
Capítulo 543
Demon King of the Royal Class
A Batalha por Serandia
Monstros cuspiam chamas e raios pelas suas bocas, enquanto humanos libertavam raios e fogo das pontas dos dedos.
No campo de batalha onde o inverno havia recuado, havia pouca diferença entre as vidas de humanos e monstros.
Chamas, impossíveis de distinguir se vinham dos monstros ou dos magos, se entrelaçavam e explodiam no céu. Na retaguarda, armas de artilharia esmagavam, queimavam ou congelavam os monstros até a morte.
– Grito agudo!
Um soldado, partido ao meio na cintura pelas fauces de um monstro, morreu sem sequer ter chance de gritar.
– Splash!
Então, um martelo pesado atingiu o crânio do monstro, estilhaçando-o em um instante.
– Bang!
Um monstro que se lançava contra o portador do martelo foi recebido por um escudo branco ofuscante, sua cabeça esmagada contra ele.
– Bang! Splash!
Após empurrar o monstro para trás com seu escudo, o cavaleiro olhou em volta, seu martelo pingando sangue.
– Gemido!
Uma luz branca irradiava do corpo do cavaleiro, começando a curar os ferimentos dos soldados feridos ao seu redor.
Mas, de que adiantaria curar esses ferimentos?
Adriana só conseguia observar enquanto um soldado, cujo ombro foi milagrosamente recolocado por seu poder divino, atacava outro monstro, apenas para ter sua cabeça esmagada em suas mandíbulas.
– Arf!
Os cavaleiros eram os médicos e as tropas de assalto do campo de batalha.
Eram eles que podiam curar soldados gravemente feridos, permitindo que fugissem por conta própria.
Não só isso, eles eram os cavaleiros que podiam restaurar a força de combate curando soldados feridos no campo de batalha.
No entanto, os cavaleiros também tinham que testemunhar a perda de vidas mais fútil que haviam salvado.
Sua esperança só intensificava seu desespero.
Se eles não tivessem o poder de curar, poderiam simplesmente se concentrar em lutar depois de engolir suas lágrimas pelos horrivelmente feridos.
Mas os cavaleiros tinham que salvar muitas vidas e vê-las desaparecerem diante de seus olhos.
Eles vinham vendo vidas desaparecerem neste campo de batalha brutal, enquanto lutavam e salvavam pessoas durante a Crise do Portal.
Por que eles não haviam chorado?
Eles haviam gritado de tristeza inúmeras vezes.
Mas as lágrimas não podiam trazer os mortos de volta.
O lamento só podia servir como uma lembrança para aqueles que haviam desaparecido.
Só força.
Só luta.
Só este martelo pesado e contundente.
Este Martelo do Juízo, que ela havia trocado depois de perceber que era mais fácil esmagar monstros do que matá-los com uma espada.
Esta violência, que rasgava e esmagava inimigos, era a única linha de bondade e a única justiça neste campo de batalha cruel.
– Splash!
– Hrrraaaah!
– Splat!
Adriana, que havia aprendido que não havia justiça além de matar inimigos, balançava seu Martelo do Juízo.
Adriana era poderosa.
Embora não fosse da Classe Mestre, ela havia se juntado às fileiras dos superhumanos através da Lua de Mel, e seu poder divino para fortalecer seu corpo a tornava ainda mais excepcional.
Comparar as capacidades de soldados comuns com Adriana era impossível.
Mas ela não podia salvar a todos.
Ela havia testemunhado inúmeras vidas, salvas apenas para desaparecerem.
Através de inúmeras batalhas, ela havia aprendido que lutar enquanto tentava proteger os outros era inútil.
Lutar para proteger os outros muitas vezes a colocava em perigo também.
No entanto.
Ainda assim.
Adriana não conseguia virar as costas para aqueles que haviam caído.
Assim como quando ela havia se aproximado para ajudar um subordinado desprezado que estava prestes a fazer uma tentativa imprudente, sabendo que não havia necessidade disso.
Adriana não havia mudado.
Ela não podia mudar.
– Rosnado!
– !
No momento em que ela viu a criatura monstruosa, tão grande quanto um bisonte, correndo em direção ao soldado caído com suas presas escuras e brilhantes, Adriana já estava em seu caminho, bloqueando sua passagem para o soldado.
– Tum!
– Ugh!
Incapaz de suportar o peso da criatura que avançava, Adriana foi arremessada para trás, tombando pelo chão.
Ela havia caído.
No meio da batalha, perder o equilíbrio podia significar a morte antes de ter a chance de se levantar novamente.
Engolindo ar do impacto transmitido através de seu escudo, Adriana viu o monstro se lançando sobre ela com sua boca aberta, mirando diretamente em seu pescoço.
Ela não havia recuperado sua postura correta, não podia oferecer seu pescoço, e sua arma estava perdida.
Adriana enfiou seu braço direito na boca aberta do monstro.
– Crunch!
– Argh… ugh!
– Crepitar! Crepitar!
Sua armadura de placas amassou pateticamente.
– Range! Range!
Apesar da proteção divina imbuída em sua armadura, os dentes do monstro rasgaram o braço direito de Adriana sem resistência.
Adriana era forte, mas os monstros eram imprevisíveis em sua força.
Alguns eram pateticamente fracos, mas outros podiam perfurar armaduras com proteção divina e Fortalecimento Corporal Mágico apenas mordendo.
Nesse ritmo, seu braço seria arrancado, e sua vida seguiria.
– Ugh…!
– Tum!
Mesmo enquanto ela jazia no chão, com o monstro esmagando seu braço em tempo real diante de seus olhos.
– Tum! Tum!
– Crepitar! Crepitar!
Adriana implacavelmente golpeava a cabeça do monstro com seu escudo, que pendia em seu braço esquerdo.
Era uma batalha de qual quebraria primeiro: seu braço ou a cabeça do monstro.
– Crack!
– Ugh… Aah…!
– Whack! Whack! Whack! Tum!
– Arf…ack…
Um lado da cabeça do monstro se estilhaçou, e seu corpo ficou mole.
Adriana tentou abrir as mandíbulas do monstro que, mesmo na morte, se recusava a soltar seu braço.
Havia mais de um inimigo.
Ela tinha que se levantar.
Se ela não o fizesse, morreria.
Adriana desesperadamente tentou abrir as mandíbulas do monstro morto que parecia ter se apertado ainda mais.
Ninguém se preocuparia com ela.
No campo de batalha, todos estavam essencialmente sozinhos.
O soldado que Adriana havia salvo já havia sido mordido no pescoço por outro monstro, sangue jorrrando do ferimento, tornando seus esforços anteriores fúteis.
Incontáveis pessoas lutavam juntas, mas a maioria estava preocupada com sua própria sobrevivência. Aqueles que lutavam para proteger os outros, como Adriana, eram poucos e distantes entre si.
– Rosnado!
E então, antes que Adriana pudesse tirar seu braço da boca do monstro, ela viu outro monstro correndo pelo campo de batalha.
Era de aproximadamente seis metros de tamanho.
Um soldado comum não conseguiria lidar com ele.
Não estava vindo especificamente para ela, mas a cada passo, dezenas de soldados eram arremessados, esmagados sob seus pés.
O caminho do monstro passava diretamente por ela.
– Ah… ugh! Ugh!
Ela tinha que de alguma forma abrir as mandíbulas do monstro morto para sair do caminho do monstro que se aproximava ou encontrar uma maneira de enfrentá-lo.
Seria tarde demais nesse ritmo.
Ela deveria sacrificar seu braço?
Perder um braço era melhor do que morrer.
Mas como ela poderia cortar seu braço nessa situação?
O monstro já estava sobre ela.
E enquanto Adriana cerrava os dentes, preparando-se para atingir seu próprio cotovelo com a borda afiada do escudo que ela havia usado para esmagar a cabeça do monstro.
– Fzzzz!
Uma faísca, semelhante a um raio, brilhou no ar, e algo apareceu.
O que surgiu do deslocamento espacial foi uma massa colossal de metal cinza, comparável em tamanho a um gigante.
Whoosh!
Splash!
Adriana olhou fixamente enquanto a cabeça do gigante colidia com o enorme metal cinza, estilhaçando-o em pedaços.
– Golem…
Um golem de ferro gigante apareceu e começou a pisotear e esmagar os monstros.
É um golem!
O golem do Arquiduque!
A vida de Adriana havia sido salva pelo aparecimento do golem, e quando os outros soldados testemunharam o golem gigante lutando ao lado deles no campo de batalha, eles comemoraram.
Arquiduque de Saint Owan.
Apesar de sua desgraça devido à traição de sua filha mais nova, ninguém poderia negar a habilidade do Arquiduque e dos magos do Ducado de Saint Owan.
Na verdade, o Arquiduque, que havia participado da Grande Guerra dos Demônios, agora usava o golem que outrora pisoteou demônios para esmagar os monstros que emergiam do Portal.
Grito agudo!
Rosnado!
Adriana observou os golems lutando valentemente à sua frente, enquanto ela abria as mandíbulas de um monstro com seu escudo.
– Ugh… ugh!
Ela podia sentir o osso de seu braço direito completamente estilhaçado.
Gemido!
Adriana podia se curar assim como podia curar os outros.
Com seu braço curado, Adriana pegou seu martelo caído e se levantou.
O golem do Ducado lutou ao lado deles.
O golem de ferro combateu os monstros gigantescos, devastando o campo de batalha como convinha à sua enorme forma.
Adriana correu atrás do golem de ferro.
Enquanto corria, ela murmurou uma oração.
– Ó deuses.
A jovem sacerdotisa falou.
– Os cinco grandes deuses.
– Com estas lágrimas.
– Com este sangue.
– Com tantas lágrimas.
– Com tanto sangue.
– O que exatamente vocês desejam alcançar?
Em seu desespero, em meio ao sangue de monstros e humanos, Adriana gritou, seus olhos ainda vivos.
Quão belo deve ser o paraíso criado a partir de lágrimas e sangue?
Por que os deuses desejam tanta morte e lágrimas?
Tum!
Olhando fixamente para o campo de batalha, Adriana lutou para colocar seu martelo ensanguentado no chão em meio às pilhas de carne dos monstros caídos e esmagados.
Clang! Crash!
O golem gigante varreu o campo de batalha, abrindo um caminho tão rapidamente que o céu escureceu de repente e algo caiu no chão como uma flecha.
Rosnado
– Um… dragão…?
Um monstro com um par de asas, um corpo gigantesco e uma cabeça semelhante à de um lagarto.
A criatura já era três vezes maior que o enorme golem de ferro, e seu impacto no chão fez com que numerosos soldados e monstros cambaleassem ou caíssem.
O dragão, grande o suficiente para olhar para o monstro de mais de seis metros de altura como se fosse um brinquedo, abriu suas mandíbulas em direção ao golem de ferro.
Rosnado!
Trovoada!
Chamas carmesim irromperam da boca do dragão, caindo sobre o golem de ferro.
– Ah…
O golem de ferro, que parecia capaz de romper as ondas de monstros e pulverizá-los todos, foi transformado em metal derretido e desapareceu sob o hálito de fogo de uma criatura ainda maior.
Um monstro poderoso.
Uma criação de humanos, ainda mais potente.
Mas um monstro ainda mais imenso e formidável.
Os humanos são fortes, mas os monstros podem ser qualquer coisa.
Adriana só conseguiu congelar ao ver os restos derretidos do golem e o dragão parado diante dela como uma montanha.
Monstros não caem em desespero, mas os humanos caem.
Adriana agarrou seu martelo com mãos trêmulas.
E ela segurou seu escudo.
Embora fosse sem esperança, ela não podia cair.
Adriana, vestida com armadura protetora, avança em direção ao dragão abrindo suas mandíbulas para enfrentá-la.
Trovoada!
Vendo o hálito de fogo que havia derretido até mesmo o golem de ferro caindo sobre ela, Adriana prevê o caminho das chamas e pula para o lado.
Sua pequena estatura é uma desvantagem.
Pode ser impossível vencer por causa de seu tamanho.
Mas seu tamanho também poderia lhe dar um pouco mais de liberdade dos ataques do monstro.
Discutir as chances de vitória é tolice.
Se toda batalha é um jogo de dados entre a vida e a morte.
Na guerra, é o destino de um soldado enfrentar eventualmente o lado de trás da morte, pois eles devem lutar inúmeras batalhas.
Apesar de saber disso, Adriana desvia das chamas que derretem o solo e logo alcança a mandíbula do dragão gigantesco.
Ela sabe que o lado de trás da morte acabará se mostrando.
Mas ela decidiu lutar.
Assim como ela já ofereceu salvação àqueles destinados a morrer novamente.
Ela continua esta batalha tola.
Determinada tolamente.
– Ha!
Alcançando o rosto do monstro, Adriana salta de baixo dele, usando os chifres do dragão como apoio para subir em sua cabeça.
O calor da cabeça enorme do dragão, ainda maior que seu próprio corpo, era insuportável para qualquer humano, talvez devido às chamas que derretiam ferro que ele cuspia.
Grito agudo!
Segurando o chifre do dragão com a mão esquerda, Adriana golpeia a cabeça do dragão com o martelo em sua mão direita.
Rosnado!
Não há tempo para duvidar de sua eficácia.
Mesmo que ela não consiga derrotá-lo, impedi-lo de cuspir chamas salvará a vida de alguém.
Mesmo que eles morram da próxima vez, eles não morrerão agora.
Isso é o suficiente.
Ela não pode fazer mais do que isso, mas se ela puder protegê-los agora, isso é suficiente.
Rosnado!
Adriana agarra o chifre com a mão esquerda para evitar cair da cabeça que se sacode violentamente do dragão, e balança seu martelo com a mão direita.
Bang! Bang! Bang!
Espadas e lanças não penetrariam esta pele grossa.
Até mesmo a maioria das magias provavelmente falharia em ferir este monstro.
Para matar um monstro com pele impenetrável, Adriana abandonou sua espada.
Ela escolheu o martelo para matar tal monstro, descartando sua espada altamente treinada.
Whoosh!
No meio da sacudida desorientadora, Adriana levanta seu martelo.
Bang!
Ó deuses.
Bang!
Se tudo estiver à sua disposição, então o que existe no fim de tudo isso?
Ó deuses.
Grito agudo!
Cinco Deuses.
Cuspe!
Eu os desprezo.
Rosnado!
A martelada da sacerdotisa que odeia os deuses continua para estilhaçar a rocha maciça chamada dragão.
O mundo pode não pertencer aos humanos.
Mas pelo menos, deveria pertencer aos vivos.
Não a essas criaturas destrutivas sem nada além de seus instintos.
Isso não é algo que possa ser chamado de mundo.
– Raaaaaaaaaaah!
Em direção aos seres desordeiros.
Em direção às feras da destruição que carecem do caminho de um ser vivo.
Uma intensa luz branca envolve o martelo que Adriana levanta alto em direção ao céu.
Para aniquilar os seres desordeiros.
Em direção à besta, não diferente de uma máquina que carece do conceito de ordem.
Adriana desfere um golpe com seu martelo, cheio de puro ódio.
Guincho!
Enquanto o martelo cai, um raio branco atravessa o céu e penetra a cabeça do dragão.
Rosnado!
O dragão, que havia levantado a cabeça com um som como um grito agonizante, desaba junto com seu corpo maciço.
Trovoada…
– Haa… Haa… Haa…
Adriana aterrissa logo antes da cabeça do monstro tocar o chão, olhando incrédula para o que acabou de fazer.
Ela não consegue entender o que aconteceu.
Mas o monstro está morto, sua cabeça perfurada bem no centro pelo martelo.
Ele havia caído para uma arma lamentável que, embora pesada, não era mais do que um palito de dente em comparação com o corpo maciço do monstro.
– Haa… Haa…
Recuperando o fôlego, Adriana olha para si mesma como se tivesse acabado de realizar um milagre e encontra o olhar de inúmeros soldados.
– Ohhh…
– Pelos Cinco Deuses…
Sentindo algo de Adriana, que está cercada pela luz branca que significa prova divina, os soldados mostram reverência ao divino mesmo no meio desta batalha brutal.
É um milagre?
É isso que eles chamam de milagre?
Adriana olha fixamente para o céu acima do campo de batalha.
A luta não acabou só porque um monstro gigante morreu.
Tais milagres acontecem com frequência em campos de batalha, e inúmeras tragédias se desdobram além da medida.
Enquanto o fim da guerra não chegar, esses monstros continuarão a aparecer.
Existe realmente um fim para esta luta, onde inúmeras criaturas como esta emergem?
Um campo de batalha desesperado cheio de ondas de monstros, fogo, raios e frio.
Existe realmente uma saída neste inferno onde o massacre está em toda parte?
Adriana, que matou o dragão, cai em desespero.
Vendo monstros de tamanho semelhante ou ainda maiores surgindo, só se pode cair em desespero.
Quantos milagres mais são necessários?
Isso acabará algum dia?
Perdida no desespero que se segue ao milagre, Adriana fica atordoada.
O fim deste inferno.
Qualquer um servirá.
A conclusão deste inferno.
Testemunhar a morte, tanto matando quanto sendo morta, está cada vez mais exaustivo.
O fim deste mundo.
O destino final da dor, do desespero e do medo.
Traga-o.
– Boom!
– Ku-ku-ku-boom!
De longe.
Adriana vê dezenas de flashes cruzando o campo de batalha.
– Swoosh!
– Crack!
Aqueles feixes de luz cortam, esmagam e destroem todos os monstros que tocam, correndo além dos soldados como flechas.
Eles não são meros flashes.
Seres imbuídos de mana azul por todo o corpo.
Superhumanos entre superhumanos.
Os mais fortes da humanidade, que alcançaram a Classe Mestre, estão chegando.
Entre aqueles feixes de luz, Adriana vê um deles correndo além dela, roçando-a.
Dezenas de flashes pisoteiam o cadáver do dragão que Adriana havia derrubado.
Um desses flashes.
– …Ellen.
Ellen Artorius.
Adriana sentiu claramente o olhar de alguém com olhos sem emoção brevemente direcionado a ela antes de olhar para frente novamente.
– Whoosh!
Apesar de ser uma pessoa, a investida foi tão brusca e ágil que criou um redemoinho.
A heroína, Ellen Artorius, lidera uma unidade de guerrilha composta por lutadores da Classe Mestre e rompe o campo de batalha.
Todo monstro em seu caminho explode, se estilhaça, é fatiado e pisoteado, desaparecendo.
Aquela expressão estranhamente calma e composta.
Naquela indiferença, Adriana encontra um senso de alívio.
Não é diferente para os outros soldados.
A expressão sem emoção da heroína não está nervosa, assustada, triste, nem excessivamente confiante.
As pessoas confiam na calma da heroína.
Elas colocam sua fé naquela compostura, naquela expressão desumana da heroína.
Transcendendo a humanidade, uma confiança bizarra surge na crença de que elas irão realizar o que os humanos não podem. Essa confiança logo se transforma em fé através dos feitos impossíveis que a heroína realiza.
A heroína aparentemente sem emoção.
Aquela que porá fim a tudo isso.
Swoosh!
Ellen Artorius salta alto no ar e golpeia sua espada apenas uma vez em um monstro tão grande quanto uma montanha.
Corte!
De sua Lâmina do Vazio vastamente alongada, uma cortina de escuridão roça a besta colossal, e com apenas uma passada, ela cai, vomitando sangue.
Adriana teve que arriscar sua vida para lutar contra um monstro menor do que aquele.
Mas para Ellen Artorius, parecia que um golpe era suficiente para subjugar uma criatura montanhosa.
Trovoada!
E então, o chicote de chamas que jorra da capa solar da heroína cai no chão, instantaneamente queimando e matando milhares de monstros.
Uma expressão calma, mas um poder intenso.
Força avassaladora.
A heroína atravessa as ondas de monstros e avança.
Além disso, os superhumanos que ela lidera cortam o campo de batalha como feixes de luz.
Força avassaladora.
Proteção avassaladora.
Como as pessoas não poderiam encontrar esperança em Ellen?
O milagre que Adriana causou faz parte da vida cotidiana de Ellen.
Os monstros que Adriana só conseguia matar causando um milagre são mortos com um único golpe de Ellen.
É por isso que ela é chamada de heroína.
Observando a heroína e sua força de ataque cortando as ondas de monstros, Adriana sente isso.
Embora possa não haver esperança.
Pode ser possível com elas.
Se elas forem tão fortes, o fim desta guerra pode chegar.
É por isso que a heroína inevitavelmente se torna uma questão de fé.
Elas irão destruir o Portal de Distorção.
Elas porão fim a tudo.
As pessoas acreditam que elas porão fim à era da tristeza e do ódio.
– Ufa…
Adriana levanta seu martelo mais uma vez.
*****Situação da Doação 15/30*****
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