O Maior de Todas as Lendas

Volume 2 - Capítulo 135

O Maior de Todas as Lendas

Capítulo 135: Vs Rio Ave VIII

O relógio se arrastava e restavam apenas 15 minutos dos 90 previstos para a partida, mas nenhum dos dois times havia conseguido alterar o placar.

Isso não quer dizer que o jogo estivesse parado em um empate chato… pelo contrário.

As equipes se atacavam incessantemente, e a chuva de chutes não só mantinha os jogadores em tensão constante, como também contagiou todos no estádio.

Os torcedores dos dois times mal conseguiam se sentar, tamanha a velocidade e a frequência com que a bola voava de um lado para o outro. Já era certo que acordariam no dia seguinte com dor de garganta, de tanto gritar a plenos pulmões – e isso com certeza continuaria até o último minuto.

Os técnicos das duas equipes observavam atentamente do banco de reservas, mas, obviamente, nenhum deles estava aproveitando a situação, em que qualquer time poderia sair atrás a qualquer momento.

Seus corações quase saltaram pela garganta inúmeras vezes. Como aproveitar quando se sentiam a centímetros de um ataque cardíaco?

A única pessoa curtindo o momento era o comentarista, que se divertia muito, intensificando a pressão e a emoção que pairavam no estádio.

O barulho na arquibancada subiu de repente, como já havia acontecido várias vezes nos últimos minutos, mas desta vez foi Jason quem fez a torcida explodir.

Jason, de costas para um jogador do Rio Ave, recebeu um passe de Matheus Uribe. Em vez de dominar a bola, ele fez uma finta para confundir o adversário, deixando a bola passar entre as pernas do defensor, se desvencilhando dele e recuperando a posse.

Enquanto corria atrás da bola, viu o lateral esquerdo do Rio Ave vindo em sua direção, querendo cortar a jogada.

Jason acelerou, chegou primeiro na bola e imediatamente a passou para Vincent Aboubakar, enquanto disparava pela ponta direita, deixando o lateral do Rio Ave para trás.

Neste momento, Jesus Corona também fazia uma arrancada semelhante pela esquerda, e Vincent Aboubakar decidiu imediatamente enviar a bola para ele, sem perder tempo se virando para fazer um passe para Jason.

Um passe preciso e elevado caiu nos pés de Jesus Corona, que com um toque sutil a mandou para frente, avançando sem parar em direção à área do Rio Ave, já que havia se livrado da defesa.

Adentrando a área, ele chutou imediatamente, colocando a bola no canto, fora do alcance do goleiro. Mal se virava para comemorar quando ouviu um apito agudo e viu o bandeirinha erguer a bandeira indicando impedimento.

A torcida, que explodira de alegria, quase enlouqueceu de decepção no segundo seguinte, mas o bandeirinha estava confiante em sua marcação, e o árbitro concordou.

Jesus Corona estava em ligeiro impedimento por ter se adiantado demais; como não era o mais veloz em campo, quis compensar e se posicionou antes do tempo.

O bandeirinha, treinado para detectar os menores movimentos, percebeu imediatamente e já havia levantado a bandeira assim que a bola saiu do pé de Aboubakar, mas Jesus Corona havia marcado antes do apito do árbitro.

Para o Porto, foi ainda mais irritante, mas discutir com o juiz não levaria a nada, principalmente porque precisavam de todo o tempo possível para marcar o gol da vitória.

O goleiro do Rio Ave cobrou o tiro de meta e mandou a bola para o campo de defesa do Porto, mas ela não ficou lá por muito tempo. Menos de um minuto depois, os jogadores do Porto já trocavam passes no campo de ataque do Rio Ave, fazendo os adversários correrem atrás da bola.

Nos minutos seguintes, essa foi a tônica da partida: o Porto tocava a bola no campo de ataque, mas não conseguia furar a defesa do Rio Ave.

O gol anulado de Jesus Corona pareceu abalar o Rio Ave e o técnico, que mudou de estratégia e mandou seus jogadores se fecharem na defesa.

O Porto já tinha a vantagem em termos de ritmo e qualidade individual. Se o Rio Ave tivesse continuado atacando, poderia ter sofrido um gol e perdido o jogo. Por isso, o técnico optou pela defesa, esperando segurar o Porto nos minutos finais.

Dessa forma, pelo menos garantiriam um ponto, e contra o F.C. Porto, um ponto já seria um bom resultado.

Claro, o Porto tinha outros planos. Assim que a pressão ofensiva do Rio Ave cessou, todos os jogadores se posicionaram mais à frente e participaram da construção das jogadas.

O Porto queria um gol, e queria logo, pois o tempo escasseava.

A bola circulava entre os jogadores enquanto tentavam romper a defesa do Rio Ave, mas o tempo continuava a correr. Restam apenas quatro minutos dos 90, mas eles se concentraram no jogo, e não no relógio, e seu próximo ataque finalmente pareceu ter potencial para iluminar a partida.

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