
Capítulo 178
Pare de me Hipnotizar, Princesa Antagonista!
Pensando nisso, um leve sorriso surgiu no canto dos lábios da Chefe das Criadas Maria.
Naquele momento, toda a Mansão Bartleion estava ocupada apenas pelo Marquês Bartleion, inconsciente, e por Eleanor, sozinhos.
O filho mais velho já tinha caído há muito no campo de batalha, e, embora o paradeiro de sua viúva fosse, no momento, desconhecido, a criança que ela carregava possuía a linhagem legítima para herdar o título Bartleion, representando, em última instância, uma ameaça potencial.
A família Mosgla provavelmente já enviava pessoas à sua procura.
Mas Glostin era vasto demais; levaria mais do que um momento para encontrar qualquer coisa.
Felizmente, isso não cabia à Chefe das Criadas Maria se preocupar.
Sua tarefa era manter a mansão sob seu controle o tempo todo, esperando por ordens da família Mosgla.
Com esses pensamentos em mente, a Chefe das Criadas Maria de repente parou no meio do caminho, virou-se para a criada que a acompanhava e disse baixinho: "Quais notícias há sobre o segundo filho banido para a fronteira?"
"Nenhum. Provavelmente está morto."
Ao ouvir isso, a Chefe das Criadas Maria assentiu.
Poucos momentos depois, um criado aproximou-se para perguntar: "Chefe das Criadas, o jantar já está pronto, gostaria de jantar agora?"
"Sim."
Poucos minutos depois, ela apareceu sozinha à mesa no salão de jantar da Mansão Bartleion, ocupando o lugar de honra.
Olhando para os pratos servidos, um a um, à luz das velas, ela sentiu como se detivesse um grande poder, quase como se realmente tivesse se tornado a mestra da família.
E mesmo que não fosse, para quê?
Mesmo a filha mais favorecida da família Bartleion teria de se curvar diante dela.
Esse era o prazer do poder.
A Chefe das Criadas Maria pensou, satisfeita.
Justo quando começava a saborear a agradável atmosfera da ceia, ocorreu uma reviravolta repentina.
— Bum!
Acompanhados por um estrondo, os portões da mansão, antes bem fechados, foram repentinamente arrombados.
Ela se levantou instintivamente, deixou o salão de jantar e olhou para a entrada, seguindo o som.
Lá, um grupo de criados de aparência rude, com sangue de fronteira, invadiu a Mansão Bartleion, abrindo passagem pelo saguão, como se aguardassem a chegada de algum dignitário de alto escalão.
"Quem são vocês? Este é território Bartleion. Sem a autorização do Chefe de Família, não têm direito de arrombar assim!"
Enquanto sinalizava com os olhos aos seus subordinados para que os guardas da propriedade viessem resolver a situação, a Chefe das Criadas Maria falou com a autoridade de alguém superior.
No entanto, os recém-chegados não lhe deram ouvidos, nem sequer piscavam para ela.
Logo depois, passos cadenciados fizeram-se ouvir na entrada.
Parecia que o protagonista havia chegado.
A Chefe das Criadas Maria franziu a testa, curiosa sobre quem seria aquele Jovem Duro de fôlego que ousava ofender a família Mosgla, que estava no auge na Capital Imperial.
Quem quer que fosse, certamente iria se arrepender.
Com esse pensamento, ela ergueu o olhar.
Mas então, a expressão da Chefe das Criadas Maria congelou no rosto.
O jovem de cabelos pretos e olhos azuis entrou contra a luz. Apesar de um sorriso no rosto, não havia traço de alegria em seus olhos, e ele parecia cercado por uma tempestade intensa.
Você... é você?
Sua voz estava tomada de assombro.
Afinal, ela tinha acabado de ouvir dos criados que este segundo filho da família Bartleion provavelmente tinha morrido na fronteira.
Mas agora, em tão pouco tempo, ele reapareceu diante dela, vivo.
Tudo parecia um sonho.
Recordando as rusgas entre ele e a família Mosgla, tudo parecia derivar das disputas envolvendo a senhorita Irina e este segundo filho.
Por alguma razão, olhando para o seu porte, a Chefe das Criadas Maria de repente sentiu um pressentimento ruim.
"Depois de mais de um ano, parecem haver muitos rostos novos em casa," disse o jovem, varrendo o pó do ombro. "Olá a todos, meu nome é Lynn Bartleion, o único herdeiro legal e legítimo desta casa. Vocês podem me chamar de Mestre, ou podem se dirigir a mim como Jovem Mestre Lynn."
A encrenca havia chegado.
A Chefe das Criadas Maria reprimiu a turbulência em sua mente e respirou fundo.
"Peço desculpas, mas não recebi nenhum aviso sobre o retorno do Jovem Mestre Lynn para casa," disse ela, de modo objetivo. "Portanto, antes de entrar, apresentem algo que verifique a identidade de vocês, para evitar mal-entendidos desnecessários."
Não era por maldade. Ela apenas estava atrasando o tempo, já tendo avisado a família Mosgla, esperando que alguém viesse.
Ela não tinha autoridade para lidar com Lynn sozinha, então essa era sua única opção.
Contudo, a Chefe das Criadas Maria parecia ter subestimado uma coisa.
Ao ouvir suas palavras, Lynn suspirou por algum motivo.
"Ser educado antes de recorrer à força realmente não é meu estilo... esqueçam essas formalidades," ele balançou a cabeça, apontando para os criados da fronteira, "mate-os... não, capture-os primeiro."
"Então, ajude-me a descobrir onde está Eleanor."