
Capítulo 253
Demon King of the Royal Class
Ellen não entendia muito de magia além do que poderia ser considerado bom senso básico.
No entanto, ela tinha certeza de que o verme que controlava humanos era um produto da magia.
Se fossem criaturas comuns, pessoas infestadas por eles não conseguiriam entrar no Templo.
“Magia era” a palavra-chave.
Então Ellen foi procurar Harriet.
Era fim de semana.
Harriet se dedicava à sua pesquisa no novo clube chamado Sociedade de Pesquisa Mágica, então Ellen foi até a mansão do clube.
Harriet ficou surpresa com a chegada de Ellen, mas ainda assim a seguiu para fora.
“O que foi?”
Harriet se surpreendeu que Ellen tivesse ido a um lugar que não tinha motivo para visitar, mas ficou ainda mais curiosa sobre o que ela queria.
“Existem insetos que podem usar humanos como hospedeiros e controlá-los?”
“É, pode existir insetos assim.”
“…Que tipos existem?”
Harriet balançou a cabeça.
“Por que você está tão curiosa sobre isso?”
Ellen pensou em contar tudo a Harriet.
Seria burrice não pedir ajuda a uma aluna de magia.
No entanto, ela não conseguia lhe contar nada.
Se contasse a verdade, isso significaria que ela estava fazendo algo perigoso no lugar de Reinhardt.
Harriet com certeza tentaria impedi-la.
Mesmo que ela a convencesse, seria a mesma coisa. Ela não poderia levar Harriet para fazer coisas tão perigosas. Ela poderia arriscar a própria vida, mas não podia arriscar a vida de suas amigas.
“Não posso te dizer o motivo exato. Me desculpa, mas é importante.”
Em vez de contar mentiras esfarrapadas, Ellen preferia falar diretamente assim.
“Você poderia, por favor, investigar isso para mim?”
“…”
Harriet olhou silenciosamente para Ellen.
Um assunto importante…
Harriet podia imaginar que tinha a ver com Reinhardt. Se não tivesse nada a ver com ele, por que mais Ellen teria aquela expressão?
Não sei o que aconteceu com o Reinhardt, mas ele não está parecendo muito bem ultimamente. Será que é por causa disso?
Harriet sentiu como se Ellen a tivesse derrotado mais uma vez.
“Okay, vou investigar.”
Mesmo assim, Harriet concordou em ajudar.
***
Ellen não entrou na mansão da Sociedade de Pesquisa Mágica.
Ela disse que tudo bem entrar, mas Ellen disse que esperaria do lado de fora.
Harriet não sabia muito sobre parasitas que poderiam controlar pessoas e a magia associada a eles.
Ela tinha bastante conhecimento sobre magia, mas sabia quase nada sobre esse assunto.
Se fosse um parasita que pudesse manipular e até matar pessoas, pertenceria ao campo da magia negra, e um mago respeitável não se importaria com tais assuntos.
Claro, isso não significava que Anna de Gerna, uma especialista em magia negra, não fosse uma maga respeitável.
O mais importante era como a magia era usada.
Maldições do tipo dor que causavam dores insuportáveis eram estritamente proibidas, mas uma bola de fogo sendo lançada no meio de uma praça lotada era muito pior.
Harriet não tinha ideia sobre essa suposta magia negra, então entrou na mansão do clube e procurou Anna.
Harriet ainda se sentia um pouco desconfortável perto dela.
Não era por causa de sua aparência e tom um tanto sombrios.
Pelo contrário, toda vez que ela olhava para Reinhardt, ela parecia ficar meio…
Esquisita.
Seu olhar parecia conter algo grudento.
Ela não sabia por quê, mas Anna era estranha para ela.
Isso a fez pensar que Anna era um pouco perigosa.
Não era porque ela era especialista em magia negra — era que ela simplesmente parecia uma pessoa perigosa. Reinhardt também sentiu isso quando percebeu Anna olhando para ele continuamente e se sentiu sobrecarregado.
Então Harriet hesitou um pouco em ir até Anna.
Ainda assim, ela foi procurá-la porque era um pedido de Ellen.
Anna não havia recebido instruções de Reinhardt para fazer nada.
Em vez disso, ela geralmente ajudava sua colega de classe, Christina, em sua pesquisa ou estudava com Louis Ankton como controlar melhor seu poder mágico e otimizar sua ativação.
“Insetos que podem controlar pessoas?”
“Sim. Existem tais coisas? Pode ser magia do tipo Parasita.”
“Hmm…”
Anna inclinou a cabeça como se estivesse preocupada, e seus olhos ficaram meio vidrados e dispararam para todos os lados.
Primeiro para a esquerda, depois para a direita, depois para a esquerda novamente…
Depois de fazer isso por um tempo, Anna abriu seus lábios estranhamente vermelhos que contrastavam muito com seu rosto pálido.
“Pode ser o caso para a maioria da magia negra, mas… a magia do tipo Parasita era originalmente considerada uma maldição tabu.”
“Quer dizer que não é mais?”
“Apenas para fins específicos.”
“Quais?”
“Magia do tipo Parasita é… um tipo de magia que causa doenças ou infecções através de infestações parasitárias.”
“Ah… Sim. Eu sei disso.”
Anna apontou para Harriet
…Seu peito, para ser precisa.
“O quê, erm… O que…?”
O quê? Por que ela está fazendo isso?
Ela está comparando nossos tamanhos?
Embora Harriet, sem ser solicitada, de repente começasse a interpretar mal suas ações, Anna apenas disse o que tinha que dizer.
“Isso significa que tais parasitas que poderiam espalhar doenças infecciosas poderiam ser usados para eliminar tais doenças… Por exemplo, se você tem um parasita em seu corpo e ingere aqueles outros parasitas… você os excreta na forma de fezes…”
“…Ah.”
Era isso que ela queria dizer?
Harriet ainda sentia que sua expressão parecia um tanto pesada.
“Você não pode controlar pessoas com eles também?”
“Eu não sei… Existem tantos tipos diferentes de magia, afinal… Mas não tenho certeza… Mesmo entre os feitiços mentais, o Controle Mental é um de alto escalão… Se esse tipo de magia pode ser expresso através de insetos…”
“…Sim, não parece fazer muito sentido.”
Os feitiços mentais por si só eram difíceis de realizar. No entanto, desde feitiços simples que mostravam alucinações até o Controle Mental, a dificuldade aumentava acentuadamente.
Um feitiço de alto escalão comparável ao Controle Mental, que era considerado o feitiço de mais alto escalão dos feitiços mentais, era o Teletransporte em Massa para feitiços espaciais e a Tempestade de Fogo para feitiços de destruição.
Claro, como eram tipos fundamentalmente diferentes, isso não significava que um mago que pudesse usar o Controle Mental pudesse usar o Teletransporte em Massa e a Tempestade de Fogo.
Um verme substituindo esse tipo de feitiço de alto escalão que só podia ser usado por arcanjos?
Isso não fazia sentido.
Por que Ellen estava fazendo essa pergunta com tanta urgência?
“Do que você está falando?”
Enquanto Harriet e Anna conversavam, Christina, que estava trabalhando em várias coisas em seu laboratório, se aproximou delas com seus óculos de proteção.
Sua cabeça estava prestes a explodir de tanto procurar por este e aquele reagente e material para Luar.
Ela saiu do laboratório para relaxar um pouco.
“Harriet perguntou… se existe magia negra que possa controlar pessoas usando insetos…”
“Insetos que podem controlar pessoas?”
Christina era curiosa e extrovertida.
Parecia que algo que chamou sua atenção surgiu, então seus olhos brilhavam intensamente.
“Por que você está perguntando sobre isso?”
“Bem, eu ouvi dizer que existiam coisas assim. Eu só queria saber que tipo de magia estava por trás dessas coisas, então pensei que poderia ser magia negra, mas agora não acho que seja mais o caso.”
“Uuurg… Insetos que podem controlar pessoas? Que terrível.”
Christina estremeceu, mas então abaixou a cabeça por um momento e tirou seus óculos de proteção antes de levantar a cabeça novamente como se tivesse se lembrado de algo.
“Certo!”
“Você se lembrou de algo?”
“Eles se parecem com vermes-de-cabelo?”
“Vermes-de-cabelo…? O que são esses?”
Era a primeira vez que Harriet ouvia aquela palavra. Não havia razão para uma jovem, criada preciosamente por sua família, encontrar algo como vermes-de-cabelo, e não havia tais insetos no Templo, então não havia como Harriet, que já tinha medo de gafanhotos, saber sobre aquelas monstruosidades.
“O que… são essas coisas?”
Mesmo Anna da família Gerna, uma família famosa por produzir excelentes magos a cada geração, embora não tantos quanto a família de Harriet, não conhecia esses vermes.
“Bem, eles são vermes parasitas que vivem nas entranhas de outros insetos. Eles entram no organismo no estado de ovo, crescem dentro dele e, quando amadurecem, controlam o inseto para se aproximar da água, fazem com que se afoguem e, finalmente, saem de seus estômagos. Eles parecem fios e são muito longos.”
“!”
“…!!”
* * *
Tradutora – KonnoAren
Revisora – ilafy
* * *
Tanto Harriet quanto Anna ficaram surpresas com aquela explicação direta, chocadas com Christina, que manteve um sorriso brilhante enquanto explicava, e ficaram apavoradas ao saber que uma criatura tão cruel existia no mundo.
“Se vocês não sabem o que são, querem que eu faça um desenho para vocês?”
“N-não! Tudo bem!”
“Estou com vontade de vomitar…”
Além de se sentirem enojadas, elas pareciam extremamente chocadas com a existência de um ser tão nefasto.
“Então esse inseto não é como um verme-de-cabelo que controla pessoas?”
“A-existem parasitas assim?!”
“Onde você encontra eles…?”
Harriet ficou extremamente chocada, mas Anna, que acabou de dizer que ia vomitar, olhou para Christina como se seu interesse tivesse sido despertado.
Se tais insetos existissem, era claro para que eles seriam usados.
A preocupação de Harriet por Reinhardt aumentou.
Ela não sabia o que estava acontecendo, mas tinha certeza de que algo aconteceria mais cedo ou mais tarde!
“Não existem… Pelo que eu sei, pelo menos.”
“Ufa. Que alívio.”
“…Que pena.”
Harriet tentou ignorar a voz abafada ao lado dela, fingindo que não ouviu nada. Christina olhou para Harriet.
“Mas eu não sei de tudo. Pode haver um inseto assim, e simplesmente não sabemos de sua existência.”
“Você realmente acha que existe a possibilidade deles existirem?”
“Se não houver nenhum, podemos criar alguns.”
Um pensamento passou pela mente de Harriet com as palavras perigosas de Christina.
‘Se não existe, basta criá-lo.’ Harriet era especialista em magia, mas Christina era especialista em Alquimia.
Alunos de Alquimia pensavam em termos de alquimia.
‘Se não existe, basta criá-lo.’
Esse conceito era claramente prevalente no campo da alquimia.
“Você está falando de Quimeras ou Homúnculos?”
“É uma prática proibida, e você seria condenada à morte imediatamente se alguém soubesse que você estava praticando tal coisa, mas você sabe?”
Christina sorriu brilhantemente.
“A proporção de magos loucos é muito maior entre os alquimistas do que entre os magos negros.”
Harriet sabia…
Magos negros eram bastante antissociais, mas isso era apenas do ponto de vista de um outsider.
Havia muitos alquimistas caçados ou purgados por fazerem coisas realmente malucas na sociedade de magos.
Na verdade, não havia magos negros externamente conhecidos que também fossem alquimistas.
Aqueles que se especializaram em ambos provavelmente morreram em seus próprios experimentos loucos.
“Poderia ser uma quimera com as capacidades aprimoradas de um verme-de-cabelo que a torna capaz de controlar humanos ou um homúnculo criado para esse fim.”
Quimeras eram feitas usando criaturas existentes como base.
Homúnculos eram seres vivos feitos de objetos inanimados, não de matéria biológica.
Eles eram diferentes de gólems.
Assim como os trens de mana não estavam vivos, os gólems eram apenas um tipo de máquina.
Homúnculos estavam vivos.
Aquele verme que conseguia controlar humanos poderia ser o resultado de qualquer uma dessas práticas.
“É possível criar algo assim?”
“Eu realmente não sei se é possível ou não, mas você não acha que pode ser?”
Os alquimistas eram aqueles que exploravam diferentes possibilidades; eles eram um pouco diferentes da maioria dos magos.
“Na alquimia, temos coisas como receitas, então pode-se fazer tais coisas apenas seguindo uma receita, certo? Contanto que não haja partes que requeiram poder mágico, até mesmo pessoas comuns poderiam fazê-las.”
“É verdade… Não pode ser…!”
Harriet ouviu as palavras de Christina, arregalando os olhos enquanto pensava nas possibilidades.
“Mesmo que alguém não esteja no nível de um arcanjo, poderia fazer tantas cópias quanto quisesse se tivesse a receita do homúnculo ou quimera feita por um arcanjo. Claro, assumindo que seja detalhada o suficiente.”
Christina estava rindo, mas o conteúdo de suas palavras era incrivelmente assustador.
“Eu não sei se algo assim realmente existe, claro. Mas… isso é diferente de dizer que definitivamente não existe! Eu me pergunto se há realmente algo no mundo que possa ser descrito com a palavra “absoluto”. ”
Harriet foi convencida por suas palavras.
Já existia uma criatura na natureza que conseguia controlar outros insetos que nem mesmo era de natureza mágica. Isso significaria que não era impossível.
A magia poderia tornar o impossível possível.
Então, tornar algo que já havia sido provado ser possível mais potente era uma façanha bastante fácil para a magia.
“Hmm? Pensando bem. E se uma receita já existisse? Eu também poderia fazer algo assim?”
Harriet tinha certeza disso…
Anna era claramente problemática. Embora ela não parecesse assim a princípio, ela era uma louca de carteirinha.
“Você… quer fazer… algo assim?”
“Gente, por favor…”
Harriet estava genuinamente preocupada com as alunas da Classe B.
‘Reinhardt… Cuidado…’
Ela não sabia o que aconteceu, mas Harriet mais uma vez jurou proteger Reinhardt das loucas da Sociedade de Pesquisa Mágica.
***
Harriet saiu da mansão e se aproximou de Ellen, que estava esperando há muito tempo, encostada em uma árvore no jardim.
“Não sabemos se realmente existe, mas achamos mais provável que algo assim possa ser feito usando alquimia em vez de magia negra.”
Ellen acenou com a cabeça silenciosamente depois de ouvir os detalhes.
“Obrigada, Harriet.”
“Você não vai me dizer… o que está acontecendo?”
Ellen baixou o olhar com as palavras de Harriet.
“Tem algo a ver com Reinhardt…?”
“…”
Ellen não respondeu.
No entanto, isso foi resposta suficiente.
“Você sabe… às vezes… você é realmente, realmente… sim.”
Harriet lutou para falar enquanto olhava para Ellen, que nem conseguia olhar em seus olhos.
“Acho você muito, muito injusta…”
Harriet não conseguia ver que expressão Ellen, que tinha abaixado a cabeça, estava usando.
No entanto, ela conseguia imaginar como seu rosto estava sem vê-lo.
Ela provavelmente tinha uma expressão patética.
Ela realmente estava dizendo essas coisas para uma amiga?
“…Desculpa.”
“Não, me desculpa. Eu estava falando besteira.”
Harriet lançou um olhar de canto de olho. Embora ela não chorasse, ela sentiu como se tivesse feito isso sem motivo.
“Bem, me diga outra coisa então.”
“…O quê?”
“Quem?”
Ellen a olhou para sua observação.
Harriet perguntou, com os olhos vermelhos de tanto chorar, sobre algo que ela estava curiosa há muito tempo, mas não tinha perguntado a Ellen por consideração.
“Quem você é?”
“…”
Ellen conseguiu perceber pela expressão dela há quanto tempo Harriet estava se perguntando sobre isso.
Ellen não era uma pessoa comum.
Harriet sabia que ela não poderia ser uma pessoa normal. Ela simplesmente não perguntou até aquele ponto porque achou que Ellen não lhe daria uma resposta.
“Ellen…”
“Isso não é—”
“Ellen Artorius.”
“…!!”
A expressão de Harriet endureceu com suas palavras.
Ellen não explicou mais nada.
Aquele sobrenome foi explicação suficiente.
Não era como se ela simplesmente tivesse o mesmo sobrenome do herói.
Harriet sentiu muitas de suas dúvidas sendo resolvidas de uma só vez.
Por que ela era tão forte? Por que ela carregava uma espada ligada à alma? Por que ela sempre parecia tão determinada?
Por quê?
Por que ela não hesitou nem um pouco ao se jogar em perigo?
Harriet finalmente encontrou a resposta para suas perguntas.
“O… Reinhardt sabe?”
“…Sim.”
Entendo.
O segredo que ela acabara de contar, um segredo que ninguém mais no Templo sabia…
Aqueles dois estavam compartilhando isso há muito tempo.
“…Eu pensei que tinha pelo menos uma coisa a mais do que você.”
Harriet riu baixinho com uma sensação de desânimo e autodepreciação.
Sua origem…
Ela não tinha intenção de apenas se agarrar àquela única coisinha lamentável.
No entanto, mesmo nesse aspecto, ela havia sido reprimida.
Então Harriet não pôde deixar de rir.
Ela não odiava Ellen — ela simplesmente se dispensou.
“Me desculpa…”
“Não precisa se desculpar.”
Harriet olhou para Ellen, que havia abaixado a cabeça novamente, e torceu os cantos da boca.
Ela queria chorar, mas suas lágrimas simplesmente não saíam.
Ela nem conseguia chorar naquela situação.
“Você não tem ideia… de como… isso me deixa miserável.”
Se alguém que sempre anda alguns passos à sua frente apenas se vira e diz desculpa… você sabe o quão doloroso é para a outra pessoa ouvir isso?
Ellen finalmente percebeu como Harriet se sentia ao ouvir suas desculpas.
“Eu estou…”
Ellen engoliu com força as palavras que estavam prestes a sair.
As palavras “Me desculpa”
No final das contas, essas palavras não vinham de seu senso de superioridade sobre Harriet?
Ellen conseguia ver os lados ruins de si mesma nessas palavras. Ela não achava, mas poderia ter certeza de que não era o caso nem um pouco?
Ela realmente não sentia superioridade sobre Harriet de Saint-Owan?
Mesmo assim, ela queria monopolizar os assuntos de Reinhardt enquanto argumentava que não queria colocar Harriet em perigo, e isso estava a machucando.
Estava certo ela fazer essa escolha por Harriet?
Ela nem tentou conversar com ela.
Mas, pelas palavras de Harriet, Ellen não teve outra escolha a não ser contar a ela.
Se seu comportamento resultasse de algo tão insignificante como um senso de superioridade…
Ela tinha que jogar isso fora.
“Tem alguém que quer matar o Reinhardt.”
“…Hã?”
Vendo a Harriet estupefata, Ellen conseguiu olhá-la calmamente e conversar adequadamente com ela.
“Eu vou matar essa pessoa.”
Ellen não tentou controlar sua expressão porque ela escolheu não esconder nada.
“Você quer me ajudar?”
Harriet ficou chocada com a oferta repentina de Ellen.
No entanto, tão diretas quanto as palavras de Ellen eram, elas continham a verdade.
O peso que elas carregavam não era de forma alguma leve.
“Sim. Eu quero.”
No entanto, a hesitação de Harriet não durou muito.
Embora ela só tenha pensado sobre isso por um curto período, sua decisão não foi tomada levianamente.
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