
Volume 9 - Capítulo 836
Avançado Sistema Tecnológico Acadêmico
Capítulo 836: Ele certamente virá!
Uma sala na biblioteca da Universidade de Princeton.
Vera abriu a porta e entrou. Caminhou até a mesa, radiante, e gaguejou. Finalmente, conseguiu articular uma frase completa.
“Ele está pesquisando a hipótese de Riemann!”
Molina estava sentada na escrivaninha e, sem olhar para cima, sabia exatamente qual era a expressão facial de Vera.
“A tese no arXiv? Sei, o que tem de tão surpreendente…”
A sensação de urgência de Molina havia se intensificado desde a publicação daquela tese.
Lu Zhou nunca havia sido derrotado por um problema antes. Nem mesmo os Problemas do Prêmio Millennium, como as equações de Navier-Stokes e as equações de Yang-Mills, foram páreo para ele.
Como Lu Zhou se tornara um líder acadêmico, ele raramente participava do mundo da matemática. Ele não havia ido a nenhuma conferência, mas a comunidade matemática não o havia esquecido.
Até hoje, histórias sobre ele ainda circulavam pelo campus de Princeton.
Não havia dúvida de que Lu Zhou era um oponente poderoso.
Ela vinha atacando essa conjectura por muitos anos. Se Lu Zhou fosse quem lhe tirasse a coroa, ela teria um colapso mental…
“Molina…”
Molina olhou para Vera e piscou, perguntando: “O quê?”
Vera forçou um sorriso e perguntou: “Onde você acha que a pesquisa dele está?”
Molina encarou as bochechas brancas e ruborizadas de Vera e disse: “Como eu ia saber? Por que você não pergunta a ele? Você tem o e-mail dele.”
“Eu…” Vera brincava com os próprios dedos. Ela desviou o olhar de Molina e disse: “… ainda não sou boa o suficiente para ele.”
*Eu não posso!*
*Eu não aguento mais!*
Molina se levantou e segurou Vera pelos ombros.
“Olha, Srta. Pulyuy, eu sei que ele é o seu amor ideal, mas perceba que ele é nosso inimigo! Você não pode…”
Antes que Molina pudesse terminar, Vera a interrompeu.
“Ele não é meu inimigo!”
Os olhos de Vera estavam cheios de determinação.
“… Certo, eu me expressei mal.” Molina pensou por um segundo e disse: “Você não tem um contrato com ele sobre a Medalha Fields?”
“!”
Vera subitamente começou a ficar nervosa.
Molina percebeu isso, sorriu maliciosamente e deu um tapinha nos ombros da garota.
“Faça o seu melhor. Se resolvermos a hipótese de Riemann, vamos ganhar dez Medalhas Fields.”
Vera prendeu a respiração e apertou os punhos enquanto murmurava para si mesma: “Se eu resolver a hipótese de Riemann… ele vai me notar.”
Molina lançou-lhe um olhar encorajador e disse: “Isso mesmo, não apenas ele, o mundo inteiro vai te notar.”
O rosto de Vera ficou ainda mais vermelho enquanto ela olhava para os próprios pés e sorria.
“Não, não, obrigada…
“Só ele é suficiente.”
…
Não havia muitas notícias emocionantes no mundo da matemática; portanto, a história de Lu Zhou começando a pesquisar a hipótese de Riemann foi considerada uma notícia sensacional. Todos estavam falando sobre a busca do Professor Lu para resolver a hipótese de Riemann; de fóruns online ao campus de Princeton. Lu Zhou se tornou o assunto da cidade.
Os alunos não eram os únicos a falar sobre ele; os professores não eram exceção.
Uma grande história como essa obviamente não escapou aos ouvidos do Professor Fefferman, chefe do departamento de matemática de Princeton.
Enquanto Vera conversava com Molina, o Professor Fefferman foi ao escritório do Professor Deligne com uma cópia impressa da mesma tese.
Quando chegou ao escritório de Deligne, Deligne estava sentado em sua escrivaninha.
Quando Deligne ouviu passos, ele olhou para cima e estreitou os olhos para a tese na mão do Professor Fefferman.
“Estou imaginando que você tem a tese dele do arXiv em suas mãos.”
“Parece que você já leu…” O Professor Fefferman jogou a tese de lado e disse: “Não esperava que você estivesse tão bem informado.”
“Sou bastante bom em me manter atualizado, e uso a internet desde 20 anos atrás…” O Professor Deligne olhou para a tese e disse: “Você veio aqui só por isso?”
“O que você quer dizer com só por isso?” O Professor Fefferman pareceu incrédulo e disse: “Você não ouviu falar daquela lenda? A pessoa que resolver a hipótese de Riemann se tornará imortal, não apenas em um sentido abstrato, mas literalmente.”
Essa lenda surgiu há muito tempo, por volta do século XIX. O matemático francês Hadamard e o matemático belga Poussin fizeram o primeiro progresso substancial na hipótese de Riemann. Eles viveram até 98 e 96 anos, respectivamente.
Viver quase cem anos naquela época era algo surpreendente. Isso iniciou uma lenda de que a pessoa que provasse a hipótese de Riemann viveria para sempre.
Claro, isso era apenas uma piada, mas essa piada já durava um século.
Deligne resmungou e falou.
“… Essa lenda tem mais de um século. O teorema de Bohr e Landa foi muito mais impactante do que o de Hadamard. Se me lembro bem, ambos morreram na casa dos sessenta.”
“Tudo bem, Deus não vai cuidar de todos.” O Professor Fefferman sorriu e deu de ombros. Então ele perguntou: “Lendas à parte, você não acha a tese dele muito interessante?”
Professor Deligne: “Antes que ele publique uma tese de prova formal, me absteri de comentar.”
O Professor Fefferman sorriu e disse: “Não estou pedindo que você comente, estou apenas curioso sobre o ponto que ele fez sobre resolver a função zeta de Riemann usando a função π(x). Pesquisei um pouco e não encontrei nenhuma pista interessante… estou curioso, como você acha que ele vai resolver isso?”
Professor Fefferman: “O que você acha que ele vai fazer?”
O Professor Deligne olhou para ele e disse: “Você não trabalhou com ele nas equações de Navier-Stokes? Você não o conhece melhor?”
O Professor Fefferman disse: “Na verdade, não o conheço muito bem, ele está acostumado a trabalhar sozinho.”
Depois disso, o Professor Deligne gemeu.
Ele relembrou o passado e disse: “Você não pode resolver a hipótese de Riemann com apenas uma ideia. Posso ter uma dúzia de ideias sobre como resolvê-la, mas nenhuma delas me dá esperança. A função π(x) é bastante nova, mas não totalmente única. As pessoas já tentaram usá-la antes.”
O Professor Fefferman assentiu.
Essa não era a primeira vez que ele ouvia a ideia de usar π(x) para resolver a função zeta de Riemann. Ele até já tinha ouvido pessoas falando sobre isso em cafés.
“Ele é um estudioso que é bom tanto em usar ferramentas quanto em criá-las. Seja ou não bem-sucedido na aplicação da função π(x), tenho certeza de que ele será capaz de encontrar as ferramentas adequadas.”
Professor Fefferman: “Como o Método da Estrutura de Grupo?”
“Não exatamente.” O Professor Deligne sorriu e disse: “Este problema tem perturbado o mundo da matemática por mais de um século e meio. Ele provavelmente criará uma nova ferramenta que nos ajudará a entender a função zeta de Riemann.”
Ele fez uma pausa por um segundo e continuou: “Estou ansioso para o próximo Congresso Internacional de Matemáticos.”
O Professor Fefferman disse: “Ele pode não vir.”
Deligne balançou a cabeça.
“Confie em mim, ele está vindo.”