
Volume 2 - Capítulo 134
O Amante Proibido do Assassino
134 Presente antecipado do Dia dos Pais
Sua fúria atingiu o nível crítico ao entrar no quarto do hotel. Zi Xingxi estava estirado na cama, roncando feito um porco, enquanto Zi Han dormia no chão, tendo caído do sofá. O quarto era uma zona: almofadas espalhadas pelo chão e algumas garrafas de vinho vazias jogadas por ali.
A playlist de karaokê tocava baixinho, presa em loop – e era uma playlist deprimente, diga-se de passagem. Em resumo, os dois se divertiram sem ele.
– Vocês dois! Levantem! – berrou ele, entrando com o Velho Lu atrás.
Zi Han murmurou algo enquanto apertava o travesseiro, mas este foi arrancado de suas mãos, deixando-o sem nada para bloquear a luz.
– Ah… mas é fim de semana – disse ele com voz rouca, virando-se para se esconder da luz como um vampiro.
Zi Feiji foi até a cama e puxou o edredom, acordando Zi Xingxi. – Pai – resmungou ela, tentando recuperar o edredom. A cabeça latejava como se mil agulhas a espetassem.
Sem conseguir segurar o edredom, ela só conseguiu sentar-se, fazendo um biquinho com o cabelo bagunçado. – Você ainda está bravo? – perguntou ela, sentada de pernas cruzadas na cama. – A gente queria te dar um tempo para se acalmar.
– O que você acha? Claro que ainda estou bravo. Esperei vocês a noite toda – respondeu Zi Feiji, jogando o edredom no chão.
Zi Han engatinhou do chão, com a cabeça aparecendo por trás da mesa de centro. – Mas você disse que eu não devia voltar para casa – disse ele, sentindo-se injustiçado.
…
– Também te disse para ficar longe do moleque Yi, e o que aconteceu? Você não me ouviu antes, mas agora resolveu me escutar? … Levanta, vai tomar um banho. Você cheira a cervejaria – respondeu Zi Feiji, fazendo um escândalo sem motivo.
Zi Han esfregou os olhos doloridos, reclamando: – Ah, vovô, não precisa de ataques pessoais. Você não precisa ser tão malvado.
Zi Feiji: …
Zi Han levantou o suéter que usara na noite anterior sobre a camiseta de frio e fez uma careta depois de cheirá-lo. – Tá certo, você está certo. Eu cheiro a vinho azedo – disse ele antes de se levantar.
– Isso mesmo. Você cheira a vinho rançoso e más decisões. Agora vai tomar um banho – disse ele antes de se virar para a principal culpada: – Você deixou ele fumar?
Zi Xingxi: …
Como diabos ele descobriu? Foi só uma tragada, só isso. Com os olhos semicerrados, ela inclinou a cabeça para o lado e respondeu: – Nããão… eu… não.
Até uma criança de dois anos conseguiria ver que ela estava mentindo, que dirá essa velha raposa que estava no jogo há tanto tempo. – Vocês dois são inacreditáveis… e nem me convidaram.
Foi então que Zi Xingxi entendeu por que ele estava tão chateado. Ele estava com raiva porque se sentiu excluído, o que acontecia com frequência. Ela se sentiu um pouco mal, então prometeu: – Hoje a gente faz o que você quiser. Você escolhe qualquer coisa e a gente faz. Pode considerar um presente antecipado do Dia dos Pais.
– Então vocês vão fazer qualquer coisa que eu pedir? – perguntou ele, um pouco cético.
Zi Xingxi esfregou a cabeça latejante e respondeu: – Sim… – sem nem perguntar a Zi Han se ele concordava.
Duas horas depois, Zi Xingxi estava se arrependendo. Muito arrependida. O que ela aprendeu com essa experiência foi nunca dar um cheque em branco para Zi Feiji. Zi Han continuava a encará-la com um olhar que parecia dizer “você tinha que me envolver nisso”.
Cansada de ser olhada daquele jeito, ela se aproximou enquanto o pai observava a pintura com os olhos brilhando. – Não me olha assim. Você o deixou bravo primeiro – sussurrou ela antes de cutucar o ombro dele.
– É, eu deixei, mas eu não queria ir com ele ao museu. Tudo aqui é chato e eu estou com ressaca – sussurrou alto, só para a mãe beliscar a lateral de sua cintura. – Ai… isso dói.
– Abaixa essa sua voz. Ele vai te ouvir – disse ela sorrindo e acenando para Zi Feiji, que lançava olhares em sua direção. – Sorria e acene – disse ela entre dentes, e Zi Han acenou para o avô enquanto murmurava:
– Isso é tão divertido.
Zi Feiji pareceu satisfeito, sorrindo alegremente antes de voltar o olhar para a pintura de uma mulher com uma cara de poucos amigos.
Zi Han verificou seu celular pela enésima vez, e Zi Xingxi não conseguiu evitar provocá-lo. – Por que você fica verificando isso? Está esperando uma mensagem do seu namorado? – disse ela com um sorriso provocador. Quando a mãe estava de ressaca, ela era muito má.
– Não, e por que você está falando de um jeito estranho? É um amigo que por acaso é um menino, não um namorado. Você está me dando arrepios – sussurrou ele, trancando o celular. Ele estava irritado porque tinha uma ressaca infernal e Yi Chen ainda não havia respondido às suas mensagens da noite anterior. Parecia que ele ainda estava bravo com ele.
Zi Xingxi riu antes de ir até o pai para fazer-lhe companhia. Ela tinha que acalmá-lo, senão ele tornaria suas vidas miseráveis nas próximas semanas. Miserável, nesse caso, significava que ele não pararia de falar sobre isso.
Zi Han suspirou de aborrecimento enquanto escrevia outra mensagem.
GalãHan: Você ainda está bravo comigo?
GalãHan: ?
– Ah, droga – murmurou ele antes de ir até a família. Eles eram as únicas pessoas que podiam distraí-lo o suficiente, senão ele acabaria dirigindo até a casa de Yi Chen por impulso, agarrando-o pelo colarinho e sacudindo-o até a morte.
Este ia ser mesmo um dia péssimo. Um dia péssimo mesmo.