O Maior de Todas as Lendas

Volume 2 - Capítulo 134

O Maior de Todas as Lendas

Capítulo 134: Contra o Rio Ave VII

*Fweeeeeee*

O apito estridente do árbitro silenciou as comemorações no Estádio do Dragão. Ao lado de um jogador do Rio Ave encolhido no chão, com as mãos no rosto, o árbitro levantou a mão.

Imediatamente, os jogadores do Porto, que estavam em plena celebração, interromperam tudo e voltaram sua atenção para o árbitro. Mas ele os deteve, ponderando a situação.

Era claro que uma falta havia acontecido, mas ele só a percebeu depois que a bola entrou. Como não a tinha visto antes, parecia que a falta não havia causado diretamente o gol, e isso seria suficiente para validá-lo. No entanto, ele não podia simplesmente decidir assim; a Federação Portuguesa de Futebol o escalpelaria se estivesse errado.

Para ter certeza, levou a mão ao fone de ouvido e avisou um assistente que iria checar a jogada. Saiu rapidamente de campo, indo para a lateral para consultar o VAR (árbitro assistente de vídeo).

Na tela, a repetição da jogada foi exibida. A falta ocorreu logo após o escanteio cobrado por Telles, e parecia que Moussa Marega havia acertado o jogador do Rio Ave com força no peito ao tentar afastá-lo na disputa pela bola.

“Espera, no peito?”, o árbitro se questionou por um instante, lembrando-se de que o jogador do Rio Ave estava segurando o rosto, sentindo dor.

“Que falta de vergonha!”, suspirou o árbitro, irritado. Não estava nada satisfeito com a atitude do jogador do Rio Ave. Claramente, ele estava tentando criar caso e usar a situação para anular o gol do Porto.

O problema era que era difícil determinar se a falta havia sido a causa principal do gol, mas qualquer simpatia que o árbitro pudesse ter pelo Rio Ave simplesmente evaporou diante da atitude desonesta do jogador. Além disso, olhando para a torcida do Porto, ele temia não conseguir sair do estádio inteiro se ousasse anular o gol, principalmente porque era um golaço, garantido no coração dos torcedores portistas caso fosse validado.

Decidindo-se rapidamente, o árbitro voltou para o campo, fez um gesto de "gol" com os dedos e apontou para o gol do Rio Ave, anunciando sua decisão. O gol seria validado.

O árbitro achava que aquele jogador sem-vergonha não teria conseguido impedir o gol mesmo sem o toque de Marega. Se estivesse realmente focado em defender, teria se levantado antes; era óbvio que não estava tão machucado pelo golpe de Marega no peito se estava segurando o rosto.

Esses foram os pensamentos do árbitro ao validar o gol.

Ao ouvir a decisão, os gritos de alegria da torcida do Porto abalaram o estádio, e os jogadores do Porto recuperaram a expressão feliz. O jogador do Rio Ave que aparentemente havia sofrido a falta ainda se aproximou do árbitro, tentando convencê-lo, mas ele o dispensou com um gesto de mão.

Menos de um minuto depois, a bola estava de volta ao centro do círculo, aguardando o Rio Ave para a cobrança de lateral. A cobrança foi um pouco atrasada, pois os técnicos de ambas as equipes estavam fazendo substituições.

Pelo Porto, Vincent Aboubakar e Matheus Uribe entrariam nos lugares de Moussa Marega e Wilson Manafa, respectivamente. No Rio Ave, a ponta-direita e um dos meio-campistas seriam substituídos por seus companheiros do banco.

Parecia que Sérgio Conceição não só pretendia vencer o jogo após o gol de empate, mas o técnico do Rio Ave também parecia ter a intenção de retomar a liderança, em vez de se defender para preservar o empate, como qualquer outro técnico em seu lugar faria.

Ficou claro que os minutos restantes seriam frenéticos, com ambas as equipes buscando a vitória. Com certeza haveria muitos chutes a gol, pois havia tudo em jogo, principalmente para o Porto, que não queria perder pontos, já que o Benfica estava muito próximo na classificação.

Após as substituições, Mehdi Taremi fez o pontapé inicial pelo Rio Ave. O jogador do Rio Ave que recebeu a bola de Taremi imediatamente a passou para o novo ponta-direita, que disparou rumo ao campo do Porto em alta velocidade, com os meio-campistas e o atacante do Rio Ave o seguindo para apoiar e abrir opções de passe.

A ponta-direita do Rio Ave logo ficou cara a cara com Jesús Corona e passou a bola para Taremi, com a intenção de iniciar uma tabelinha, mas a bola enviada por Taremi atrás de Jesús Corona foi interceptada por Telles. A defesa do Porto não permitiria mais que o Rio Ave passasse tão facilmente como antes.

Após interceptar a bola, Telles rapidamente a devolveu para Agustín Marchesín, já que muitos jogadores do Rio Ave estavam avançando sobre os defensores do Porto, tornando a metade do campo do Porto um ponto crítico. A melhor opção era devolver a bola ao goleiro para que ele a afastasse, e foi exatamente isso que Telles fez.

A bola rolou até Agustín Marchesín, que saiu rapidamente para receber o passe, controlou a velocidade da bola para realmente colocar o pé embaixo dela e então a lançou para o meio-campo, desviando completamente dos jogadores do Rio Ave que avançavam no ataque.

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