The Martial Unity

Volume 21 - Capítulo 2071

The Martial Unity

Por um instante, Rui ficou paralisado.

Ele havia corrido para o Palácio Real ao ouvir sobre o despertar do pai, mas no momento em que o viu, congelou.

O que se desenrolava diante dele era surreal.

Seu pai, acordado, olhava para ele com um sorriso gentil.

“Meu filho.”

“…Pai.”

O olhar penetrante do Imperador fixou-se nos olhos do filho enquanto o examinava, observando as muitas diferenças e mudanças pelas quais ele havia passado desde sua última conversa. Não levou mais do que um instante para entender a magnitude da transformação do filho.

Ele tinha muitas coisas para dizer.

Mas se conteve.

Não ousou pronunciá-las na presença da equipe médica que o cercava para os exames.

“Você… cresceu, meu filho”, a voz rica e melodiosa do Imperador Rael continha um toque de orgulho e compaixão. “…Imaginar que você alcançaria o Reino Mestre na sua idade. Verdadeiramente, você é um artista marcial excepcional.”

“Obrigado, pai”, respondeu Rui calmamente. “E parabéns pela sua recuperação.”

“Mmm…” Ele olhou para suas mãos com olhos profundos. “É difícil acreditar, mesmo neste momento. Não posso deixar de me perguntar se isso é realidade ou um sonho. Acho que não conseguiria distingui-los.”

“…É real, fique tranquilo.” O tom de Rui era confiante.

“Real…” sussurrou o Imperador Rael. “…Se assim for, é tão belo quanto avassalador.”

Rui não sabia o que pensar daquelas palavras.

No entanto, ele conseguia entender o sentimento do pai.

Ele provavelmente havia sonhado com isso por muito tempo, mas tendo alcançado isso depois de ter descartado como impossível, as palavras provavelmente não seriam suficientes para descrever o que sentia.

“Sua Majestade”, o médico real se dirigiu com profunda reverência e incredulidade. “Tenho o profundo prazer e a surpresa de informá-lo que Vossa Majestade teve uma recuperação completa. Nenhum efeito colateral neurológico ou sintoma de inconsciência prolongada foi detectado. Examinamos Sua Majestade completamente em busca de anomalias, mas sua condição é tão perfeita quanto a condição humana pode ser! É um milagre!”

O médico real mal conseguia se controlar, transbordando de êxtase e excitação.

“…Certamente me sinto melhor do que em toda a minha vida”, declarou calmamente o Imperador Rael enquanto olhava para suas mãos. “Eu realmente me recuperei completamente?”

“Absolutamente, Sua Majestade. Estou extremamente confiante em nossa avaliação de sua condição atual”, assegurou o médico real ao Imperador da Harmonia com muita segurança.

“…Então como isso aconteceu?”

A voz do Imperador Rael se reduziu a um sussurro.

“Er…” O médico real coçou a cabeça. “…Lamento informá-lo, Sua Majestade, mas não temos ideia de como Vossa Majestade se recuperou a esse ponto. Dizem que a Doença do Sonho Eterno é incurável. Seu caso de recuperação completa à beira da morte chocará toda a comunidade médica, temo.”

“Mmm…” O Imperador Rael murmurou enquanto fechava os olhos. “Deixem-nos.”

“…Sua Majestade?”

“Desejo falar com meu filho a sós.” Seu tom era gentil, mas inabalável.

Isso exigia deferência.

“C-Claro, Sua Majestade. Vamos sair imediatamente!”

Em um instante, a equipe médica saiu apressadamente do grande e extravagante centro médico dedicado exclusivamente ao Imperador da Harmonia.

O Imperador Rael abriu os olhos, voltando seu olhar penetrante para Rui.

“Quanto…?” Os olhos do Imperador Rael perfuraram os de Rui. “…Quanto custou para encontrar e contratar os serviços do Médico Divino?”

O Imperador da Harmonia não era tolo.

Ele sabia, mais do que ninguém, que milagres não aconteciam.

Eles eram criados.

“Sempre houve apenas uma possível fonte para a cura da minha condição.” A voz do Imperador Rael era tão rica quanto profunda. “O fato de eu estar aqui, vivo, acordado e melhor do que jamais estive significa que alguém conseguiu onde eu falhei e obteve os serviços que procurei por décadas.”

Suas mãos se fecharam em punhos. “…É difícil imaginar que, nos seis meses que me restavam, alguém conseguiu rastrear e forçar o Médico Divino a me curar.”

Ele olhou para Rui com olhos poderosos.

No entanto, ele não conseguiu esconder a luz da confusão em seus olhos.

“Não entendo.” Mas, apesar de sua confusão, ele nunca perdeu a compostura, olhando para Rui com olhos fortes, mas gentis. “Rui.” Ele olhou para o filho com olhos profundos. “Sayfeel.”

“Do que vocês dois andaram aprontando?”

O Sábio Sayfeel se revelou diante de seu pupilo com os olhos brilhando com um impulso renovado. “Perdoe-me por não lhe ter contado a verdade antes, quando Vossa Alteza acordou”, Sayfeel ajoelhou-se, incapaz de esconder a emoção em sua voz. “Confirmar sua saúde e recuperação era minha prioridade máxima.”

“Sayfeel.” O Imperador Rael sorriu gentilmente para seu seguidor ajoelhado. “Sua humildade só é superada por sua lealdade. Levante-se, meu amigo. Não é próprio de um Sábio Marcial prostrar-se a tal ponto. Indigno de sua lealdade eu seria se desprezasse a dádiva da vida que você me deu.”

Sua voz poderosa era rica em sinceridade.

“…Sou indigno de Vossa Majestade.” Sayfeel fechou os olhos. “Por favor, viva. Viva para que eu possa ser digno da graça que recebi de Vossa Majestade.”

Rui olhou para o Sábio Marcial prostrado, se agitando.

Ele sempre soubera que o Sábio Sayfeel era ferozmente leal a seu pai, mas não tinha absolutamente ideia de como os dois se conheceram ou como e por que Sayfeel havia jurado lealdade eterna a seu pai, mas o fato de seu pai ter conseguido cultivar um Sábio Marcial em segredo já era uma conquista inacreditável que Rui não conseguia compreender.

“Rui.”

Sua voz poderosa chamou sua atenção.

Um olhar profundo se fixou nos olhos de Rui.

“Pai.” Rui respondeu calmamente.

Um sorriso suave surgiu no rosto de seu pai. “Venha, meu filho. Não prive seu pai da verdade.”

Sua voz rica e melodiosa chamou Rui.

“Conte-me. Conte-me tudo.”

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