O Amante Proibido do Assassino

Volume 3 - Capítulo 219

O Amante Proibido do Assassino

219… sempre sou eu quem fica duro…

O olhar atento de Yi Chen seguia cada movimento de Zi Han. Ele observava aqueles dedos finos pairando perigosamente sobre seu baixo ventre, seu corpo instantaneamente esquentando como se uma chave tivesse sido ligada.

Sim, ele sabia que Zi Han estava apenas cuidando de seus ferimentos, mas a protuberância em suas calças não conseguia deixar de se contrair, exigindo reparação.

Zi Han estava tão concentrado nos ferimentos que nem percebeu que a metralhadora estava engatilhada e pronta para disparar. “O que causou isso?” perguntou Zi Han ao ver os ferimentos que já estavam começando a cicatrizar.

A testa de Zi Han se franziu em confusão. Não havia tanto sangue agora pouco? Que diabos?

Yi Chen engoliu em seco antes de falar com voz rouca: “Estou bem. Sinto uma leve dor, só isso… Se você quiser que eu me sinta melhor, pode me beijar.”

Zi Han o olhou com uma expressão de “você está de brincadeira?”. Quem foi que disse agora pouco que era inapropriado fazer isso aqui? O que tinha de tão inapropriado em beijar em uma vila abandonada?

O que ele não percebeu era que o “fazer isso aqui” a que Yi Chen se referia era do tipo “ficar pelado e se acabar”. Era a versão menos inocente de “fazer isso”.

“Você não disse que era inapropriado?” perguntou Zi Han enquanto colocava um curativo nos dois ferimentos depois de borrifar spray antisséptico.

Yi Chen estendeu a mão, roçando levemente seus dedos no queixo de Zi Han. Zi Han olhou para cima e, quando seus olhos se encontraram, Yi Chen disse: “Eu quis dizer a outra coisa. Beijar está ótimo.”

A testa de Zi Han se franziu um pouco, perplexo, mas assim que entendeu o significado, seus olhos se arregalaram enquanto ele beliscava a cintura de Yi Chen em retaliação.

“Que diabos? Quem disse que eu queria fazer isso com você?” disse Zi Han com ondas de calor subindo para seu rosto.

“Negue o quanto quiser, mas seu corpo foi honesto”, respondeu Yi Chen enquanto agarrava o pulso de Zi Han e o puxava para mais perto. Zi Han se viu entre as pernas de Yi Chen, com sua coxa acidentalmente roçando na protuberância negligenciada.

“Você estava esfregando em mim agora mesmo como se implorasse para… mmm”, disse ele antes que Zi Han fechasse a boca.

“Para uma pessoa ferida, você fala muita merda”, disse Zi Han, sem deixar Yi Chen soltar sua boca.

Yi Chen estendeu a mão e limpou as bochechas de Zi Han, que estavam um pouco molhadas de tanto chorar mais cedo.

Ele removeu a mão de Zi Han de sua boca e perguntou: “Por que você estava chorando?” com uma expressão de preocupação.

Zi Han limpou o rosto enquanto dizia: “Se preocupa com a sua situação lá embaixo. Não podemos ir embora enquanto aquela coisa não se comportar”, disse Zi Han, evitando o assunto.

Ele não queria falar sobre seu pai agora. Realmente não era a hora certa, então ele evitou o assunto completamente.

Zi Han verificou o detector que piscava incessantemente e começou a procurar o dispositivo. Yi Chen fechou o zíper de seu terno enquanto seguia a figura de Zi Han com os olhos.

“Han Han, por que sempre sou eu quem fica duro entre nós? Você não se sente atraído por mim?” ele perguntou enquanto passava os dedos pelo cabelo que havia sido despenteado pelos eventos anteriores.

Zi Han, que estava procurando o dispositivo, virou-se para lançá-lo um olhar furioso. Ele estava prestes a dar uma resposta sarcástica quando viu Yi Chen bagunçando o cabelo como um modelo em um comercial de xampu. Ele não sabia o que era tão atraente.

Talvez fosse uma combinação do rosto de Yi Chen, o movimento de seus dedos enquanto ele jogava o cabelo para trás, ou a maneira como Yi Chen o olhava. No geral, dava a Yi Chen um charme irresistível.

“O que você está fazendo? Gravando um comercial de xampu?” perguntou Zi Han antes de desviar o olhar apressadamente.

Yi Chen, “…”

“Aqui, achei”, disse Zi Han enquanto olhava embaixo do balcão da cozinha inacabado.

Yi Chen se levantou e caminhou até lá, mas seus passos pararam quando ele viu a bunda empinada de Zi Han simplesmente o desafiando a ser beliscada.

Agora ele podia fazer uma de duas coisas. Ou se comportava e agia como um cavalheiro, ou beliscava e depois se desculpava?

Bem, já que ele era um cavalheiro exemplar e o futuro pilar da federação, ele engoliu em seco e resistiu à vontade.

“Você…”, disse ele antes de limpar a garganta e continuar a perguntar: “precisa de ajuda?”

Zi Han se esticou ainda mais embaixo do armário empoeirado, arqueado as costas. “Não, estou bem”, respondeu Zi Han, sua voz ligeiramente rouca.

Agora, mesmo que Yi Chen quisesse ser um cavalheiro, havia apenas tanto que ele poderia resistir na frente da pessoa que ele gostava. Ele lambeu o lábio inferior e, com sua mão direita coçando, ele fez o impensável.

Pa!

“Ai… droga”, gritou Zi Han enquanto seu corpo inteiro congelava por um momento. Quando ele entendeu o que havia acontecido, levantou a cabeça bruscamente e olhou para o culpado.

Yi Chen, que ainda não conseguia acreditar no que acabara de fazer, olhou para ele sem saber se devia correr ou ficar ali e enfrentar as consequências. Yi Chen não apertaria o botão do extrator mesmo que sua vida estivesse em perigo, mas diante do rosto lívido de Zi Han, ele estava até considerando isso. Ele se arrependeu? Não! Foi tão bom que ele queria fazer de novo.

“O que foi isso? Pelo menos massageia depois se você vai bater nas minhas partes carnudas. Agora para de brincar”, disse Zi Han antes de se virar com as pontas das orelhas vermelhas.

‘Bem, isso é novo’, pensou ele enquanto cerrava os lábios, reprimindo um sorriso inexplicável. Droga, ele era tão tarado? Por que aquilo tinha sido tão bom?

Zi Han sacudiu a sensação e estendeu a mão novamente. Quando a ponta dos dedos tocou o dispositivo, Zi Han sentiu uma deliciosa picada em sua bunda, tendo sido novamente beliscado. Desta vez, Yi Chen esfregou suavemente depois, mas ainda assim. Ele (Zi Han) não disse que eles deveriam parar de brincar agora pouco?

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