De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Capítulo 292

De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Os preparativos da EVE foram mais rápidos do que o esperado, e agora, quase todas as músicas haviam sido gravadas.

Com alguns momentos frustrantes inevitáveis e mais algumas meias desaparecidas, a EVE estava prestes a filmar seu videoclipe.

Jun olhou para o calendário com uma expressão angustiada, mordendo os lábios de preocupação.

– E aí, tudo bem? – perguntou Zeth, batendo em suas costas.

Jun suspirou e se virou para Zeth. – Já é primeiro de novembro.

Zeth sorriu. – É, acredita? Começamos com o Rising Stars em julho, e três meses depois, estamos filmando nosso clipe!

Jun clicou a língua. – Você sabe o que isso significa?

– Que droga, não vamos poder ir em nenhuma festa de Halloween este ano? – perguntou Zeth cautelosamente.

– Não! – exclamou Jun. – Significa que eu vou ser o Papai Noel em alguns dias! Quatro de novembro, para ser exato.

– Ah, – Zeth coçou a nuca. – Eu tinha me esquecido disso.

– E para piorar, minhas malditas meias estão desaparecendo de novo, – desabafou Jun. – Não sei por que elas continuam sumindo. Vocês devoram meias ou algo assim? Minha roupa suja estava cheia de meias ontem!

Zeth franziu os lábios. – Olha, cara. Eu também estou perdendo meias. É só a lei da vida.

– O que deixou o Jun tão irritado? – perguntou Akira, surgindo do seu quarto.

– Nada, – Jun suspirou, tentando se acalmar.

– Bem, nós precisamos ir. O Chul está esperando lá embaixo, – disse Akira. – Não se preocupe, mano. Eu te compro um monte de meias quando recebermos nosso primeiro salário!

– Certo, vou acreditar em você, – disse Jun. – Vamos.

Os oito saíram dos seus quartos e entraram na van escura, onde Chul estava esperando.

– Vocês estão atrasados, – disse Chul antes de instruir o motorista a partir.

– Desculpa, – pediu Jaeyong. – O Jisung não conseguia achar a meia dele.

Chul suspirou e entregou a eles uma pilha de papéis. – Bem, não teremos tempo para orientá-los no set de filmagem, então leiam isso.

Jaeyong distribuiu os papéis, onde estavam os mood boards do videoclipe.

Jun folheou os papéis e arqueou as sobrancelhas surpreso. A equipe criativa realmente tinha feito um ótimo trabalho com o conceito dessa vez. Eles capturaram perfeitamente o clima de "Oasis", e Jun estava genuinamente animado para filmar.

– Desta vez vamos para uma praia diferente, – disse Chul. – Alugamos o local inteiro para hoje e amanhã, então teremos o lugar só para nós.

– Nossa, que orçamento! – exclamou Akira.

– Sim, – disse Chul. – Então, certifiquem-se de fazer o melhor de vocês. É raro grupos terem tanto orçamento hoje em dia.

Jun balançou a cabeça. Claro, o grupo deles merecia um grande orçamento. Com a quantidade de dinheiro que a Azure havia ganhado com o Rising Stars, era natural que eles tivessem um orçamento decente.

– Familiarizem-se com o conceito de filmagem, – instruiu Chul. – Chegaremos em cerca de duas horas, e começaremos a filmar assim que chegarmos. Entendido?

– Entendido.


Eles finalmente chegaram à praia, e ela era mais bonita do que os membros haviam imaginado.

A água se estendia ao longo da costa; e como a Azure havia alugado o local inteiro, parecia um paraíso isolado, escondido da agitação do mundo.

Era definitivamente diferente da praia onde eles fizeram o ensaio fotográfico. Se aquela praia parecia um local de férias onde as pessoas jogavam vôlei de praia, caminhavam de biquínis e bebiam água de coco, esta parecia mais um lar — onde alguém cresceu nadando com os amigos.

Ao redor da praia havia grama tropical exuberante que subia pelas bordas dos penhascos que emolduravam a enseada. Os verdes vibrantes contrastavam profundamente com os tons terrosos dos penhascos. O cheiro de água salgada se misturava ao aroma doce das flores, envolvendo a área em uma atmosfera de sonho.

A água era tão azul que praticamente se misturava ao céu. Era difícil determinar onde a água terminava de onde eles estavam.

Aquilo não era apenas uma praia — parecia uma ilha de memórias. A costa parecia guardar ecos de risos infantis e pegadas daqueles que vagaram por seu comprimento ao longo dos anos.

Já era tarde da tarde, então o sol estava quase se pondo, o que só aumentava a beleza do paraíso natural.

– Tinha um lugar assim na Coreia? – perguntou Ren com os olhos arregalados. – Isso parece a oitava maravilha do mundo!

– A equipe criativa se esforçou muito para encontrar um lugar adequado, – disse Chul. – Vocês podem agradecer à Rei ali por encontrar o lugar.

Os oito membros se viraram para a jovem, da mesma idade que eles, e sorriram agradecidos.

Jun lançou a ela um sorriso brilhante, genuinamente grato pelo que ela havia feito, e Rei sentiu seu coração acelerar.

– Bem, – bateu palmas Chul. – Hora de ir para seus lugares. Vocês já sabem o que fazer, certo?

– Sim, – respondeu Jaeyong. – O Jun vai começar a filmar primeiro.

Chul franziu os lábios e assentiu. – Vou ficar na minha própria barraca, – disse ele. – Não me procurem a menos que seja realmente urgente.

Os membros da EVE assentiram.

– Enquanto isso, os outros membros podem ir para aquela cabana grande ali, – Chul apontou para uma bela cabana de madeira. – Vocês também vão dormir lá esta noite, então escolham seus quartos.

As expressões dos membros imediatamente se iluminaram quando viram sua casa para a noite.

Eles correram para a cabana como criancinhas enquanto Jun balançava a cabeça divertido.

Chul e Jun ficaram sozinhos, e havia uma sensação de hostilidade no ar. Eles nunca tinham ficado sozinhos na presença um do outro, além da vez em que Jun pensou que ele era um intruso.

Chul cutucou as unhas despretensiosamente enquanto Jun ficava ali, apenas o observando.

– E então? – perguntou Chul depois de um tempo. – Você só vai ficar aí parado? Você precisa trocar de roupa para não termos atrasos. Precisamos terminar todas as gravações individuais desta tarde até a noite.

– Eu sei, – disse Jun.

– Então, vá, – disse Chul.

– Eu só tenho uma pergunta, – disse Jun, dando um passo mais perto dele.

– O quê? – Chul arqueou as sobrancelhas, sentindo-se estranho com a maneira como Jun o olhava.

– Se você me detesta, então diga isso na minha cara, gerente.

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