O Ponto de Vista do Vilão

Capítulo 190

O Ponto de Vista do Vilão

—POV de Frey Starlight—

—Último Dia da Prova na Ilha—

Ding!

Atualização do ranking:

1 — Daemon Valerion: 6.450 pontos

2 — Snow Lionheart: 6.430 pontos

3 — Frey Starlight: 4.500 pontos

4 — Seris Moonlight: 4.400 pontos

5 — Danzo Smasher: 3.900 pontos

6 — Ghost Umbra: 3.880 pontos

7 — Dawn Polaris: 3.700 pontos

8 — Ragna Cloud: 3.650 pontos

9 — Magnus Grell: 3.400 pontos

10 — Clana Starlight: 3.000 pontos

O destino final será anunciado em breve. É preciso chegar lá em até 3 horas para garantir a qualificação.

Fiquei encarando o ranking final…

Tudo poderia estar praticamente decidido.

Daemon Valerion, de forma espetacular, se declarou rei dessa prova após uma disputa acirrada contra Snow Lionheart.

Uma batalha que deixou o mundo inteiro vidrado.

O teste de um mês que aprisionou os estudantes finalmente tinha acabado.

Agora, só sobrava uma coisa — alcançar o local final, anunciado pelo智能watch.

Apesar de, tecnicamente, o teste ainda não ter acabado—não chegar ao local a tempo significava eliminação da Victoriad.

Uma regra bastante injusta… e ninguém realmente entendia por que ela existia.

Mas não havia mais espaço para reclamar.

Ding!

Zona Final: I6.

Por favor, prossiga imediatamente.

Finalmente havia chegado…

Os extremistas da Luz da Lua não haviam aparecido até o último instante.

E, ainda assim, algo parecia… estranho.

Enquanto me movia entre as árvores, uma sensação de inquietação começou a surgir.

Será que realmente iria terminar assim?

Eles poderiam ficar em silêncio até o fim?

Eu não sabia…

Com pensamentos confusos, segui em direção à zona final.

Sempre havia obstáculos no meu caminho. Desde que cheguei a este mundo, estive preso numa espiral de caos—forçado a enfrentar inimigos muito além do meu nível. Essa pressão me esmagava como se fosse um inseto.

Mas eu resistia… e resistia…

E agora consegui chegar até aqui.

A linha de chegada estava à vista. Podia vê-la ao longe.

Só mais um pouco…

Mais um pouco e eu estaria lá.

...

...

...

Passo a passo, Frey Starlight avançava em direção ao fim.

Em outro ponto da ilha, Ghost também corria—procurando-o.

Ele era o único que percebeu…

Que Frey Starlight não tinha figurado na lista de rastreamento de jogadores desde o último dia.

O que tornava quase impossível encontrá-lo agora.

Frey não tinha saído da prova—ele ainda tinha classificação.

Mas nada importaria se não chegasse ao destino final a tempo.

Ghost sabia que o que fazia era uma esperança perdida…

Mas ainda assim, tentava encontrá-lo.

—Droga!

Gritou o assassino.

...

...

...

Em outro lugar totalmente diferente…

Aegon caminhava sozinho pela costa dourada.

O príncipe nunca teve a intenção de se classificar nessa prova—não fazia sentido, se sua irmã também não fosse.

E ele não tinha interesse em participar de uma disputa perdida contra monstros como Snow e Daemon.

Desde o começo, Aegon nunca planejou estar entre os oito finalistas.

Ele olhou para o relógio com um sorriso quando a última notificação chegou.

—Então é isso, né?

Um riso leve escapou dele ao pensar no grande final que preparou.

Depois do recente incidente de infiltração dos Ultras, a Família Imperial quase tomou total controle do Templo.

E, nesse processo, Aegon tinha conquistado uma nova autoridade.

Autoridade que lhe dava liberdade para atuar como bem entendesse.

—Ah, meu caro Frey... Espero que goste do meu último presente para você.

Mandar os estudantes do terceiro ano e orquestrar toda aquela pressão desde o começo não era o verdadeiro plano.

Aegon sabia que Frey sobreviveria—qualquer coisa menos que isso seria uma decepção.

Ele tinha toda a estratégia na cabeça.

Tanto quanto sabia quem eles estimavam…

E também sabia quem eram seus inimigos.

—É isso, Frey... Se você sobreviver, vou te reconhecer como um adversário à minha altura.

Aegon sorriu enquanto olhava para seu relógio.

—Caso contrário, você morre aqui.

Estava bem claro na tela dele:

— Por favor, dirija-se à área final: D9 —

...

...

...

Todos estavam em movimento, cada um em direção ao seu destino final.

Outros, como Phoenix Sunlight, observavam a figura da Senhora de Oito Patas.

Enquanto continuava a acompanhar a criatura grotesca, uma mensagem do diretor finalmente chegou.

— Está feito... Phoenix, aquela aberração de pesadelo cumpriu seu propósito.

A Senhora de Oito Patas tinha sido apenas uma cobaia—destinada a dar aos jogadores uma ideia do que era enfrentar inimigos como ela. Seu papel tinha terminado.

—...

Phoenix permaneceu em silêncio, aguardando a próxima ordem.

— Você pode matá-la agora.

Por fim, Phoenix assentiu.

— Entendido.

Ele pulou ao alto, abrindo os braços.

— Chamas da Eternidade.

De suas mãos, uma fogueira brutal irrompeu, formando um enorme círculo de fogo ao redor da Senhora de Oito Patas.

O início foi quase instantâneo.

A criatura nem chegou a entender como acabou presa em chamas.

Ela gritou e tentou se libertar do fogo que a envolvia, mas era inútil—essas chamas eram terríveis na intensidade e no alcance.

Phoenix pairava bem acima dela, com os olhos fixos na criatura lá embaixo.

— Desde o começo... Sempre odiei esses spawn de pesadelo como você.

Seu punho queimava com um calor cegante.

De longe, ele parecia uma estrela radiante.

Sentindo perigo do alto, a Senhora lançou todas as suas mãos—dez delas—para cima, na tentativa de esmagar a ameaça.

Seus membros venosos eram enormes e assustadoramente fortes.

Mas Phoenix não se preocupou em esquivar-se—simplesmente bateu.

Com os olhos brilhando com uma luz violenta, ele anunciou:

— Queime.

Naquele momento—

BOOOM!

A ilha inteira tremeu.

Todos os jogadores de longe assistiram — uma cascata de fogo descendo do céu.

Uma chama infinita engoliu os membros da criatura sem pausas, e logo desenhou seu caminho direto até a cabeça dela.

Ela tentou se regenerar várias vezes dentro daquela chama implacável, mas foi inútil.

— Para matar seres com regeneração rápida como você… preciso atacar mais rápido do que ela consegue se curar.

As chamas não se apagaram.

A Senhora de Oito Patas foi queimada até se transformar em carvão, gritando até o fim…

— Se a verdadeira Senhora de Oito Patas estivesse aqui, seria outra história. Mas, infelizmente… você não está no meu nível.

Não levava mais do que três minutos.

Depois disso, só sobraram cinzas.

Com um estalo, as chamas sumiram totalmente, deixando um enorme craterão negro.

Phoenix olhou por um instante, antes de desaparecer.

Seu trabalho acabou.

...

...

...

A última ação de Phoenix deixou os jogadores ao redor da ilha boquiabertos.

Mas sua admiração não durou muito. Logo, cada um voltou ao que estava fazendo.

Um por um, começaram a seguir rumo ao ponto de encontro final.

O primeiro foi Daemon Valerion.

Depois, os demais o seguiram.

Ainda havia um espaço de três horas, e eles continuaram chegando pouco a pouco.

Primeiros anos, Seris, Danzo, Ragna...

Todos apareceram.

Snow já estava lá.

E, por fim, quem chegou por último foi Ghost.

Ele percorreu o bosque, observando ao redor…

Mas não encontrou Frey.

Frey Starlight tinha desaparecido.

Alguns já tinham percebido sua ausência.

Danzo. Sansa.

Até Snow.

Restavam duas horas para o prazo final.

A maioria se perguntava onde Frey estava… mas ninguém sabia a verdade.

A única que sabia era Ghost.

Ele se lembrava das palavras daquela garota:

— Com a ajuda do príncipe, a facção extremista conseguiu manipular as regras do exame…

A última regra tinha sido adicionada—aquela que obrigava os jogadores a se reunirem em uma zona específica, ou seriam desclassificados.

Essa regra tinha um propósito:

Criar uma armadilha para Frey Starlight.

O plano era simples.

No dia final…

Frey receberia uma coordenada falsa no relógio. Ao mesmo tempo, a função de busca por ele seria desativada para os outros jogadores.

A “zona final” que ele receberia era completamente falsa.

Frey seria isolado—bem longe de todos os demais.

Um lugar onde ninguém pudesse vê-lo, e ninguém pudesse ouvi-lo.

E lá…

Aí estaria o momento do fim.

A armadilha tinha sido montada desde o começo—de forma tão meticulosa, tão precisa—que Frey cairia nela, seja qual fosse a condição.

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