Ela flutuou para frente, seu sorriso se alargando.
“Você é bem audacioso, Frey Starlight…”
“Ou talvez só burro. Quem sabe?”
Ela riu, enquanto Frey permanecia em silêncio.
“Por que você não fugiu, Frey Starlight?”
A cada palavra, sua aura se intensificava, a pressão ameaçando esmagá-lo completamente.
“Talvez… você tenha um desejo de morte?”
Ela não estava totalmente errada—o que Frey fez foi quase um suicídio.
No entanto, o jovem senhor da Casa Starlight não disse nada.
Pelo contrário, sacou suas espadas—Balerion e a Irmã Sombria—e liberou todo o seu poder.
Ele consumiu a aura de seu mar interior, levando seu corpo ao limite da explosão.
Somente assim conseguiu finalmente respirar… aliviando um pouco a pressão que o prendia.
“Você perguntou se eu queria morrer.”
Frey falou com seu tom usual de calma, enquanto descia do monte de destroços, caminhando em direção ao enorme exército à sua frente. Um sorriso torto se espalhou pelo seu rosto.
“A morte… Sim, eu desejei. Mais de uma vez.”
“Mas os que estão lá em cima não queriam que eu morresse. Queriam que eu permanecesse vivo… para entretê-los até o fim.”
“Do que você está falando?”
Beatrice arregalou os olhos, claramente confusa.
Mas Frey não estava falando com ela. Parecia falar consigo mesmo—ou talvez com algo totalmente diferente.
“Vocês aqui embaixo… Querem que eu morra. Assim que possível. Essa é a contradição, não é?”
Entre os que estão lá em cima, exigindo sua sobrevivência, e os que estão aqui embaixo, desejando sua morte, Frey tomou uma decisão.
Ele também iria jogar o jogo.
Um jogo onde o preço era sua vida.
“Cansei de dançar no mesmo ritmo.”
Sua aura explodiu violentamente, e um sorriso monstruoso se abriu de orelha a orelha—uma expressão de loucura.
Quem iria intervir desta vez?
Quem ousaria dizer que tudo fazia parte do plano deles?
“Os de cima… Os de baixo… E você, a chamada Bruxa Eterna…”
“Venham… todos vocês!!”
O chão explodiu sob os pés de Frey enquanto ele avançava com tudo.
Frey Starlight lançou-se de cabeça contra Beatrice e todo o exército dos Ultras… iniciando uma batalha suicida.