O Amante Proibido do Assassino

Volume 3 - Capítulo 220

O Amante Proibido do Assassino

220 YI CHEN!!!

“YI CHEN!!!” berrou Zi Han, se levantando.

Yi Chen, “....”

“Você disse que eu devia esfregar, então eu esfreguei”, explicou ele com uma expressão inocente, como se ele não fosse o único a ter cometido o crime.

“Você pega isso”, disse Zi Han, esfregando a própria bunda que ardia. Ele tinha vingança escrita na cara. Até Yi Chen sabia que, se se curvasse, levaria uma surra daquelas.

Mas, em vez de se curvar, Yi Chen tocou algo em sua bracelete e, como se o ferro fosse atraído por um ímã, o dispositivo foi puxado de baixo.

Zi Han, “....”

Sua expressão mudou drasticamente enquanto ele se aproximava de Yi Chen, colocando seu plano de vingança em prática. Yi Chen rapidamente agarrou os pulsos de Zi Han e os cruzou, prendendo-o.

Mas, como Yi Chen ainda não havia se recuperado totalmente, estava tendo mais dificuldade que o normal para dominar Zi Han.

“Yi Chen, me solta. Você me deu duas palmadas, então é natural que eu te dê quatro”, disse Zi Han, com um tom sério, como se realmente tivesse direito a quatro tapas na bunda.

.....

“Hahaha, por que quatro se eu te dei duas? Você não está exagerando?”, disse Yi Chen com um sorriso radiante no rosto enquanto se digladiavam.

Zi Han sorriu maliciosamente enquanto dizia: “Então deixa eu te morder uma vez, aí a gente fica quites.”

Yi Chen, que não fazia ideia do porquê Zi Han queria mordê-lo, franziu a testa e perguntou: “Por que você quer me morder?”

“Por que você me bateu? Eu não te fiz essa pergunta, então por que você me faz?”, argumentou Zi Han, com razão. “Escolha: quatro tapas ou uma mordida?”

Yi Chen pensou que escolher a mordida era a melhor opção, então puxou Zi Han para mais perto e perguntou: “Onde você quer…?”

Yi Chen não conseguiu terminar sua pergunta. Isso porque Zi Han foi direto para o pescoço de Yi Chen e, como uma víbora, mordeu-o com força, fazendo Yi Chen sugar uma lufada de ar frio.

Zi Han lambeu suavemente a marca da mordida com a ponta da língua antes de chupar com tanta força que deixou uma chupada bem visível. Enquanto isso, a mão de Yi Chen acariciava suavemente as costas de Zi Han, seu corpo enrijecendo sob a provocação do outro.

Ele soube que havia feito a escolha certa quando sentiu aqueles lábios macios e quentes em sua pele. Suas entranhas derreteram como as geleiras no começo da primavera.

Sua mão se moveu para a nuca de Zi Han e ele acariciou suavemente sua pele com o polegar. Quando Zi Han finalmente o soltou, Yi Chen abaixou a cabeça e perguntou em um sussurro: “Satisfeito?”, sua respiração quente contra a orelha de Zi Han o fazendo coçar.

Zi Han recuou um pouco, sentindo-se levemente sem graça. Ao ver sua bela obra-prima, Zi Han ficou feliz como se tivesse realizado algo grandioso. Agora todos saberiam que Yi Chen era propriedade de alguém.

“Ficou bom. Agora para de enrolar e guarde o dispositivo”, disse Zi Han antes de se virar para ir embora. Aquele lar lhe trazia lembranças tristes e ele não queria ficar mais.

Yi Chen agarrou seu braço e o impediu, dizendo: “Mas você achou. Pegue.”

Zi Han não estava afim. Se Yi Chen não conquistasse o primeiro lugar, não ficaria preso com Evan pelo resto de sua carreira militar? Se Yi Chen vencesse, também poderia escolher as pessoas de melhor desempenho para se juntarem à sua equipe.

Agora que eles eram amigos de beijos, tapas na bunda e chupões no pescoço, por que diabos Zi Han o deixaria andar por aí como um solteiro? Ele precisava estar na equipe de soldados de elite, caso contrário, poderia muito bem desistir.

“Você acha que eu deixaria o Evan te superar? Você tem que ficar em primeiro”, respondeu ele seriamente.

“Por quê?”, perguntou Yi Chen, puxando-o de volta, com vontade de beijar aqueles lábios novamente.

“Se você precisa perguntar, esquece”, disse ele, mas Zi Han ainda não pegou o dispositivo.

Yi Chen abaixou ainda mais a cabeça, com a ponta do nariz quase roçando o do outro. “Eu vou pegar… somente se você concordar em ser meu namorado”, disse Yi Chen, com uma voz como a de uma serpente charmosa, tentando a Eva a dar uma mordida na fruta proibida.

Zi Han ficou enfeitiçado por aqueles lábios e estava fechando os olhos enquanto se inclinava mais perto na ponta dos pés para roubar um beijo. Mas quando ouviu o que Yi Chen disse, recuou um pouco e exclamou: “Que sem vergonha.”

“O quê? Você não acha que deveríamos oficializar? Quase morri hoje e tudo em que conseguia pensar era em você”, explicou Yi Chen, puxando-o para mais perto.

“Eu quase morri também, mas não estava pensando em arrumar um namorado… Eu não pretendo me apaixonar. Já te disse isso”, respondeu Zi Han, mas Yi Chen estava determinado a conseguir o que queria.

“Então você não estava pensando em mim?”, perguntou Yi Chen, dando um passo à frente, seu olhar ardente fixo em Zi Han.

Zi Han apertou os lábios, recusando-se a responder a essa pergunta. Claro, tudo em que ele estava pensando era em Yi Chen. Mesmo quando seu pai o abandonou novamente, tudo em que ele conseguia pensar era em voltar para Yi Chen.

“Eu sei que você não quer se apaixonar, mas posso te dar tudo o que você quiser, desde que você concorde em ser meu namorado”, disse Yi Chen, tentando reduzir a distância entre eles novamente e dar outra mordida nessa iguaria saborosa.

“A gente não pode conversar sobre isso mais tarde?”, perguntou Zi Han, tentando ao máximo manter a lucidez.

Yi Chen acariciou levemente a bochecha de Zi Han com a ponta dos dedos, enquanto dizia: “Han Han, você não tem ideia de quanto tempo eu estou me segurando. Do momento em que pus meus olhos em você, eu soube que havia uma conexão especial entre nós.”

“Quando descobri como eu me sentia por você, não se tratava mais apenas de mim. Toda decisão que eu tomei foi para nós dois. Eu sabia que não ia mais andar sozinho nessa vida. Eu ia andar com você. Eu gosto muito de você e quero que você seja meu namorado.”

Zi Han, ‘Oh, droga!’

Pequena cena teatral

O coração de Zi Han: Droga! Estamos ferrados.

O irmão mais novo de Zi Han: Não se preocupem comigo, rapazes. Eu estou assumindo o comando.

A mente de Zi Han: Ai, coisas assim acontecem quando você deixa a cabeça pequena fazer o raciocínio.

O crisântemo de Zi Han: Eu não acho que ele está fazendo o raciocínio… Eu estou.

Todos: ???

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