
Volume 4 - Capítulo 387
O Amante Proibido do Assassino
387 “Que tal a gente se torna amigo?”
Zi Han sinceramente achava que seria muito fácil escapar daquele lugar, mas estava muito enganado. Parecia que a tal de tia-avó dele tinha se certificado de que o bar só tinha uma entrada e uma saída, o que não estava de acordo com as normas de segurança em caso de incêndio.
Zi Han subiu na privada e olhou para fora, mas a janela era pequena demais, até mesmo para ele. Parecia que a única pessoa que caberia ali seria uma criança de colo.
“Droga”, ele resmungou antes de descer. Empurrou a porta do box e disse: “Iggy, como eu vou sair daqui?”
“Pela porta da frente”, respondeu Igneous, e Zi Han retrucou:
“Gostaria que fosse tão simples assim.”
Zi Han chegou ao reservado onde Raya estava sentado e se acomodou de forma displicente, suspirando. Lançou um olhar casual para o Secretário K e viu que ele estava em um dos reservados, com uma expressão melancólica, como se tivesse passado por uma grande tribulação. E era verdade, o cabelo impecável dele estava sendo destruído pela cabeleireira. Como era de se esperar, a licença dessa mulher provavelmente era comprada ou algo do tipo, porque ela não conseguia cortar cabelo nem que a vida dela dependesse disso.
Zi Han mostrou a língua para o Secretário K, mas o homem não reagiu. Continuou cabisbaixo, com uma espessa nuvem cinzenta pairando sobre sua cabeça, expressando claramente seu humor.
Zi Han ouviu a pessoa sentada ao seu lado rir. “Você é tão fofo”, disse Raya, e os olhos de Zi Han se arregalaram.
“Eu não sou fofo. Fofo é para cachorrinhos”, respondeu ele com um resmungo.
.....
Raya riu e disse: “Você é muito engraçado. Nem consigo acreditar que você é a mesma pessoa que botou aquelas pessoas no lugar delas. Você é um amor e mortal ao mesmo tempo. Muito estiloso.”
Zi Han, “...”
“Você pode dizer isso, mas ainda não vou estar interessado”, disse Zi Han, e Raya ficou um pouco surpreso.
“O que você quer dizer? Você não está interessado em ser meu amigo?”, perguntou ele, e Zi Han estreitou os olhos, um pouco confuso. Espere, será que ele sabia que aquilo era um encontro às cegas? Pelo visto, ele talvez não soubesse.
“Você está percebendo que isso era para ser um encontro às cegas, né?”, perguntou ele, e os olhos de Raya se arregalaram. Ele não conseguia acreditar.
Ele não fazia ideia de que aquilo era uma armação, mas, na verdade, ele achava Zi Han muito atraente. Era um pacote completo. Alto, bonito, com olhos tão encantadores que podiam roubar a alma de alguém. A voz dele, o humor, tudo nele era do agrado de Raya. Ele pensou que conhecer esse ídolo não seria tão ruim, mas acabou que era um encontro às cegas.
Raya apoiou o queixo no cotovelo enquanto olhava para Zi Han e disse: “Sério? Que fascinante. Parece que sua mãe é tão controladora quanto a minha.”
Zi Han, que achava que sua mãe tinha ido longe demais, ainda não conseguia falar mal dela pelas costas, então disse: “Não é bem assim. Ela só está me protegendo.”
Raya se recostou e disse: “Eles dizem isso, mas ainda é uma bagunça. Minha mãe me arrumou um encontro com uma garota apesar de eu ter dito as minhas preferências. Pelo menos sua mãe te escuta. Ela pelo menos acertou o gênero.”
“Bem, ela acertou... mas”, disse ele, parando de falar quando seu cérebro luminoso vibrou. Zi Han olhou e, ao ver as imagens que Yi Chen lhe enviou, apertou os lábios, suprimindo um sorriso.
“O que foi? É algo bom?”, perguntou Raya, percebendo o sorriso que ele tentava esconder do mundo. Era a segunda vez que ele via aquele sorriso.
“Nada demais. Só meu amigo enviando algumas fotos”, disse Zi Han enquanto digitava uma resposta.
Desconhecido2: Me dê mais vinte minutos e eu escapo.
Desconhecido2: As janelas são muito pequenas e só tem uma entrada.
Zi Han terminou de digitar e olhou para o Secretário K. Vinte minutos era muito tempo para ele. Ele só queria ir embora agora. Ele estava esperando tanto tempo para ver seu anjo de asas.
Desconhecido: A comida vai esfriar.
Desconhecido: O que você está fazendo aí, afinal?
Zi Han estava prestes a responder quando Raya perguntou: “Você parece ter amigos já. Quero dizer, cada vez que você olha para seu cérebro luminoso você parece tão feliz.”
Zi Han, que estava realmente feliz, disse: “Eu tinha muitos amigos, mas depois de todo o incidente, não me atrevi a me conectar com eles porque não quero que eles se metam em problemas. Mas mantive um amigo e estou tentando encontrá-lo.”
Raya franziu os lábios, mas sentiu uma certa opressão. Mesmo que aquilo não fosse exatamente um encontro às cegas, ele achava que Zi Han pelo menos lhe daria alguma atenção e lhes daria a oportunidade de desenvolver algum tipo de amizade, considerando que eles estariam interagindo mais do que ele interagia com seus antigos amigos.
O sorriso de Raya estava um pouco forçado enquanto ele respondia: “Posso te ajudar a escapar. Se é isso que você quer.”
Os olhos de Zi Han brilharam. Ele perguntou: “Sério? Então você vai dizer para minha mãe que ficamos juntos o tempo todo e que você não gosta de mim?”
Raya passou a língua nos lábios enquanto se recostava na cadeira. Ele sugeriu, mas não achava mesmo que Zi Han aceitaria a oferta. “E o Secretário K? Ele não vai te entregar?”, perguntou ele, mas Zi Han sorriu enquanto olhava para o Secretário K.
“Ah, ele não vai dizer nada”, disse ele enquanto lançava um olhar para aquele cabelo todo detonado.
O Secretário K sentiu um arrepio na espinha ao encontrar aqueles olhos. Como ele pode ter tanto medo de um homenzinho, metade da sua idade?
Zi Han era assustador. “Posso dizer a ela com uma condição”, disse Raya, e Zi Han o olhou, imaginando o que ele poderia pedir em troca.
“Que seria?”, perguntou ele, e Raya tocou o queixo como se estivesse pensando.
“Que tal a gente se tornar amigo? A missão de hoje foi incrível e eu adoraria fazer mais dessas coisas com você”, disse ele, e suas palavras vieram do coração. A partir dessa pequena interação, ele soube que queria sair mais com esse ídolo. Quem sabe, talvez eles pudessem se tornar amigos, amigos de verdade.