
Volume 14 - Capítulo 1305
I’m Really a Superstar
Capítulo 1305: Sangue no olho!
No dia seguinte.
De manhã cedo.
Sons abafados de conversas chegavam do lado de fora, através da janela.
— Velho Li, indo trabalhar?
— Isso mesmo.
— Você sabe quem estava tocando piano ontem à noite?
— Ah, você também ouviu?
— Claro, foi uma delícia!
— Quando terminei de ouvir, ainda queria mais.
— Será que era aquele professor de piano do nosso bairro?
— Acho que não, a música não parecia vir da casa dele.
— Que estranho então, será que alguém novo se mudou?
— Talvez seja algum pianista mestre.
No quarto.
Zhang Ye já havia acordado. Esticou-se e bocejou alto. A noite de sono tinha sido ótima. Virou-se de lado, esticou o braço, mas encontrou o vazio. Bateu no lençol vazio e percebeu que ela não estava mais ali.
Hein?
Onde minha esposa foi?
Olhando pela sala, ele viu que tudo estava arrumado.
O quimono?
O vestido de noiva?
O xale chinês?
As meias?
Os saltos altos?
As roupas espalhadas pelo chão na noite anterior haviam sumido. Até mesmo as roupas de Zhang Ye, jogadas na cadeira, estavam cuidadosamente dobradas e colocadas no criado-mudo. Com um olhar só, Zhang Ye soube que Wu Zeqing havia arrumado tudo. A velha Wu era metódica, gostava de organização, então nunca deixaria suas coisas espalhadas. Zhang Ye era o oposto: um cara descompromissado, que sempre deixava suas roupas por aí. Nem a cama ele fazia direito.
Parecia que alguém estava lá embaixo.
Zhang Ye sorriu, calçou os chinelos e desceu as escadas. Como os chinelos eram de algodão, não faziam muito barulho. Ele caminhou levemente. Ao chegar na cozinha americana, viu Wu Zeqing cozinhando. Ela estava de roupa de casa, com um avental, fritando alguma coisa.
Zhang Ye se aproximou sorrateiramente e a abraçou por trás.
Wu Zeqing se virou e riu. — Você me assustou!
Zhang Ye disse: — Por que você está acordada tão cedo?
— É o meu relógio biológico. — A velha Wu estava fritando bacon. — Você acordou na hora certa, é hora do café da manhã. Depois de comer, temos que ir para a casa da sua mãe.
Zhang Ye sorriu e disse: — Certo.
A velha Wu o olhou. — Espere.
— O quê? — Zhang Ye piscou.
— Não se mexa. — A velha Wu estendeu a mão para arrumar o cabelo bagunçado dele, antes de dizer: — Ok, vá lavar o rosto primeiro. Quando você terminar, o café da manhã deve estar quase pronto.
— Deixa eu te ajudar a fritar.
— Não precisa.
— Ah, não posso deixar você fazer todo o trabalho.
— Rsrs, tudo bem, consigo fazer sozinha.
— Bom, então, obrigado.
— De nada.
A virtude da velha Wu era inquestionável.
Após o café da manhã, eles foram de carro para a casa dos pais de Zhang Ye.
...
Caishikou.
No bairro.
Quando o carro parou, Zhang Ye imediatamente avistou sua mãe do lado de fora do prédio, conversando com os vizinhos. Ele a viu tagarelando e se perguntou do que ela estava se gabando desta vez.
— Olá!
— É o carro do Pequeno Ye!
— Irmã Cao, seu filho e sua nora estão de volta!
Eles saíram do carro.
Zhang Ye chamou de longe: — Mãe!
Wu Zeqing também disse com um sorriso: — Mãe!
Sua mãe estava radiante de orgulho. — Olha, olha, vocês estão aí? Venham, Zeqing. Deixa-me apresentar algumas de nossas vizinhas antigas. Esta aqui é a Tia Sun, esta é a Tia Cui, aquele é o Vovô Xu — Depois de apresentá-los um por um, sua mãe se virou para eles e apontou para Wu Zeqing, declarando orgulhosamente: — Esta é a minha nora! — Com isso, ficou claro que eles haviam pegado a mãe de Zhang Ye no meio de seu momento de orgulho.
Os vizinhos os cercaram, animados.
— Velha Cao, sua nora é tão bonita!
— É verdade, ela é ainda mais bonita pessoalmente do que nas notícias e nas fotos!
— Nosso Pequeno Ye é muito sortudo!
— Pequeno Ye, você precisa tratar bem sua esposa no futuro.
Zhang Ye sorriu e disse: — Com certeza.
Tia Sun disse: — Tivemos que assistir ao seu casamento na televisão ontem. Por que vocês não nos convidaram? Agora vocês nos devem uma refeição!
Todos concordaram.
— É verdade!
— Vocês nos devem uma refeição!
— Pequeno Ye, você é terrível!
Zhang Ye disse alegremente: — Certo, vocês estão me zoando agora. Na verdade, a cerimônia de casamento de ontem foi apenas um show para a mídia. Tantos repórteres estavam lá, foi tão caótico, que não me atrevi a convidá-los. Vou marcar outro dia com a velha Wu para levá-los para comer, certo? Só os vizinhos antigos, sem estranhos.
— Claro!
— Vamos esperar então!
— Você mesmo disse, Pequeno Ye.
Zhang Ye disse: — Sim, eu disse.
Sua mãe decidiu: — Então vamos fazer depois de amanhã. Vamos reservar algumas mesas e comer juntos.
— Sem problemas.
— Nós estaremos lá!
— Certo, certo, todo mundo tem que ir.
— Vamos nos divertir juntos.
De volta ao andar de cima.
Os três voltaram.
Seu pai estava lendo o jornal quando os ouviu e levantou a cabeça. — Zeqing, você está aqui?
Wu Zeqing sorriu. — Pai, você está lendo as notícias?
Seu pai sorriu e disse: — Sim, sua mãe saiu para comprar o jornal esta manhã e trouxe para mim. As manchetes são todas sobre você e o Pequeno Ye. Ah sim, vocês dois já tomaram café da manhã?
Wu Zeqing disse: — Já comemos antes de vir.
Sua mãe ainda estava sorrindo do momento anterior. Ela disse: — Vocês dois tiveram um dia tão cansativo ontem. Eu disse que vocês poderiam ficar em casa para descansar um pouco mais e que não precisam vir tão cedo hoje. Nós somos bem tranquilos com essas coisas e não damos muita atenção a essas tradições.
A velha Wu disse: — Mãe, tudo bem.
Zhang Ye disse: — Ainda temos que visitar os parentes. Isso deveria ter sido feito antes do casamento, mas como estávamos muito ocupados antes e não tínhamos tempo, temos que ir vê-los agora que o casamento acabou. Temos que ir à casa da vovó e à casa da tia também. Para onde vamos primeiro esta tarde? Para a casa da vovó?
Sua mãe disse: — Sim, vamos para a casa da sua avó primeiro.
Zhang Ye sorriu e disse: — Certo.
Seu pai perguntou: — Vocês não vão em lua de mel?
Wu Zeqing riu. — O Pequeno Ye e eu não temos muitos dias de folga do trabalho. Só temos alguns dias de férias, então conversamos e decidimos que não vamos a lugar nenhum muito longe.
Depois de um pouco de conversa.
Seu pai olhou para o relógio. — Ainda falta um tempo para a tarde. Que tal vocês dois descansarem um pouco mais?
Zhang Ye bocejou assim que ouviu isso. — Eu acordei bem cedo.
— Então vá tirar um cochilo. — Disse sua mãe. — Zeqing, vá deitar também.
A velha Wu sorriu e disse: — Ok.
A porta se fechou.
Os dois voltaram para o quarto de Zhang Ye.
Zhang Ye estava com muito sono. Ele tirou os chinelos e se enfiou debaixo dos lençóis. Mesmo a casa da velha Wu sendo grande e bem mobiliada, Zhang Ye ainda achava sua própria cama mais confortável. Afinal, ele havia dormido lá por mais de 20 anos.
A velha Wu se sentou. — Você descansa; eu vou ler um pouco.
Zhang Ye perguntou: — Ei, você não vai dormir?
— Não estou cansada.
— Deita um pouco. Eu não consigo dormir sem te abraçar.
— Rsrs, certo.
— Tira a roupa.
— É muito complicado tirar essas roupas de outono.
— Tira logo.
— Por quê?
— Ahem, sem motivo.
— Você não está com sono?
— Te vendo, eu fico totalmente acordado de novo.
— O papai e a mamãe estão lá fora.
— Podemos ser silenciosos.
— A gente não fez isso ontem?
— Ontem foi ontem, hoje é hoje.
— Ah, você...
— Vamos lá!
— Então vamos ficar quietos, certo?
— Certo, entendi!
Naquela manhã, Zhang Ye marcou o segundo ponto!!