Demon King of the Royal Class

Capítulo 241

Demon King of the Royal Class

Reinhardt estava agindo de forma estranha.

Ela não sabia o que ele tinha aprontado a noite toda, mas ele continuou a chamá-la de "mocinha" depois disso.

"Mocinha, você deveria ir para a sala do clube."

Ouvi-lo dizer aquilo não estava certo. Causou um arrepio estranho que percorreu sua espinha e uma coceira que se espalhou por todo o corpo.

Aquela sensação ficou muito difícil de suportar.

"Por que você continua me chamando de 'mocinha'?!

“…Porque você é uma mocinha.”

Era verdade.

Ela era a mocinha do Grande Ducado de Saint-Owan. Na verdade, ela tinha vivido ouvindo os outros a chamarem de "mocinha" em vez de seu próprio nome, então Harriet realmente não tinha aversão a ser chamada de "mocinha".

No entanto…

Quando as palavras "mocinha" saíam da boca de Reinhardt…

De alguma forma…

Era como se…

Estivesse sujo.

"Não faça isso! Estamos no Templo! Você não pode mencionar minha origem!"

"Não, só é proibido se você tentar usar seu status para pressionar os outros, o título em si não tem nada a ver com isso, mocinha."

"A-argh!"

Ela sentiu que estava sendo provocada.

Não, por que ser chamada de "mocinha" parecia um insulto quando saía da boca dele?

Harriet sentiu que estava prestes a enlouquecer.

Mocinha…

Ela tinha ouvido aquelas palavras muitas vezes em sua vida.

No entanto, ela não queria ouvi-las saindo da boca dele.

"Espere, eu não estou te provocando. Estou realmente tentando ser gentil com você, então por que você está ficando nervosa? Você não é uma mocinha?"

"Sou! Eu sei! Só não me chame assim!"

Ela preferia…

Ela preferia…

"S-só me chame de 'idiota' como antes! Isso me deixa desconfortável!"

Seria melhor.

Harriet gritou, corando de vergonha.

"Hum, idiota."

"V-você… Você! E-esse é o motivo! É por isso que você fez isso!"

Para fazê-la dizer essas palavras com a própria boca, ele a chamara de "mocinha", o que era incomum para ele.

Ela tinha caído na armadilha.

"Não mesmo? Mas você querer ser chamada de 'idiota' em vez de 'mocinha'... Você é uma lenda."

"Le-le… Lenda?"

"É, idiota. Como esperado, esse apelido combina bem."

"Iiirk! Iiiirg!"

Idiota…

No final, Harriet, que estava de mau humor, não teve outra escolha a não ser aceitar aquilo como seu apelido de verdade.

Ela se sentia mais confortável sendo chamada de "idiota" do que sendo chamada de "mocinha".

"U-urg… Uuh… Urg!"

"N-não… Você está chorando? Por que você está chorando?"

Harriet se sentiu muito triste, então ela chorou.

Ela não gostava de ser chamada de "idiota".

No entanto, ela odiava ainda mais ser chamada de "mocinha".

"V-você… Você é mesmo um canalha…"

"Ah, desculpa. Devo te chamar de 'mocinha' então?"

"Arg! Não! Pare!"

Havia muitas pessoas que a chamavam de "mocinha".

Havia muitas pessoas que a chamavam de "Vossa Graça" e muitas que a chamavam de "Harriet".

Idiota…

Reinhardt era o único no mundo que a chamava assim.

A própria Harriet achava estranho dar tanta importância àquela palavra.

Ela não tinha certeza sobre os outros, mas achava que ele a chamando de "idiota" era muito melhor do que ele a chamando de "mocinha".

Por isso…

Ela se odiava muito.


Reinhardt, que tinha saído a noite toda, não recebeu uma advertência porque conseguiu comparecer às aulas corretamente. Ele não contou a ela o que aconteceu, mas Harriet logo descobriria.

‘Ouvi dizer que você brigou com seu pai.’

‘…Por que você está trazendo isso à tona?’

‘Por que você brigou com seus pais por algo assim? Eles só fizeram isso porque se preocupam com a filha.’

‘O-o que você sabe?’

‘De qualquer forma, faça as pazes com eles. Quero dizer, os pais não são tão unidimensionais quanto os filhos pensam. Você sabe o quanto isso os deixa chateados quando eles brigam com seus filhos?’

‘…’

Reinhardt, que sabia que ela tinha brigado com o pai, de repente disse para ela fazer as pazes com os pais.

Normalmente, ela teria gritado algo como: "Por que você está se metendo nisso?" ou "Quem é você para meter o bedelho nos assuntos da família dos outros?".

No entanto, Reinhardt não tinha pais. Ela não podia simplesmente perguntar a ele coisas como "o que você sabe sobre assuntos de família?" ou "quem você pensa que é?".

Ela pensou que, não importa como ela decidisse dizer, ela acabaria machucando ele.

“…Okay.”

Isso foi a única coisa que Harriet disse.

Ela usou o comunicador dentro do Templo para se conectar ao que estava no Palácio Branco Arnaria.

Depois de algum tempo, os comunicadores foram conectados com um leve atraso. Foi quando Harriet disse que tinha sido muito e que sentia muito.

Eles tiveram uma longa conversa.

Ela fez as pazes com o pai antes que a mãe assumisse a ligação.

-Ah, meu amor sabe pedir desculpas primeiro agora. Você cresceu.

“…Cresci?”

Embora ela não tivesse tanta certeza de que estava completamente crescida ainda, todos em casa simplesmente a tratavam como uma criança. Especialmente sua mãe — ela ainda a chamava de "meu amor", mesmo.

Ela odiava isso.

-A propósito, ele estava aqui.

"Ele?"

-Eu não sei de mais nada, mas ele é realmente bonito. Isso é bom. Sua mãe aprova.

“…Do que você está falando de repente?”

E quem é o "ele" de que ela está falando?

-Ah, isso era para ser um segredo. Oh meu Deus, cometi um erro…

"Não, o que você quer dizer?"

-Oh meu Deus, oh meu Deus, ele disse que deveríamos manter segredo, então deveríamos…

"Do que diabos você está falando?!"

Era comum que sua mãe acabasse falando consigo mesma assim, então ninguém além dela conseguia entender o que ela estava tentando dizer.

-Sabe, Reinhardt.

“…Reinhardt? O que sobre ele?”

Ela frequentemente falava com a família sobre Reinhardt, mas as palavras de sua mãe pareciam um pouco estranhas. Por que ela o chamou de bonito? Era como se ela o conhecesse pessoalmente.

-Ele veio nos ver outro dia. Além disso, foi de madrugada.

"O quê? N-não. Em Arnaca?"

-Você sabe o quão surpresos nós ficamos quando ele veio até nós pessoalmente e nos pediu para abrir os portões?

Não.

Ela tinha se perguntado para onde ele tinha ido, retornando ao Templo apenas de manhã cedo, e até mesmo mantendo segredo dos outros.

-Ele era tão fofo. Como ele estava desesperado para correr para nosso jardim de madrugada assim?

"Aquele cara… Por que ele foi para Arnaca?"

-Por que? Talvez porque ele se sentisse ansioso sobre suas origens. Foi por isso que ele veio pedir nossa permissão. Ele já é tão sincero e sério. Tão diferente de outras crianças da idade dele.

Um grande mal-entendido…

Estava prestes a acontecer.

"Permissão? Permissão para o quê?"

-Claro, para vocês dois namorarem, o que mais?

"Namorar?"

-Hmm? Vocês dois não estão namorando já? É sobre amor, amor. Meu amor obviamente ama o Reinhardt.

“…Huuh?”

Do que diabos ela está falando?

O cérebro de Harriet parecia ter parado de funcionar.

Ela nunca tinha contado a eles, mas parecia que toda a sua família já sabia de seus sentimentos.

-Então parece que o Reinhardt veio até Arnaca para perguntar se tudo bem namorar você. Bem, ele tem jeito com as palavras. Toda a família o aprova.

"E-espere… Do que diabos…? Como…?"

Reinhardt foi a Arnaca pedir permissão para se casar com ela?

Como isso aconteceu?

Ele parecia ter tentado ser gentil com ela a chamando de "mocinha" e tal desde que voltou. Ela não gostou porque parecia meio nojento.

Isso…

Ele agiu assim porque queria pedi-la em namoro direito?

Não…

Não era simplesmente isso.

Segundo sua mãe, Reinhardt parecia achar que eles já estavam em um relacionamento.

Ele não foi até eles para perguntar se podia namorar ela, mas parecia perguntar se tudo bem que eles estavam namorando.

Não podia ser apenas um mal-entendido.

Que outra razão Reinhardt teria para ir a Arnaca?

Ele absolutamente não tinha razão para ir a aquele lugar que não tinha nenhuma conexão com ele além dela.

-Embora seja um pouco cedo, seu pai disse que é a favor de um casamento entre vocês dois. Que pressa, me pergunto? Seu pai e Reinhardt conversaram sobre o assunto separadamente, mas parece que ele realmente planejou isso com antecedência.

O quê?

Reinhardt e papai já tinham conversado sobre o que vem depois de namorar — casamento?

-De qualquer forma, vocês dois são apenas estudantes e são muito jovens, então não façam nada imprudente. Caso contrário, a mamãe vai ficar brava. Entendido?

"U-uhm… Uh."

O que aconteceu?

-A propósito, quanto tempo faz que vocês dois começaram a namorar? Parece que você começou a falar de forma diferente sobre ele desde que voltou da ilha deserta.

Casamento entre ela e Reinhardt…

Um encontro secreto…


Tradutora – KonnoAren

Revisora – ilafy


O cérebro de Harriet acabou congelando, inundado com todo aquele absurdo e as circunstâncias que o cercavam.

Ela se tornou uma verdadeira idiota.

Por que Reinhardt foi a Arnaria e de repente falou sobre assuntos de amor e casamento?

Isso significava que Reinhardt já parecia acreditar que eles já estavam juntos e apaixonados.

Já estava mais do que claro que ele primeiro falou sobre eles namorarem e depois sobre o casamento.

Eu…

Eu… já estava namorando Reinhardt?

Desde quando?

Por que eu não sabia até agora?

Harriet sentiu que estava prestes a enlouquecer.


Linhas de raciocínio que começam com conclusões preconcebidas tendem a ser errôneas.

A Grã-Duquesa começou com a suposição de que ninguém no mundo não gostaria de sua filha caçula bonita e amável.

Ela não pôde deixar de pensar que Reinhardt foi até eles por causa de sua jovem filha, então ela nem perguntou por que ele tinha ido a Arnaca em primeiro lugar.

Por quê? Ela simplesmente considerou natural que ele tivesse vindo por causa de Harriet.

Foi por isso que Harriet de Saint-Owan se viu naquela grande confusão.

"Por que você continua me olhando? Você tem algo a dizer?"

“…Nada, idiota.”

O coração de Harriet começou a acelerar ao ver Reinhardt a rebaixando de uma maneira ligeiramente dura como de costume.

Ele tinha dito aos pais que queria se casar com ela…

No entanto, parecia que Reinhardt queria manter aquele encontro em segredo, então sua mãe a pressionou a fingir que não sabia do assunto.

Depois de se preocupar com a enorme diferença de status entre eles, ele fez uma viagem a Arnaca no meio da noite.

Reinhardt parecia acreditar que eles já estavam namorando há algum tempo.

Desde quando?

Desde a ilha deserta? Desde que eles visitaram as Ilhas Edina?

…Ou mesmo muito antes de tudo isso?

Quando ela pensou nisso, em algum momento, Reinhardt havia começado a cuidar dela de várias maneiras, embora ele parecesse irritado externamente.

Poderia ser essa a razão? Ele estava agindo assim na tentativa de fazer algo legal para sua amada?

Não importa o quanto ela pensasse sobre isso…

Reinhardt sempre parecia perder a compostura se algo a envolvesse, mas ainda assim, era demais.

O bom senso dificultava para ela acreditar que ele simplesmente tinha ido a Arnaca no meio da noite para pedir a mão dela em casamento aos pais.

Ela sentiu que era algum tipo de mal-entendido.

Fazia um tempo desde que Harriet havia deixado Arnaria.

Ela sabia que sua família era especialmente protetora e um pouco orgulhosa demais dela.

Então tinha que haver algum tipo de mal-entendido.

Obviamente…

Harriet passou o dia com aqueles pensamentos complicados assombrando sua mente.


Durante sua aula de Magia Prática…

Harriet se concentrou e completou todos os cálculos necessários para manifestar o feitiço e o invocou dentro de uma instalação fortificada construída como precaução.

Uma bola de fogo brilhante foi invocada a cerca de cinco metros acima da cabeça de Harriet.

A bola de fogo era cinco vezes maior que uma normal.

-Woooosh!

Sua velocidade excedeu a velocidade do som, e ela correu em direção à pilha de alvos de prática.

-Kaboooom!

Abalou o chão com uma forte explosão que abrangeu um raio de cerca de 20 metros a partir de seu ponto de impacto.

Harriet tinha o brinco que Reinhardt lhe dera pendurado na orelha.

"Tempo de conjuração é de cerca de 30,2 segundos, o poder é de classificação A ou superior. Estabilidade do controle de mana é de classificação A ou superior."

O assistente de ensino que estava julgando sua invocação mágica e seu processo acenou com a cabeça.

"Harriet de Saint-Owan, você executou perfeitamente o feitiço Ataque de Fogo. Excelente trabalho."

"Obrigada."

Harriet foi a única entre seus colegas que, apesar de sua complexidade, conseguiu demonstrar o feitiço de destruição em larga escala Ataque de Fogo.

Era um feitiço de destruição de alta classificação para o qual se tinha que criar uma Bola de Fogo cinco vezes maior que seu tamanho normal e lançá-la a uma velocidade que excede a velocidade do som. Após a colisão com o alvo, ele o esmagaria, emitindo uma onda de choque.

Bolas de fogo podiam esmagar completamente Orcs, mas o Ataque de Fogo poderia realmente dizimar Ogres.

Ataque de Fogo…

Sua execução foi um sucesso completo.

Os outros não sabiam, mas Harriet já podia desafiar o feitiço de destruição de classificação superior, Explosão.

Ela já era capaz de usar o feitiço de destruição de classificação superior que poderia causar uma explosão imediata em uma coordenada designada. Não era um feitiço de projétil.

Ataque de Fogo era um feitiço que ela já havia dominado durante as férias.

No entanto, todos os seus colegas a olhavam como se ela fosse algum tipo de monstro.

Feitiços mágicos eram simplesmente fórmulas.

Depois que ela memorizou o Ataque de Fogo, ela poderia facilmente ativá-lo se começasse a controlar seu poder mágico.

Harriet entendeu completamente o feitiço em sua mente, então, a menos que ela estivesse faltando poder mágico ou seu controle de mana estivesse desativado, ele seria ativado.

Essas fórmulas foram criadas por numerosos estudiosos e arcanjos. Não era necessário criar novas, apenas seguir as que já existiam.

Portanto, a maioria dos magos eram, acima de tudo, imitadores.

Copiar era muito fácil para Harriet, que poderia entrar no reino da criação de nova magia muito em breve.

Harriet não conseguia entender os alunos que não eram capazes de fazer algo tão óbvio. Eles só tinham que fazer como estava escrito, então por que eles não conseguiam fazer isso?

Harriet costumava desprezar essas pessoas por causa disso.

Ela era uma pessoa que costumava estar acima dos outros.

—Tanto em status quanto em habilidade.

Foi assim que ela foi até conhecer aquele cara estranho.


Depois que sua aula de Magia Prática terminou, ela se dirigiu ao prédio da Sociedade de Pesquisa Mágica.

Harriet e os outros alunos que tinham sido designados para tópicos de pesquisa tendiam a persegui-los na Sociedade de Pesquisa Mágica. Reinhardt não parou, pois estava fazendo seu trabalho lá fora, a menos que fosse uma reunião regular.

"Haah… Não faço ideia. Há muitos reagentes necessários para isso, e eu nem sei o que devo fazer para me livrar dos efeitos colaterais."

Christina, que tinha a tarefa de criar uma droga especial que aumentaria a sensibilidade à mana e suavizaria o controle de mana, soltou um suspiro pesado como se estivesse enfrentando muitas dificuldades.

O mesmo aconteceu com Adélia, que tinha sido encarregada de desenvolver um artefato que permitiria usar o poder mágico externo como o poder mágico interno.

"É possível fazer algo assim para começar…?"

Todos estavam bastante pessimistas. Harriet também não achava que as coisas dariam certo. Para piorar, ela até foi encarregada de estudar algo como Magia Dimensional e maneiras de viajar para um mundo diferente.

As coisas que os outros dois foram incumbidos de desenvolver seriam incrivelmente valiosas se fossem feitas.

Por que diabos ela tinha que pesquisar Magia Dimensional?

Harriet não entendia.

No entanto, Reinhardt acreditava nela.

Ele achava que ela conseguiria. Independentemente do que aconteceu em Arnaca, ela acabou se interessando por isso.

Em vez de suas aulas que só tocavam magia que já havia sido criada, ela não sabia o que fazer ou por onde começar quando se tratava de seu tópico.

Ela ficou cada vez mais grata por sua tarefa, independentemente de ter sido bem-sucedida ou não.

Não era apenas memorizar ou estudar algo que outra pessoa havia criado, mas sim ser pioneira em um campo da magia que não existia. Ela percebeu que ainda estava faltando em muitos aspectos, mas ainda podia tentar.

Claro, mesmo a genial Harriet ainda não havia encontrado uma solução.

Eles estavam no meio de tomar um chá porque todos estavam completamente exaustos de pesquisar.

"Senhorita, você está de mau humor?"

Segundo Christina, ela era a mais nova e ainda assim a mais velha ali. Não. A-1 do segundo ano, Redina, murmurou com um olhar desolado no rosto.

"S-sim… uma amiga minha desistiu. Adriana…"

"Ah, isso… não é aquela senhorita que sempre treinava com o Reinhardt?"

"Sim."

Adriana…

Harriet sabia que ela era a senior que geralmente malhava com Reinhardt ao amanhecer. Quando eles a encontravam, ela frequentemente a via cumprimentar e conversar com Reinhardt.

O que ela quer dizer com "ela desistiu"?

"Reinhardt tentou convencê-la a voltar quando foi ao Mosteiro localizado no Ducado de Saint-Owan, mas acho que não deu certo…"

O Ducado de Saint-Owan…

Foi só então que Harriet se lembrou do que Reinhardt havia dito a ela algum tempo atrás.

‘Você conhece o Mosteiro Artowan?’

‘O Mosteiro Artowan? Não conheço.’

‘Ouvi dizer que fica no Ducado de Saint-Owan.’

‘Você acha que eu conheço cada canto do Ducado? Eu não conheço aquele lugar, idiota.’

‘Se você não sabe, então diga que não sabe. Por que você está ficando brava?’

‘Eu não fiquei brava.’

‘Você está brava, certo? Você sempre fica brava quando me vê, certo? Estou magoado.’

‘Eu não estou bra-va!’

Reinhardt claramente tinha pedido a localização de um mosteiro em algum lugar no Ducado de Saint-Owan.

Naquela noite, Reinhardt desapareceu em algum lugar até as primeiras horas da manhã.

Harriet finalmente percebeu a verdade sobre o incidente.

Seu objetivo não era ir a Arnaca, mas sim encontrar a senior chamada Adriana.

Ela não sabia porquê, mas parecia que ele queria falar com aquela senior que desistiu.

A senior não voltou com ele, então parecia que a conversa não foi bem.

Segundo relatos, Reinhardt havia aparecido de repente nas portas de Arnaria, solicitando o uso prioritário do portão. Ela não tinha certeza sobre as outras coisas, mas essa parte parecia ser a verdade.

Prioridade de uso do portão…

Essa foi a razão pela qual ele parou em Arnaria. A fila para o portão de teletransporte era muito longa para simplesmente retornar ao Templo. Teria levado vários dias.

Portanto…

Eles entenderam errado, foi um mal-entendido total.

Não foi apenas sua família fazendo um grande alvoroço? Ela teve uma ideia, mas acabou sendo verdade.

Falando sobre casamento e tudo mais… Reinhardt não teria mencionado essas coisas diretamente.

Eles só pensaram que era assim, o que causou um mal-entendido.

Isso foi um alívio.

Ela não foi afetada por esse mal-entendido por muito tempo porque conseguiu discernir a verdade das palavras de outra pessoa, não de Reinhardt.

Harriet simplesmente ficou sentada ali em branco até que o chá em sua xícara esfriasse.


Naquela noite…

"Urgh, meu corpo…"

Harriet encontrou Reinhardt, que saiu cambaleando da sala de treinamento no meio da noite. Ele a encarou enquanto bocejava e esticava.

"Você não deveria estar dormindo?"

"Vou dormir."

Foi um mal-entendido.

As ilusões de sua família se espalharam para ela, e ela quase teve a ideia errada.

"Ah… Hum… Você falou com seus pais?"

Reinhardt hesitou antes de abrir a boca como se acabasse de pensar em algo.

"Sim."

"Bem, seu pai…"

"Eu sei o que você quer dizer."

Harriet de alguma forma ficou muito calma enquanto interrompia Reinhardt, que estava prestes a dizer algo embaraçoso.

"Você não precisa me dizer."

"Ah… Hum. O-okay."

Reinhardt inclinou a cabeça, ligeiramente perplexo, e a olhou. Toda aquela conversa sobre casamento foi um simples mal-entendido.

Harriet sabia que era um mal-entendido ridículo.

No entanto, ela nem queria ouvir Reinhardt confirmando isso com a própria boca.

Ela sentiu que só se machucaria se o deixasse falar.

"Eu… Eu vou então."

"Sim."

Harriet não queria ouvir a explicação de Reinhardt.

Ela olhou para as costas dele enquanto ele voltava.

Um mal-entendido…

Em vez de saber a verdade, ela teria gostado de apenas ter um mal-entendido por mais um pouco.

Harriet tirou o brinco que estava usando o tempo todo.

Assim que a magia da tranquilidade não a afetou mais, ela cobriu o rosto com as mãos.

Ela queria chorar.


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