O Amante Proibido do Assassino

Volume 2 - Capítulo 116

O Amante Proibido do Assassino

116 Um Novo Nível de Despudor

Zi Han achou tudo muito divertido. Virou o rosto com uma expressão de “tudo bem”. Yi Chen apertou os lábios em uma linha fina quando finalmente processou a pergunta de Zi Han.

Quando se lembrou de que hoje havia trazido sua moto flutuante, o sorriso que ele havia contido ameaçou reaparecer. Ele não devia parecer muito feliz, senão Zi Han desconfiaria.

Ele tocou algo em seu cérebro-luz e o som de algo girando na parede permeou o ar antes que as portas se abrissem e uma moto flutuante preta com listras brancas aparecesse.

Os olhos de Zi Han brilharam como estrelas em uma noite sem lua e ele se aproximou com a intenção de pegar o assento do motorista. “Uau!… Eu vou dirigir”, declarou antes de levantar a perna, fazendo a saia subir alguns centímetros. Yi Chen tinha que admitir, Zi Han estava incrivelmente sexy, especialmente quando estava jogando o cabelo para trás enquanto a outra mão estava no acelerador.

Ele queria tanto tirar uma foto, mas que desculpa poderia usar? Para sua sorte, Zi Han teve a mesma ideia. Ele girou a cabeça e disse: “Rápido, rápido, presidente de turma Chen. Tira uma foto.”

Yi Chen fez uma cara séria enquanto respondia: “Me chama de Cheng-ge e eu tiro.”

“Ai, tão exigente”, respondeu Zi Han com o cotovelo apoiado preguiçosamente no para-brisa.

“Sou um fotógrafo muito caro, agora chama logo ou eu não tiro”, disse Yi Chen em tom brincalhão; infelizmente para ele, não tinha ideia de que estava se colocando em uma situação complicada.

Zi Han sorriu maliciosamente e disse: “Tenho uma melhor para você… Oppa… por favor, tira uma foto para mim.”

Yi Chen, ‘!!!!!’

Suas costas enrijeceram por um momento antes de suas orelhas esquentarem. Ele sabia que esse termo existia por causa do círculo de amigos de Yi Feng. Ele tinha ouvido Leila chamando Yi Feng assim, e a maneira como ela puxava o braço dele era absolutamente capaz de fazer Yi Feng corar. Ele ainda sabia que Leila era “top”, mas Yi Feng corou tanto que ficou parecido com um tomate maduro. Agora Zi Han simplesmente… Oh, meu Deus, como ele conseguiria sobreviver a esse golpe direto no coração?

“Onde… onde você…”, ele perguntou, mas não conseguiu terminar a frase porque sua voz estava ficando trêmula.

Zi Han respondeu sem rodeios, sua expressão voltando ao normal: “Algumas garotas nas favelas me chamavam assim. Agora tira a foto, senão vamos nos atrasar.”

A expressão de Yi Chen escureceu enquanto ele engolia mais um bocado de vinagre. Ele queria saber que tipo de conversa Zi Han estava tendo com aquelas garotas que o levaram a ser chamado assim.

O que ele não sabia era que Zi Han nem precisava falar com elas para que o chamassem assim. Elas sorriam timidamente enquanto estavam na janela da sala de aula, chamando-o e acenando para ele cada vez que ele passava. Era como a versão feminina de assédio de rua.

Seu ânimo caiu, mas ele ainda tirou fotos de Zi Han. Enquanto tirava as fotos, ele de repente teve a sensação sinistra de que algo sombrio e malicioso o observava.

Ele franziu a testa levemente enquanto olhava ao redor, mas não conseguiu ver nada de suspeito. Além de algumas pessoas passeando e olhares ocasionais em sua direção, não havia nada.

O que ele não sabia era que havia três pares de olhos sobre eles. Um par observava com um toque de pena em seus olhos. O outro par observava com prazer enquanto comiam sementes de melancia. O último par de olhos ardia de raiva. Se olhares pudessem matar, Yi Chen seria um monte de cinzas agora.

Yi Chen se sentiu mal à vontade, então, depois de tirar algumas fotos que ele nem chegou a admirar, deixou Zi Han dirigir depois de colocar um capacete nele. Yi Chen colocou o seu e sentou atrás de Zi Han obedientemente, colocando a mão na coxa dele como um verdadeiro cavalheiro.

Ele logo se arrependeu da decisão de deixar Zi Han dirigir. Ele experimentou a mesma coisa que Zi Feiji sentiu quando estava treinando Zi Han. O garoto amava velocidade tanto que fazia as pessoas pensarem que ele havia nascido em uma pista de corrida.

Yi Chen ficou tão chocado que inconscientemente agarrou a cintura de Zi Han com o peito pressionado contra as costas de Zi Han. Zi Han, que estava se divertindo muito, sorriu feliz enquanto gritava: “Se segura!! Woohoo!”

Yi Chen, ‘Droga!’

Quando chegaram ao seu destino, Yi Chen, que achava que vivia no limite, não tinha mais tanta certeza. Essa pessoa em seus braços era uma viciada em adrenalina da mais alta ordem. Olhando para o rosto inocente de Zi Han, ninguém acreditaria que ele era esse tipo de pessoa.

Yi Chen não tinha medo de nada, mas hoje Zi Han conseguiu assustá-lo de verdade. “É aqui?”, perguntou Zi Han tirando o capacete.

Yi Chen, que ainda o abraçava por trás, não se moveu. Ele permaneceu colado nas costas dele por mais um momento. Uma de duas coisas estava acontecendo. Ele estava ou respirando fundo ou “comendo tofu” [1].

Vamos deixar a audiência decidir o que exatamente ele estava fazendo.

Zi Han deu de ombros com um sorriso doce, tentando chamar a atenção de Yi Chen. “Chen-ge… para de fingir de morto. Eu sei que você não está morto”, disse ele com uma risada leve.

Yi Chen, que estava perfeitamente bem, não pôde deixar de ser um pouco sem-vergonha agora. Sua mão esfregou a cintura de Zi Han enquanto ele apertava o abraço. Sua respiração acelerou, seu rosto esquentando de vergonha. Em toda a sua vida, ele nunca pensou que seria tão sem-vergonha.

Zi Han se sentiu um pouco mal, então ele acariciou a mão de Yi Chen e disse: “Se acalme. Acho que fui um pouco longe demais.”

Antes que Zi Han pudesse retirar a mão, Yi Chen a agarrou com força e entrelaçou os dedos com um leve tremor na mão. Zi Han realmente pensou que ele estava abalado, então ele não disse nada.

[1] - Expressão idiomática que indica intimidade física, geralmente insinuando um contato amoroso não explícito.

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