Pet King

Volume 8 - Capítulo 727

Pet King

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Comparada à vasta extensão da China, a Alemanha era minúscula. De Hamburgo, ao norte, a Munique, ao sul, eram apenas 700 quilômetros.

Zhang Zian partiu do hotel pela manhã. Apesar de ter passado um tempo na lojinha de souvenirs durante a viagem, eles chegaram ao destino – uma pequena cidade litorânea ao norte – na parte da tarde.

A influência do Festival de Cinema de Berlim não chegava a essa cidade. Era visivelmente mais vazia que Berlim; mesmo sendo meio-dia, havia poucas pessoas na rua.

Fazia mais frio que em Berlim, e o céu estava nublado. Do lado de fora da janela do carro, a forte brisa marinha uivava. Os pedestres estavam todos bem agasalhados. Estava quase tão frio quanto no auge do inverno em Binhai.

“Sua majestade pergunta: será que esta é a pequena cidade alemã coberta por 72 mil toneladas de diamantes?”, perguntou Fina, incrédula, inspecionando a área lá fora. “Onde estão os diamantes? Sua majestade só sente cheiro de peixe!

Zhang Zian já havia esquecido suas palavras exageradas, mas Fina não. Ele tossiu, respirou fundo e disse: “Sim, é aqui, mas não se preocupe! Pense bem: se os diamantes estivessem expostos publicamente, não teriam sido levados por outras pessoas? Não sobraria nada para você, certo?”

Fina refletiu. A explicação parecia razoável, então ela acenou com a cabeça: “Seja como for. Sua majestade esperará um pouco mais. Mas o que você disse antes está errado – todos os diamantes do mundo pertencem a sua majestade. Qualquer mortal que ousar colocar as mãos neles será enviado para construir as pirâmides!”

“Xi, xi, xi! Falando bonito, seu safado! Continua com essa ladainha e vamos ver como você se sai!”, cacarejou a Leonina Nevasca. “Já aviso: quando chegar a hora, não vou mais comer ovos cozidos. Vou comer ovos fritos com salsicha!”

Zhang Zian estava preocupado, pensando em uma solução enquanto dirigia procurando o endereço do pai de Reina.

Ao meio-dia, tanto Zian quanto os elfos estavam famintos, e quanto mais famintos ficavam, menos conseguiam pensar em uma solução. Então Zian sugeriu: “Que tal isso – vamos procurar um lugar para comer primeiro, ok? Também não é um bom horário para visitar a casa de um estranho, pois podemos interromper a hora da refeição deles.”

Assim que a comida foi mencionada, a atenção de Fina foi desviada temporariamente, e ela prontamente concordou com a proposta de Zian.

Zhang Zian estacionou o carro em frente a um restaurante. Os elfos não gostavam do frio lá fora e se recusaram a sair do carro. Zhang Zian desceu e decidiu comer antes de trazer algo para eles.

O exterior e o interior do restaurante tinham um forte design tradicional alemão; o aroma de cerveja permeava o ar, e havia mesas e cadeiras quadradas de madeira.

A equipe de serviço usava uniformes de design tradicional. Os garçons usavam camisas brancas com calças de couro tipo “lederhosen” pretas e sapatos pretos de couro, com meias brancas que iam até os joelhos. Só tinham duas cores e pareciam muito arrumados. As garçonetes, por outro lado, usavam vestidos bávaros que balançavam ao vento enquanto elas andavam.

Uma banda sem nome tocava ao vivo com um teclado e um trompete, executando música country animada.

Entrar no restaurante era como atravessar o tempo e o espaço até uma cervejaria antiga de algumas décadas, ou até alguns séculos atrás. Embora houvesse algo fora do lugar: uma grande televisão mostrando a competição local de futebol.

Ao contrário de outros restaurantes ocidentais tranquilos, aquele em que Zian estava tinha uma atmosfera barulhenta. Os clientes conversavam alto e tomavam cerveja atrás de cerveja. Vale ressaltar que, olhando ao redor, não havia ninguém magro, homem ou mulher.

A temperatura no restaurante era muito alta. Zhang Zian sentou-se em uma mesa vazia, tirou o casaco e o colocou ao lado. Ele estudou o cardápio e o pedido da mesa ao lado antes de pedir ao garçom um eisbein, especialidade alemã.

“Cara, por que você não pede uma cerveja?”, perguntou alguém atrás dele em inglês enquanto Zian olhava para o celular. A pessoa deve tê-lo ouvido conversando com o garçom em inglês.

Zhang Zian se virou; era um cliente da mesa ao lado. Em sua mesa havia um eisbein e um copo de cerveja clara – o copo já estava quase vazio e o eisbein estava meio comido. O pedido de Zian foi baseado no dele, apenas sem a cerveja.

O cliente tinha entre sessenta e setenta anos, cabelos brancos e um nariz vermelho-vivo, típico de quem bebe muito conhaque. Apesar da idade, era grande e forte como um urso.

O cliente parecia um pouco bêbado, mas observou Zhang Zian e o avaliou. Ele falou com uma leve gagueira e gritou para o garçom: “Mais duas cervejas!”

O garçom serviu rapidamente dois copos de cerveja dourada e espumante.

“Este copo é para ele. Coloque na minha conta.” O cliente de nariz vermelho apontou para Zhang Zian, indicando ao garçom que colocasse um dos copos na mesa dele.

Zhang Zian rapidamente fez um gesto de negação: “Obrigado, mas não posso beber. Ainda preciso dirigir depois.”

Beber ou dirigir, quem bebe não dirige. Zhang Zian sempre respeitava as leis de trânsito.

O cliente de nariz vermelho riu alto, como se tivesse ouvido uma piada. Disse: “Você é estrangeiro? É sua primeira vez na Alemanha, certo? Quem te disse que você não pode dirigir depois de beber?”

Zhang Zian ficou confuso. Fez uma expressão de espanto e quase achou que havia ouvido errado.

O cliente de nariz vermelho apontou para uma cliente que havia acabado de comer e estava prestes a sair, fazendo um gesto para que Zhang Zian prestasse atenção.

Na mesa da cliente havia um copo de cerveja vazio. Ainda havia um pouco de espuma nas paredes do copo, sinal claro de que ela havia acabado de beber.

A cliente colocou o casaco e o cachecol, se agasalhou bem e saiu depois de pagar a conta.

Zhang Zian a observou pela janela. Ele a viu entrar em um carro estacionado do lado de fora, ligar o motor e partir.

Era algo comum; os outros clientes e a equipe de serviço não se surpreenderam nem um pouco.

Em seguida, outro cliente terminou sua refeição e pagou a conta. Ele também havia bebido cerveja e dirigiu embora…

Zhang Zian ficou perplexo. A Alemanha não era um país rigoroso e que respeitava as leis? Eles estavam bebendo e dirigindo abertamente, e ninguém se importava…

O cliente de nariz vermelho encarou Zhang Zian. Ele riu ainda mais, até o rosto ficar vermelho.

“Moleque, deixa eu te dizer – cerveja aqui é considerada bebida, como a Coca-Cola que você sempre toma! Consumir essa quantidade de álcool não é considerado direção embriagada na Alemanha. Não aplique as leis de trânsito de outros países aqui! Na Alemanha, carro e vinho andam juntos!”

A voz do cliente era muito alta – todos os clientes das mesas vizinhas o ouviram. Eles se viraram e sorriram para Zhang Zian, erguendo as cervejas e esvaziando os copos.

A garçonete serviu o eisbein de Zhang Zian e ouviu o que o cliente de nariz vermelho disse. Ela riu e disse: “Jovem, beba – tudo bem. Como você pode não beber estando na Alemanha? Apenas um copo de cerveja não vai afetar sua direção e, além disso, nossa cerveja e eisbein combinam muito!”

“Beba! Beba! Beba!” Liderados pelo cliente de nariz vermelho, os clientes ao redor começaram a cantarolar enquanto batiam na mesa.

“Gol!” Naquele momento, o time de futebol local marcou um gol e o restaurante inteiro explodiu em comemoração.

Zhang Zian achou difícil recusar a grande hospitalidade deles. Ele ergueu o copo, tomou um grande gole e elogiou: “Excelente cerveja!”

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