Casamento Predatório

Capítulo 371

Casamento Predatório

Embora Blain se debatesse freneticamente, o aperto de Ishakan não cedeu nem um pouco. Ele observou Blain com calma, controlando sua força para apenas deixá-lo inconsciente. Assim que Blain ficou mole, Ishakan checou seu pulso e então o jogou no chão como se fosse lixo.

Seus olhos estavam frios e indiferentes enquanto ele olhava para Leah, e quando ela encontrou aqueles familiares olhos dourados, a força de repente deixou suas pernas.

“Ah...”

Ishakan rapidamente a amparou. O calor de seu corpo era tão reconfortante. Mas quanto mais ela pensava sobre o que tinha acabado de acontecer, mais seu sangue gelava. Ele não estava nem um pouco preocupado; ele apenas parecia pensar que tinha cumprido seu dever.

A mão de Leah foi para seu coração palpitante. Ele não teria feito isso, no passado. Antes, ele apenas observava enquanto Blain a arrastava para onde queria. Ishakan tinha perguntado se ela queria ajuda antes de ajudá-la. Ele sempre priorizou os desejos de Leah.

O jovem Ishakan era muito mais impulsivo.

Ele franziu a testa ao vê-la sorrir.

“Por que você está feliz? Você estava em perigo...”

“Eu não estava em perigo”, Leah respondeu calorosamente. “Você me protegeu.”

Os olhos de Ishakan baixaram, e a visão de sua timidez deu a Leah o impulso travesso de beijá-lo na bochecha.

Cuidadosamente, ele a deitou na cama, então rapidamente rasgou as cortinas para fazer uma corda para amarrar Blain, jogando-o em um armário.

“Me desculpe. Eu causei problemas para você”, ele disse, finalmente olhando de volta para Leah, que estava sentada na cama, observando.

“Não se preocupe, eu vou dar um jeito.” Leah não tinha ideia de como, mas ela queria tranquilizá-lo. “Talvez a gente devesse simplesmente fugir.”

Ela disse isso como uma piada, mas ele levou a sério.

“...Sim.” Lentamente, ele se ajoelhou diante dela, e os olhos de Leah se arregalaram quando ele cuidadosamente pegou sua mão. “Fuja comigo para o deserto.”

Ele já tinha proposto isso a ela antes.

“Não é um lugar pacífico. É ainda mais perigoso do que o palácio real, mas eu vou proteger você. Eu nunca vou permitir que ninguém a trate mal.”

O rosto do jovem avermelhou.

“Eu sei que não tenho nada, mas eu não quero deixar você aqui...”

Ele até a tinha sequestrado para salvá-la. Agora que ele a tinha visto tremendo diante de Blain, ele não podia ir embora sem ela.

Não importava quando eles se encontrassem, Ishakan a salvaria.

Leah jogou seus braços em volta dele, abraçando-o apertado. Ela poderia ter chorado, a oferta era tão doce. E embora ele tenha congelado no início, seus braços desajeitadamente se moveram ao redor dela.

“...Me desculpe”, Leah disse suavemente. “Eu não posso ir embora.”

Sempre seria assim entre eles.

Ela queria protegê-lo de tudo o que estava por vir. Mas ela não podia saber o quanto o futuro poderia mudar se ela fosse para o deserto com ele agora. Mesmo que isso fosse apenas um sonho, ela tinha mudado tantas coisas, e parecia que ela poderia arruinar seu futuro com ele se ela fizesse mais alguma coisa.

“Você não quer se afastar do homem que você odeia?” ele perguntou com raiva, e Leah não conseguiu responder a essa pergunta. “Eu não quero deixar você aqui sozinha.”

“Obrigada, Ishakan.”

Ele estremeceu com o nome que ela lhe deu.

“Você não pode me chamar assim. Eu não sou um kan[1].”

Ela ignorou a correção.

“Você vai vir me buscar depois?” ela perguntou.


[1] - Kan: Título usado pelos reis de Ruriana.

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