De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Capítulo 506

De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

"Você tem certeza que posso ficar aqui?", sussurrou June no ouvido de Jia, fazendo-a se afastar com um grito de susto. Todos os alunos da sala se viraram para as duas, e Jia lançou-lhes olhares apenados.

Os olhos deles demoraram mais em June, perguntando silenciosamente quem era o recém-chegado.

Jia apenas sorriu e se aproximou de June na esperança de escondê-lo. No entanto, foi inútil. Ele era muito extravagante para passar despercebido.

"Se você usasse uma roupa menos chamativa, talvez a gente conseguisse se safar", resmungou Jia baixinho.

June se inclinou para mais perto de Jia, seus narizes quase se tocando. Ela soltou um pequeno suspiro enquanto ele continuava impassível.

"O que foi isso?", sussurrou ele. "Não entendi o que você disse."

Jia colocou as mãos nos ombros dele e o afastou.

"Nada", ela riu sem jeito. "Só fica quieto até o fim da aula para não chamar atenção, ok? Depois, vamos seguir a garota imediatamente."

June fez um sinal de "ok" com os dedos e se recolocou na cadeira, relaxado.

June olhou em volta da sala e se viu maravilhado com o ambiente novo e estranho.

Fazia um tempo desde que ele havia sentado direito numa sala de aula.

A verdade era que ele nunca tinha sequer pisado em uma universidade antes. Sempre tinha pensado em ir, mas nunca teve a chance devido às suas difíceis circunstâncias de vida.

Então, ele queria aproveitar até o fim.

No entanto, June também não esqueceu seu objetivo principal. Logo após essa aula, ele confrontaria a mulher que o vinha perseguindo por bastante tempo.

Ele continuou olhando ao redor, mas não encontrou nenhum vestígio dela.

Então, ele olhou para o relógio de parede e viu que faltavam apenas alguns minutos para a aula de Jia começar. Talvez ela estivesse atrasada.

"Você tem certeza que ela está nessa aula?", perguntou June, cutucando o ombro de Jia mais uma vez.

A garota bonita se virou para ele, as bochechas quase que permanentemente coradas.

June percebeu que as bochechas dela estavam vermelhas há algum tempo. Será que ela estava doente, mas ainda assim o ajudou em sua missão absurda?

June sentiu-se um pouco culpado.

Ele definitivamente precisava compensá-la depois que tudo isso terminasse.

"Ela já está aqui", disse Jia, superando sua timidez.

June sentou-se direito e olhou ao redor da sala mais uma vez. Lá, no canto, encolhida como um pequeno rato, estava a garota que ele procurava. Se Jia não tivesse apontado, ele nunca a teria notado. Do seu ponto de vista, ela parecia apenas um esfregão muito sujo.

O Sr. Klin definitivamente não aprovaria.

"Eu sei", sussurrou Jia, vendo a expressão de June. "Eu quase nunca a noto também. Se você perguntar aos nossos colegas, acredito que eles também não seriam capazes de reconhecê-la."

"Eu deveria ser mais observador então", disse June, desapontado por não conseguir vê-la imediatamente.

No entanto, ele não teve tempo de ficar desapontado quando um homem velho e enrugado entrou na sala.

Por alguma razão, June sentiu-se nervoso. Ele se afundou na cadeira, esperando que a visão do velho o impedisse de ver June.

"Boa tarde, turma", cumprimentou ele. "Passem as tarefas."

June congelou quando Jia pegou sua tarefa e a passou para a pessoa da frente. Ele nem sequer se deu ao trabalho de cumprimentá-los!

Os outros também obedeceram rapidamente à sua instrução, fazendo June sentir que o velho era bastante rigoroso.

"Que matéria é essa de novo?", perguntou June.

"É Estudos Estrangeiros", respondeu Jia em um sussurro. "É uma optativa que preciso terminar para me formar. No entanto, sinto que ela vai me acabar primeiro", brincou Jia.

June riu e acenou com a cabeça em concordância.

No entanto, esse pequeno movimento pareceu ser um erro, pois os olhos atentos do velho o pegaram imediatamente.

Seus olhos se estreitaram, e embora June e Jia estivessem sentados bem atrás, ele vislumbrou o aluno de aparência estranha tentando se esconder debaixo da mesa.

"Você aí", disse ele, apontando seu longo bastão para o fundo da sala.

"Oh, não", sussurrou Jia, já temendo a interação deles.

June apontou para si mesmo, e o velho acenou lentamente com a cabeça, aumentando a tensão na sala.

"Sim, você", disse o velho, ajustando os óculos. "Não me lembro de ter visto você por aqui."

June se viu divagando enquanto todos os alunos se voltavam para ele. A garota sem graça também se virou para ele, e, felizmente, parecia que ela não conseguia realmente reconhecê-lo com sua roupa atual.

Jia também se sentiu sufocada pela atenção que June estava recebendo, então fechou os olhos e decidiu levar uma para a equipe.

Ela se levantou de sua cadeira, a cadeira raspando no chão e fazendo um barulho alto.

"Ele é um visitante, Sr. Park", exclamou Jia em voz alta.

O Sr. Park levantou as sobrancelhas surpreso ao encontrar Jia, uma de suas melhores alunas, falando com tanto entusiasmo em sua aula. Ela geralmente era calma e só falava quando necessário.

"Um visitante?", perguntou o Sr. Park. "E quem seria esse visitante, Jia? Não me lembro de jamais ter permitido alunos não matriculados em minha aula."

"Eu sei, senhor", suspirou Jia, tentando inventar uma desculpa. "Mas meu primo acabou de chegar do aeroporto e não teve tempo de trocar de roupa, sabe?", ela riu, gesticulando para a roupa ridícula de June.

"Você poderia tê-lo deixado sozinho", insistiu o Sr. Park. "Deixe-o ir. Não tenho tempo para entreter alunos não matriculados em minha aula."

June estava prestes a ir embora, sem querer causar confusão. Ele poderia simplesmente ficar do lado de fora da sala de aula e esperar até que a Garota Sem Graça saísse.

No entanto, Jia conhecia a Garota Sem Graça melhor. Ela era muito difícil de ser vista.

Jia não queria que todo o trabalho duro dela e de June fosse por água abaixo, então ela inventou outra desculpa.

"Receio que não possa fazer isso, senhor", disse ela com uma voz firme.

"Meu primo…Carl", disse ela ao ver o livro de Karl Marx em sua mesa, "é de outro país, então ele não sabe falar nossa língua."

Os olhos de June se arregalaram levemente.

"Não posso deixá-lo ir sozinho, já que ele não conhece o caminho por aqui."

"Um estrangeiro? Carl, você diz?", perguntou o Sr. Park.

Jia acenou com a cabeça, olhando para June. "Sim, ele… ele só fala Ing..."

June freneticamente balançou a cabeça, então Jia imediatamente soube que não deveria terminar a frase.

"Chinês!", disse ela por nervosismo.

"Meu primo, Carl, que só sabe falar chinês, sim!", Jia riu sem jeito.

"Você não pode deixá-lo ir", insistiu ela.

"Então, deixe-me entender", disse o Sr. Park, andando lentamente de um lado para o outro.

"Seu primo, Carl — que é um nome ocidental, aliás — só sabe falar chinês e nenhuma outra língua, então você o trouxe para nossa aula em vez de deixá-lo esperando por você na sala de espera dos alunos?", ele esclareceu.

Jia apertou os lábios, agora percebendo o quão ridícula sua história parecia.

"Sim?", disse ela, parecendo insegura.

O Sr. Park fez uma pausa por um momento, e parecia que o mundo ia explodir a qualquer momento.

No entanto, um largo sorriso apareceu repentinamente em seu rosto, deixando Jia confusa.

"Que surpresa agradável!", exclamou o Sr. Park. "Minha esposa é chinesa, então sou fluente na língua."

"Então…por que você não conversa comigo, Carl?", ele sorriu maliciosamente.


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