
Volume 4 - Capítulo 386
O Amante Proibido do Assassino
386 Zi Han e a franjinha micro
O Marechal estava certo. Yi Chen era muito rancoroso e já tinha planejado como se vingar do pai. Só que agora, sua cabeça estava toda em ver Zi Han.
Enquanto isso, Zi Han chegara ao Beagle Bêbado e finalmente entendeu o olhar trocado entre os dois. Eles tinham armado para ele, com certeza.
Do momento em que alguém entrava no Beagle Bêbado, notava uma pessoa em particular. Não porque ela fosse grande, alta e forte... não. Ela era baixinha, uma miniatura de dinamite, e era explosiva.
Ela estava colocando um sujeito adulto para fora do bar. Depois de terminar, limpou as mãos e disse: “Se eu te ver aqui de novo, te corto... te corto feio mesmo.”
Zi Han, “...”
Ela tinha a altura da cintura de Zi Han e uma cara de poucos amigos. Notou os três e disse: “Xixi, o que você está olhando? Sai daí e entra.”
Zi Han, “...”
Ele sabia que se parecia com a mãe, mas ninguém os confundiria. Ele era um homem, pelo amor de Deus.
“Eu não sou Xixi... sou o filho dela”, disse ele, indo atrás, só que a mulher se virou, subiu em uma cadeira, agarrou seu colarinho e o puxou para perto, como se quisesse confirmar suas palavras.
.....
Depois de fitá-lo por um longo tempo, seus olhos brilharam e ela o puxou para um abraço, quase o sufocando. “Que a Hanifa cresceu! Que fofinho. Finalmente veio ver a velhinha”, disse ela, e Zi Han, que nem fazia ideia de ter outra parente, quase foi estrangulado até a morte.
“Se-secretário K... a-ajuda”, disse ele, lutando para respirar, mas o Secretário K fez de conta que era surdo.
Três pessoas que não se devia contrariar: Zi Xingxi seria a primeira, seguida por Zi Feiji, e esta pessoa aqui era a terceira. Se você a ofendesse, guardaria rancor tanto que te seguiria até o túmulo.
Então, sim, ele se acovardou. Gostava da vida como era. Zi Han não podia acreditar que tinha sido abandonado. “Traidor”, sussurrou ele, a pálpebra tremendo. O Secretário K se virou, o coração um pouco abalado. Aquele olhar nos olhos de Zi Han o aterrorizou. Ele teve a sensação de que, num futuro próximo, o nome de Zi Han estaria entre os três mais temidos.
Para a sorte de Zi Han, a mulher não pretendia estrangulá-lo até a morte. Ela o soltou e, logo depois, tocou no cabelo dele.
“Ah... quem cortou seu cabelo? Está... tão desproporcional. Que corte é esse?”, perguntou ela.
Zi Han, cujo cabelo tinha sido cortado pela mãe, “...”
“Deixa essa tia velha arrumar para você. O que acha de uma franja micro? Vou cortar bem curtinho”, disse ela, e os olhos de Zi Han se arregalaram. De jeito nenhum ele deixaria aquela mulher tocar no cabelo dele, bem... mais do que já tinha tocado.
“Jovem senhor, essa é sua tia-avó Hyun. Prima distante do seu avô”, disse o Secretário K, finalmente apresentando os dois.
“Como eu não sabia que tinha uma tia-avó?”, sussurrou Zi Han, só que a mulher franziu a testa antes de dizer:
“Porque seu avô tem inveja de mim. Ele ficou preso à organização enquanto eu vivo uma vida despreocupada, então, sim, muito invejoso”, disse ela com um ar orgulhoso, “ele provavelmente estava com medo de você querer seguir os passos da sua tia-avó e vir trabalhar como bartender para mim.”
Zi Han, “...”
Agora ele sabia por que não conhecia ela. Ela era doida. Se estivesse no comando da Guarda Sangrenta, a administraria do mesmo jeito que administrava o Beagle Bêbado, com mão de ferro. Ela podia até começar uma guerra.
“Quer que eu te ensine a fazer um coquetel de arrasar?”, perguntou ela, mas antes que Zi Han pudesse responder, outra pessoa começou a causar problemas.
Ela desceu da cadeira e foi até o bêbado, gritando obscenidades. Raya, que tinha ido procurar um lugar para sentar, voltou e disse: “Senhor, achei um lugar para sentar. Me siga.”
Zi Han, que não queria sentar, inconscientemente se virou para ir embora, só que acabou esbarrando no Secretário K.
Ele olhou para cima, esfregando a testa e perguntou: “Qual sua altura?”
O Secretário K se abaixou e sussurrou: “Jovem senhor, por favor, tenha paciência. Fique aqui por pelo menos trinta minutos, então posso ajudá-lo a escapar. Imagine que está saindo com uma nova amizade.”
Zi Han resmungou antes de se virar com um sorriso forçado. “Claro, vamos... vamos ficar um pouco”, disse ele e voltou.
Os dois se sentaram juntos, mas pareciam tão distantes. Era óbvio que um estava sendo forçado a isso, enquanto o outro estava genuinamente interessado em conhecer aquele ícone. Raya nem sabia que era um encontro às escuras ou algo assim. Ele foi instruído a conhecer Zi Han porque o jovem senhor estava procurando novos amigos. Ele achou estranho, porém, que eles tivessem perguntado quais eram suas preferências.
Haha, novo amigo. Espere até seu amigo atual ouvir falar disso.
“Então, como foi assassinar o primeiro-ministro...”, perguntou ele, tentando encontrar um assunto em comum que pudesse descontrair a atmosfera tensa entre eles, mas Zi Han o interrompeu antes que ele pudesse terminar a frase.
“Vou ao banheiro”, disse ele, levantando-se abruptamente.
Raya arqueou a sobrancelha antes de perguntar: “Espere, antes de ir... o que você gostaria de beber?”
Zi Han, que acabara de sofrer uma ressaca terrível, respondeu: “Água com limão e gelo... já volto.”
Depois de dizer isso, foi para os fundos do bar e acabou esbarrando na tia-avó. “Ah, Hanifa”, disse ela, só que Zi Han a corrigiu.
“É Han... só Han, não Hanifa.”
“Hum? Achei que seu pai queria que você se chamasse Hanifa. Acho que estava enganada. Então, o que acha do corte de cabelo?”
Zi Han, “...”
Qual era a obsessão daquela mulher por cortar cabelo? O cabelo dele estava ótimo, além do mais, a mãe o mataria se alguém mexesse nele.
Zi Han curvou as costas e mordeu os lábios, os joelhos juntos, fingindo que estava prestes a fazer xixi nas calças. “Tia-avó, preciso ir ao banheiro. Me desculpe, mas o cabelo do Secretário K é uma bagunça. Acho que ele precisa de um corte”, disse ele antes de passar correndo por ela. Não se sentiu culpado por entregar o Secretário K. Isso lhe daria uma lição, uma lição que ele nunca esqueceria.