Casamento Predatório

Capítulo 370

Casamento Predatório

Ela não mentiria. Leah não via nada de errado em confessar que gostava dele, e embora o jovem Ishakan parecesse um pouco mais desajeitado do que o que ela conhecia, tinha certeza de que ele a teria pegado se ela mentisse.

Ela estava satisfeita com sua resposta, mas os olhos de Ishakan se estreitaram.

“Isso significa que você quer que eu seja seu escravo s3xual?” ele perguntou.

O rosto de Leah ardeu. Ela nem sequer havia considerado isso, mas podia entender por que ele pensaria assim.

“Não, claro que não,” ela disse, levantando as mãos. Ela não sabia como explicar, mas não queria que ele fosse embora, pelo menos até que seus ferimentos tivessem sarado um pouco. Ela só queria ajudá-lo.

“Por que você não me usa?” Ishakan insistiu, e os lábios de Leah se contraíram com a pergunta.

Ishakan mexeu com a maçã em sua mão.

“Eu sabia que você me pegou porque gostava de mim. Não se preocupe, não sou inexperiente. Aprendi como dar a uma dama um bom serviço noturno.”

“Não, eu disse não,” Leah disse apressadamente. “Não é que eu não goste de você, mas eu não quero fazer isso.”

O garoto riu, tão inocente como se nunca tivesse ouvido falar de serviço noturno.

“Entendo.”

Leah se sentiu irritada. Ele teria dormido com qualquer um que o salvasse? Ela franziu a testa, incapaz de esconder sua infelicidade com o pensamento, e Ishakan apertou sua mão. Sua outra mão rasgou facilmente a maçã ao meio.

Ele ofereceu metade a Leah, lambendo seus dedos cobertos de suco quando ela aceitou.

“Fico feliz que você goste de mim,” ele disse, e algo em sua voz suave a fez vibrar, e a fez pensar em coisas estranhas.

Leah voltou sua atenção para sua maçã, mordendo-a. Estava deliciosa. E embora ela nunca tenha percebido, Ishakan sorriu enquanto a observava comer.

Enquanto eles estavam comendo juntos, houve um barulho repentino de outro lugar no palácio, e passos se aproximaram de fora da porta. Leah apressadamente empurrou Ishakan para debaixo da cama.

“Esconda-se aqui por um tempinho,” ela disse, e a porta se abriu.

“Leah!”

Alguém tinha entrado em seu quarto no meio da noite. Imediatamente, os olhos de Leah foram para o cabelo dele, e ficou aliviada ao ver que ainda era prateado.

“Você... droga...” O rosto de Blain estava contorcido de fúria enquanto ele caminhava em direção a ela. “Onde você estava? Você não estava aqui antes.”

Tum tum tum

O coração de Leah estava batendo forte, e ela engoliu em seco. Ela não tinha pensado em Blain desde que ele havia desaparecido de sua vida, e ela havia esquecido como era enfrentá-lo. Mas olhando em seus olhos, ela se lembrou do que havia acontecido. O momento em que ela havia enfiado uma adaga em seu coração brilhou vividamente em sua memória.

Ela o tinha matado ela mesma. Mesmo sabendo que era apenas um sonho, era terrível vê-lo diante dela novamente, vivo. Seu corpo instintivamente congelou.

“Eu pensei que você tinha fugido...” Blain a olhou de cima a baixo, e Leah estremeceu involuntariamente.

“Está com medo?”

Ele se aproximou enquanto Leah se afastava, e sua mão agarrou seu rosto, apertando.

“Você está tentando fugir de mim? Você não me respeita?”

Leah gostaria de dizer não, mas sua boca não funcionava. Ela se viu prendendo a respiração enquanto Blain alcançava seu cabelo.

“Ah!”

O braço de Ishakan apareceu de repente em volta do pescoço de Blain, e os olhos de Leah se arregalaram.

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