O Amante Proibido do Assassino

Volume 2 - Capítulo 133

O Amante Proibido do Assassino

133 Comer e beber até cair

Quando Zi Xingxi disse que ia pedir comida, ela quis dizer que ia pedir um banquete. Só de olhar para aquela mesa farta, era impossível entender onde raios toda aquela comida ia parar.

Era como um jantar de Natal capaz de alimentar nove pessoas, mas era só para duas. Ela ainda elevou as coisas a outro nível, pedindo apenas pratos apimentados. Tinha macarrão de vidro apimentado com ovos cozidos e bolinhos de tofu fritos, cogumelos enoki apimentados, bolo de arroz coreano, frango frito apimentado, etc.

Para ser franco, era como se ela estivesse planejando um mukbang.[1] Não era a primeira vez que faziam isso, mas já fazia mais de dois anos desde a última comilança sem limites.

“Mãe, você está querendo queimar um buraco no meu estômago?”, perguntou Zi Han, mas já pegava um par de pauzinhos para comer.

Zi Xingxi pegou uma garrafa de iogurte e colocou na frente dele. “Você está reclamando, mas é você quem come mais”, disse ela com um sorriso radiante.

Zi Han afastou a garrafa de iogurte e serviu um copo de vinho para os dois. “Vamos enlouquecer hoje à noite”, disse ele, entregando o copo a ela.

Zi Xingxi não se sentia confortável com a ideia dele bebendo tanto, mas deixou passar, considerando o que ele havia passado naquele dia. Ela sentiu que ele estava escondendo algo dela, mas não conseguia arrancar a informação dele.

Ela só conseguia pensar em outra maneira de descobrir o que aconteceu naquela viela antes de Yi Chen resgatá-lo.

Os dois eram magros, mas conseguiram acabar com toda a comida da mesa e ainda tinham energia para cantar karaokê até ficarem roucos.


Quando a noite terminou, eles estavam tão bêbados que Zi Xingxi se tornou uma bagunça emocional, amaldiçoando esse tal de An até o céu. Era a primeira vez que Zi Xingxi realmente falava o nome do marido na frente de Zi Han.

Mas como ele também estava bêbado, havia uma grande chance de ele não se lembrar. Esfregando os olhos marejados, perguntou: “Por que você odeia tanto eles? Eles te enganaram ou algo assim? AH! Eu não sei o que estou dizendo.” Ele cobriu o rosto vermelho com uma almofada do sofá, vendo tudo dobrado.

Zi Xingxi riu enquanto lutava para sentar direito. “Ele me enganou… ele me roubou meu primeiro beijo… me enganou para me casar com ele depois de… depois que ele deliberadamente se recusou a usar camisinha e me deixou… gorda. Aí ele me abandonou!”, disse ela, sentindo-se desapontada, e a música triste tocando ao fundo não ajudava a situação.

“Ele é um vigarista. Um maldito golpista… Por que você teve que me deixar, quando prometeu que estaria aqui para sempre?”, disse ela antes de cantar junto com a letra sentimental ao fundo. Era deprimente e triste ao mesmo tempo.

“Mãe… mãe… mãe…”, disse Zi Han, batendo no pé dela, ou pelo menos ele achava que estava.

“…. você é um mentiroso e um tra… o quê?”, respondeu ela, cortando sua voz rouca.

Zi Han riu antes de dizer: “Você parece um cachorro com um osso preso na garganta. Ahahahahahahahaha.”

“Seu pequeno…”, disse ela antes de jogar uma almofada no rosto dele. Zi Han se recostou rindo muito enquanto sua mãe continuava cantando como se sua vida dependesse disso.

Depois de muita cantoria e risadas, o quarto logo ficou em silêncio, com a música tocando em baixo volume.

Zi Xingxi deitou no sofá de frente para o teto, com a expressão em branco. Ela começou a se abrir ainda mais. “Eu sinto tanta falta dele… ele teria amado conhecer você… Por que ele me deixou? Ele prometeu que nunca iria embora”, disse ela em voz baixa antes de virar de lado e começar a chorar.

Apesar de já ter visto ela assim antes, Zi Han ficou muito triste. Sua mãe era forte e nunca mostrava seu lado vulnerável. Era só quando estava bêbada que ela ficava assim. Zi Han simplesmente se levantou e a abraçou, acariciando-lhe o cabelo suavemente.

O corpo de Zi Xingxi relaxou como massa em seus braços e ela se deixou levar sem nenhuma restrição. Provavelmente ela não ia se lembrar disso amanhã, mas esse choro era bastante necessário, e Zi Han estava disposto a lhe dar um ombro amigo.

Sempre que via sua mãe se desfazendo assim, ele ficava ainda mais certo de que não queria se apaixonar. Isso era muito doloroso. Foi realmente um fim triste para um dia agitado.


Bip! Bip bip! Bip!

“Argh… o que é isso?”, sussurrou uma Zi Xingxi sonolenta enquanto puxava a colcha.

“Mãe… desliga isso. Estou dormi…”, murmurou Zi Han com a cabeça enfiada embaixo do travesseiro.

Os bipes não pararam e foram acompanhados pelo tilintar das notificações em seus cérebros leves, mas além de gemidos baixos e grunhidos, os dois não acordaram.

Com um swoosh, a porta do hotel abriu e um Zi Feiji furioso apareceu. Aqueles dois moleques tiveram a ousadia de não voltar para casa a noite toda. Sim, claro, ele tinha dito a Zi Han para não voltar para casa, mas não quis dizer isso. Ele só estava dizendo isso de raiva, mas de todas as coisas que ele disse a eles, foi a única que eles levaram a sério e realmente ouviram?

Ele disse a Zi Han para ficar longe de Yi Chen, mas assim como sua mãe, ele foi direto para o fogo. Depois de esperar a noite toda por eles com uma expressão feia, ele estava uma fera e de mau humor também. Então ele os rastreou, pronto para repreendê-los, mas foi muito pior do que ele pensava.

Os dois comeram comida apimentada até cair e beberam a noite toda sem ele. Ele também queria comer comida apimentada até cair e beber álcool, mas nem foi convidado. E como ele soube o que eles fizeram na noite passada? Ele arrancou a informação da funcionária do balcão de atendimento. Um rosnado, e ela estava miando como um rato assustado.

[1] Mukbang: Transmissão ao vivo na internet na qual uma pessoa come grandes quantidades de comida enquanto interage com o público.

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