
Capítulo 383
De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
Nada, meu rabo.
Jun estava impaciente esperando Jay sair do dormitório para aquela reunião infernal de que tanto falava.
—"Bem, parece que nossa reunião atrasou porque a cadeira favorita do Sr. Ong quebrou. Hora de descansar aqui", disse ele, se jogando no sofá.
Jun gemeu internamente enquanto Jay se instalava feito em casa. Ele enchia a boca com bolinhas de queijo rosa que a 'Cheeze' mandou para os meninos (eles ainda tinham mais de dez baldes no dormitório), enquanto esperava Akira configurar a TV.
—"Vamos jogar videogame", sugeriu Akira, e Jay concordou entusiasmado.
—"Deixa eu entrar também", disse Jisung, sentando-se ao lado deles.
Jun olhou para o relógio e viu que estava se aproximando da hora de Minjun sair da escola.
Ele queria descobrir mais sobre o que estava realmente acontecendo e, esperançosamente, acabar com aquilo, mas Jay era muito bom no seu trabalho e não os deixava sair sozinhos, especialmente nesses períodos.
No entanto, como Jun realmente queria ver como Minjun estava, ele foi sorrateiramente até a porta na esperança de escapar de Jay.
—"Onde você vai?"
Jun parou quando sentiu três olhares ardentes no lado do rosto. Ele se virou para seus companheiros de equipe e apertou os lábios.
—"Você vai para algum lugar?", perguntou Akira.
—"Podemos ir com você?", disse Jisung animado.
Jun suspirou antes de voltar para seu quarto. Ele só esperaria Jay sair.
Jun cometeu um erro — um erro enorme.
Ele só queria esperar Jay sair para escapar sorrateiramente do dormitório, mas acabou dormindo no quarto.
—"Merda", amaldiçoou ele, ligando o celular para ver a hora.
No entanto, antes mesmo que ele pudesse conferir, o identificador de chamadas de alguém apareceu na tela.
Jun franziu a testa ao ver o nome da avó. Ela geralmente não ligava sem aviso prévio, então Jun teve um pressentimento ruim.
Ele atendeu a chamada rapidamente.
—"Vovó?", disse ele.
—"Jun, oh, graças a Deus, você atendeu o telefone. Eu tenho ligado para várias pessoas, e ninguém atendeu. A mãe do Minjun também não está atendendo", a velha mulher desabafou.
—"O que aconteceu?", perguntou Jun preocupado.
—"Minjun ainda não chegou em casa", disse ela.
Jun amaldiçoou ao olhar para o relógio. Já eram mais de 20h.
—"Eu não sei o que fazer. Tentei ligar para a polícia, mas eles disseram que não podem registrar um boletim de pessoa desaparecida já que ainda não se passaram 24 horas", disse ela desesperadamente.
Jun colocou sua jaqueta, boné e máscara antes de sair do quarto.
—"Eu vou encontrá-lo", disse ele com convicção.
—"Onde você vai começar?", soluçou a avó.
—"Eu não sei", disse Jun sinceramente, "mas eu vou encontrá-lo."
Jun foi recebido por seus companheiros de equipe que estavam sentados à mesa de jantar, mas ele não deu atenção a eles.
—"Onde você vai? Já passou quase do nosso toque de recolher!", gritou Jaeyong.
—"Já volto", Jun apenas disse antes de sair correndo do dormitório.
Ele foi imediatamente recebido pelo ar frio, mas enfrentou-o e começou a procurar Minjun. Jun definitivamente não sabia por onde começar, mas estava desesperado… e não ia parar até encontrar seu irmãozinho.
Depois de muitas vielas, ruas e playgrounds, Jun finalmente chegou perto da Escola de Artes Sunshine.
Ele acreditava que era o lugar mais provável para Minjun estar, já que era o último lugar onde o tinha visto.
Jun entrou pelo portão dos fundos e foi até a passagem isolada de que Yunha lhe contara.
—"Você acha que é durão, hein? Por que você contou para nossa professora que eu colei na prova?"
As sobrancelhas de Jun se franziram quando ele reconheceu a voz da criancinha.
Kim Duri — o pequeno bastardo que ele conheceu algum tempo atrás.
—"Me larga! Eu não fiz nada de errado", ouviu Jun dizer. "Eu só estava dizendo a verdade."
Jun acelerou o passo até finalmente chegar ao local. Jun esperava ver apenas os dois adolescentes; no entanto, sua testa se franziu quando ele viu que Minjun também estava cercado por três adultos.
—"Ei, garoto", disse um deles. "Você é um medroso, não é? Só porque meu irmão cola não significa que você seja melhor que ele."
Jun cruzou os braços na frente do peito enquanto observava a cena à sua frente.
—"Apanhar de um adulto em cima de uma criança te faz uma pessoa melhor?", perguntou Jun, sua voz profunda, porém suave, ressoando na noite escura.
Os cinco se viraram para Jun. Jun caminhou até onde Minjun estava, colocando imediatamente o adolescente atrás de suas costas. Então, ele olhou para os três homens mais velhos, seus olhos demorando um pouco mais em Kim Duri.
O rosto de Jun estava totalmente coberto, exceto pelos olhos, mas seu olhar foi suficiente para abalar os três homens.
No entanto, quando seus olhos se encontraram, Jun sentiu rapidamente que algo estava errado.
Esses homens…
—"Ora, ora, ora, se não é Choi Joon-ho", disse um deles.
Jun não conseguia acreditar como o destino funcionava.
Esses eram os três homens que o importunavam durante seu tempo nas Rising Stars. Aqueles três bastardos que sempre ficavam por perto do bairro deles.
—"Lembra da gente?", disse o irmão de Kim Duri. "Ou você é famoso demais para nos reconhecer agora?"
—"Não me lembro das pessoas insignificantes que conheço", disse Jun.
O queixo do imbecil se contraiu, e ele deu um passo na direção de Jun.
—"Bem, deixe-me lembrá-lo. Meu nome é Kim Jeong, e eu sou seu pior pesadelo", disse ele sorrindo.
Jun tirou a máscara, revelando seu rosto impassível para os três homens.
—"O Minjun faria falas melhores que as suas", disse ele, rindo.
Eles deveriam ter se ofendido com a indiferença de Jun, mas ficaram hipnotizados por um segundo.
—"Caramba, gato", disse o puxa-saco atrás de Kim Jeong.
Jeong o cutucou, fazendo o puxa-saco se dobrar de dor.
—"Você deve achar que está em outro nível desde que finalmente estreou, hein?"
—"Eu sei que estou em outro nível", disse Jun confiantemente.
Kim Jeong soltou uma gargalhada alta, seus olhos se enrugando de diversão, e então seu sorriso desapareceu rapidamente quando ele deu um passo à frente.
—"Então, preciso lembrá-lo do seu lugar novamente, hein?", perguntou Jeong ameaçadoramente.
—"Junzinho?"