
Capítulo 335
Casamento Predatório
Quando Leah acordou, ainda estava nos braços quentes dele, sentindo-se como se estivesse envolvida por cipós. Olhando para ele, sorriu.
Normalmente, ele era o primeiro a acordar. E mesmo nas raras ocasiões em que ela acordava antes dele, Ishakan quase imediatamente se mexia. Ela quase nunca conseguia vê-lo dormindo.
Mas ele não deu sinal de acordar, e enquanto o observava, percebeu que ele estava mesmo muito, muito cansado.
Uma sensação amarga a invadiu, e ela estendeu uma mão cuidadosa para acariciar sua bochecha. De repente, ela se lembrou de como ele sempre tinha sido.
“……”
Antes, ela achava sua expressão um pouco assustadora. E talvez não tivesse mudado muito, exceto pelo afeto quando ele olhava para Leah. Mas agora, com os olhos fechados e dormindo tão pacificamente, ela não conseguia deixar de pensar que ele parecia… adorável.
Ninguém jamais acreditaria. Ele era um homem tão temível. Mas Leah tinha certeza de que qualquer um que o visse naquele momento teria que concordar. Ishakan era tão fofo.
E a ideia de outra pessoa olhando para ele assim a deixou muito ciumenta.
Mas ele só dormia assim na frente dela. Desprotegido. A única pessoa com quem ele compartilhava sua alma era sua esposa.
Incapaz de resistir, ela beijou suavemente seu marido adormecido, e suas pálpebras fechadas tremeram e se abriram. Já havia um sorriso em seus olhos.
“Leah…”
Ele beijou o topo de sua cabeça.
“Você quer mais já?”
Suas mãos se moveram para puxar a parte inferior do corpo dela contra o dele, e ela pôde sentir o quanto seu membro estava duro, ereto ao acordar. Mais de uma vez eles tinham acordado e feito sexo frenético logo pela manhã, mas ele já a havia levado ao limite na noite anterior. E ela queria que ele dormisse mais um pouco.
“Volte a dormir”, ela sussurrou.
“Se você prometer ficar comigo.”
“Eu sempre estarei ao seu lado.”
A promessa foi o suficiente para fazê-lo fechar os olhos, e ainda envolvida em seus braços, Leah logo voltou a dormir ao lado dele.
“Mamãe…”
O sussurro veio algum tempo depois para acordar Leah.
“Mamãe!” Um peso leve se atirou sobre ela. “Mamãe, acorda.”
Leah se remexeu ao sentir vários beijos que a faziam cócegas na testa, e depois uma mordida repentina em sua bochecha. Uma voz grave falou.
“Lesha.”
O peso leve ao lado dela desapareceu, e Leah finalmente voltou totalmente à consciência. Ishakan havia levantado seu filho com uma mão e estava beliscando a bochecha do menino.
“Não morde sua mãe.”
“O pai morde ela o tempo todo!”
“Isso é algo que só os pais podem fazer”, respondeu Ishakan, e Leah sorriu ao vê-los discutindo, o rosto de Lesha, uma cópia em miniatura e emburrada do pai.
“Eu cuidei da mamãe enquanto o pai estava fora”, o menino se gabou enquanto Ishakan o levantava sobre o ombro. “E eu cacei!”
“O que você caçou?”
“Borboletas! Mas eu não machuquei ela.”
Ele contou ao pai como havia perseguido sua presa e depois decidido soltá-la, e Ishakan sorriu.
“Bom menino”, disse ele. “Você vai receber o nome Kan.”
Lesha sorriu orgulhosamente com o elogio do pai, e os dois pares de olhos dourados se voltaram para Leah ao mesmo tempo.
“Mamãe!” Lesha gritou imediatamente. “Já é de manhã!”
Ishakan colocou o filho na cama e Lesha correu para se jogar nos braços de Leah, como se estivesse esperando para sempre por um abraço. Leah beijou sua testa, sorrindo para Ishakan.
“Bom dia”, ela disse a ele.
Com os três juntos, assim deve ser.