
Capítulo 181
Pare de me Hipnotizar, Princesa Antagonista!
A coisa mais comovente do mundo é sempre um raio de luz que atravessa a escuridão da desesperança.
Especialmente quando essa luz vem de alguém que você acreditava estar morto.
No instante em que aquela voz súbita soou, o coração de Eleanor pareceu parar e ela abriu os olhos involuntariamente.
O que lhe apareceu aos olhos era uma visão tão absurda que chegava a ser risível.
Incontáveis fios pretos, como se atravessassem o vazio, brotaram de todas as direções, perfurando instantaneamente os corpos dos quatro Transcendentes de Terceiro Grau, subordinados do Quarto Príncipe Joshua.
Eles nem tiveram chance de resistir antes que seus corpos fossem perfurados por esse poder extraordinário, astuto e invisível.
Murmúrios de dor escaparam de seus lábios, seguidos pelo pesado baque de seus corpos ao chão, sangue jorrando por toda parte.
Ah!!!
Antes que pudessem compreender o que estava acontecendo, os estudantes ao redor ofegaram de susto, e muitas donzelas nobres, acostumadas com cenas menos sangrentas, cobriram a boca e olharam com palidez para a cena que se desenrolava diante deles.
Claramente, ninguém esperava que o que começou como um banquete animado e extraordinário se transformsse repentinamente nessa visão sombria.
Exceto Eleanor, é claro.
Tendo vivido lado a lado com o garoto que ela chamava de 'irmão' por mais de uma década, ela conhecia cada centímetro da pele dele.
Como poderia confundir aquela voz que desejava dia e noite?
...
Em um instante, as lágrimas que já ameaçavam transbordar de seus olhos desceram lentamente pelas bochechas e caíram ao chão.
Sentindo o poder extraordinário que a prendia dissipar-se de repente, Eleanor cambaleou ao se virar, olhando na direção da porta.
Seus olhos estavam cheios de uma fresta de esperança e um medo esmagador.
Como se temesse que tudo o que acabara de acontecer fosse apenas um sonho.
À sua vista, um jovem de cabelo preto, trajando roupas finas, aproximou-se contra a luz; seus olhos, parecidos com os dela, cintilaram com um toque de tranquilidade e encorajamento.
Como se dissesse: "Muito bem".
"Irmão?"
Os lábios de Eleanor tremeram levemente, o corpo tremeu como se pudesse desmaiar a qualquer momento com aquela súbita onda de alegria.
Mesmo assim, ela recolheu a saia e deu passos vacilantes para frente.
Usando salto alto, e para facilitar a corrida, Eleanor desfez-se dos olhares ao redor e arrancou os sapatos com força, correndo descalça e rápida em direção ao rapaz de cabelo preto que tanto tinha sentido falta!
Durante esse momento, lágrimas silenciosas escorriam por trás dela, testemunho das emoções excitadas e jubilantes da jovem.
"Irmão!"
Ela atirou-se para ele como uma andorinha que retorna ao ninho, ansiosa para encaixar seu corpo delicado no abraço do rapaz.
Por esse momento, ela sonhou e esperou tempo demais.
E agora... todas as expectativas da garota finalmente germinaram e floresceram lindamente.
No momento em que seus olhares se encontraram, Lynn, como um intruso que irrumpiu no banquete da alta sociedade, sentiu-se instantaneamente aliviado.
Embora ele sempre tenha usado a desculpa de ser um transmigrante para suprimir as emoções profundas, temendo que, ao ver Eleanor, fosse tratado com frieza por um motivo ou outro, como um irmão incompetente.
Mas ao ver o afeto inegável nos olhos de Eleanor, o forte laço de sangue pesou mais do que tudo.
Neste momento, o que agitava seu coração não era ilusão.
Evidentemente, o que a querida irmã dele mais precisava no momento não eram promessas nem palavras de conforto.
Com esse pensamento, Lynn abriu lentamente os braços, abraçando a jovem que voou para seus braços.
Com o delicado perfume chegando ao nariz, ele sentiu uma paz interior que não sentia há muito tempo.
Essa sensação não era algo que pudesse lhe ser proporcionado nem pela princesa — Sua Alteza — nem pela Senhorita Bruxa.
"Greg... eu... senti tanto a sua falta..."
A garota em seus braços soluçava sem parar, murmurando baixinho.
Lynn permaneceu em silêncio, acariciando suavemente a cabeça dela, permitindo que despejasse todas as suas emoções.
O tempo parecia congelar naquele segundo.
Claro que não era que Eunice e o Quarto Príncipe Joshua, bem como os estudantes que olhavam, tivessem realmente entrado em uma pausa temporal.
Foi apenas porque eles, também, foram mergulhados em um choque sem precedentes.
Como poderia ser ele?!
Quando Eunice viu aquela figura alta irrompendo no salão, envolvendo-o como vento e neve, ficou parada, enraizada no chão.
O homem que se esperava ter sido banido para a fronteira, que se acreditava ter morrido naquele caos, parecia agora estar fazendo uma brincadeira com eles, surgindo tão repentinamente e às claras no banquete.
Como se dissesse: "Só estou brincando".
Mas ninguém achou graça.
Isso era uma ressurreição?
Ou...
Por algum motivo, o coração de Eunice acelerou levemente, e o rosto repentinamente ficou um pouco assombrado.
Na memória dela, aquele jovem, sempre tão orgulhoso e poderoso quanto o sol, o monstro que sempre lhe trazia uma sensação de impotência, aquelas cenas do passado ressurgiram de repente em sua mente.
Não, do que eu tenho medo?!
Ele já tinha sido despojado do fator concedido pela Divindade, exilado para a fronteira!
Ainda assim, ao retornar à Capital Imperial, mesmo agarrando-se à Princesa Imperial de menor ranking, ele era apenas a derradeira luta de um cão condenado.
Afinal, a cirurgia de transplante naquela época foi realizada pessoalmente pelo Quarto Príncipe — Sua Alteza!
Pensando nisso, Eunice olhou inconscientemente para o Quarto Príncipe Joshua ao seu lado.
Quem diria que o jovem de óculos de armação preta estaria com o cenho franzido, aparentemente completamente perplexo com a cena diante dele.